Edmundo Moniz

Entrevista

Edmundo Moniz

Esta entrevista integra um conjunto de entrevistas doadas ao CPDOC pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 15/08/1996. Realizadas entre 1977 e 1979, essas entrevistas não receberam tratamento técnico na ABI, nem houve preocupação em manter o registro de informações relativas a cada uma delas, razão pela qual diversos campos da base encontram-se em branco. Trechos desta entrevista foram originalmente publicados pelo jornal Folha de São Paulo em 12/01/1979, integrando uma série especial chamada "Jornalistas contam a História", que está disponível em: http://almanaque.folha.uol.com.br/memoria_home.htm. Acesso em 23/01/2008. A escolha do entrevistado justificou-se por sua destacada trajetória na imprensa brasileira.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Gilberto Negreiros
Data: 15/8/1996
Local(ais):
Não há informação ; - ; -

Duração: 1h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Edmundo Moniz
Nascimento: 2/11/1911; Salvador; BA; Brasil;

Falecimento: 22/1/1997; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Bacharel em Direito.
Atividade: Em 1929 começou a trabalhar nas publicações "A Esquerda" e "A Batalha". Foi colaborador do "Diário da Bahia" e, em 1940, ingressou no "Correio da Manhã", participando, ao mesmo tempo, das revistas "Carioca" e "Vamos ler", ambas da empresa "A Noite". Foi um dos diretores da "Vanguarda Socialista", entre 1945 e 1946. Trabalhou como diretor do Serviço Nacional deTeatro, nos governos Juscelino Kubitschek e João Goulart. Em 1964, foi redator-chefe do "Correio da Manhã", cargo que cumpriu até 1966, juntamente com o professorado de filosofia e de história, além da participação no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Foi exilado em Paris a partir de 1968. Regressa ao Brasil em 1976.

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Adriana Mattos de Oliveira;

Temas

Exército;
Governo João Goulart (1961-1964);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Greves;
Henrique Teixeira Lott;
Jânio Quadros;
Jornal O Estado de São Paulo;
Jornalismo;
Odílio Denys;
Reformas de base;
Regime militar;

Sumário

Entrevista: cerca de 1978 a 1979

Fita 1-A: comentários acerca de duas posições do Correio da Manhã: campanha pela posse de João Goulart (1961-1964) e três anos depois campanha pela sua deposição; considerações sobre a posição do Correio da Manhã diante das chamadas "reformas de base" e a relação entre o jornal e seus colaboradores; comentários acerca da relação entre o Correio da Manhã e o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961); considerações sobre a posição do Correio Manhã com relação às greves dos trabalhadores desde o governo do presidente Getúlio Dornelles Vargas (1930-1945 e 1951-1954); observações a respeito da reação do Correio da Manhã frente à renúncia de Jânio Quadros (janeiro a agosto de 1961) e a tentativa de se impedir a posse de João Goulart; comentários acerca das posições políticas contraditórias do marechal Odílio Denys e a existência de duas posições políticas existentes dentro do Exército: democrática e antidemocrática; breves lembranças acerca do fechamento do Correio da Manhã (1961) por parte das forças policiais; observações a respeito da posse de João Goulart e das divergências entre o marechal Henrique Teixeira Lott e o marechal Odílio Denys; comentários sobre a posição do Correio da Manhã frente a defesa da legalidade em oposição às violências governamentais; considerações acerca das relações entre o Correio da Manhã e o governo do presidente João Goulart; comparação entre as posições do O Estado de São Paulo e do Correio da Manhã frente à deposição de João Goulart e tomada do poder pelos militares (1964); observações sobre os editoriais "Basta" e "Fora" publicados no Correio da Manhã.

Fita 1-B: comentários acerca dos motivos que levaram o Correio da Manhã a publicar os editoriais "Basta" e "Fora"; considerações sobre a posição política do Correio da Manhã e da grande imprensa no período anterior e inicial ao Movimento de 1964; observações acerca da oposição do Correio da Manhã à Ditadura Militar; comentários a respeito da divergência de opiniões entre o Correio da Manhã e o entrevistado; considerações sobre o grande fator histórico que dava autoridade e prestígio ao Correio da Manhã: sua posição autônoma e independente; observações a respeito de algumas visitas de militares ao Correio da Manhã; comentários acerca do aumento de circulação do Correio da Manhã no momento em que se tornou um jornal de oposição ao Regime Militar.
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