Elvira Boni Lacerda

Entrevista

Elvira Boni Lacerda

Entrevista realizada no contexto do projeto "Velhos militantes", em vigência entre os anos de 1983 e 1986, sendo parte integrante do livro homônimo publicado pela Zahar Editores em 1988. A escolha da entrevistada justificou-se pelo fato dela ter sido costureira e militante anarquista nos anos 1910 e 1920.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: “VELHOS militantes: depoimentos de Elvira Boni, João Lopes, Eduardo Xavier, Hilcar Leite” / Coordenadora Ângela de Castro Gomes; Dora Rocha e Eduardo Stotz. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Angela Maria de Castro Gomes
Eduardo Navarro Stotz
Data: 8/8/1983 a 2/12/1983
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 6h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Elvira Boni Lacerda
Formação:
Atividade: Militante anarquista nos anos 10 e 20.

Equipe

Levantamento de dados: Angela Maria de Castro Gomes;Eduardo Navarro Stotz;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Angela Maria de Castro Gomes;Eduardo Navarro Stotz;

Transcrição:  ;

Conferência da transcrição: Juliana Athayde Silva de Morais;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Cristiano Santiago de Sousa;

Temas

Anarquismo;
Anticlericalismo;
Classe operária;
Comunismo;
Elvira Boni;
Formação profissional;
Getúlio Vargas;
Greves;
Hinos;
Movimento operário;
Movimento sindical;
Partido Comunista do Brasil - PCdoB;
Racismo;
Religião;
Repressão política;
Sindicatos de trabalhadores;
Teatro;
União Soviética;
Voto feminino;

Sumário

1ª Entrevista: 08.08.1983
Fita 1-A: Origens familiares; a vinda da família da Itália para o Brasil; a vida da família em São Paulo; lembranças da infância; os primeiros contatos do pai com as idéias socialistas; a religiosidade dos pais; a ida para Ouro Fino (MG); a ida para o Rio de Janeiro e a vida na cidade; comentários sobre a Liga Anti-Clerical.

Fita 1-B: A Liga Anti-Clerical: os temas abordados, a experiência da entrevistada; a experiência na oficina de costura.

2ª Entrevista: 12.08.1983
Fita 2-A: Longos comentários sobre a experiência no trabalho com costura; o vestuário típico da população fluminense na década de 10; a duração do percurso entre a residência da entrevistada e seu local de trabalho.

Fita 2-B: O poder aquisitivo da população nas décadas de 10 e 20; a experiência como autônoma; as dificuldades enfrentadas pelas costureiras; comentários sobre a "Micareme" e a Liga Anti-Clerical; a postura dos pais com relação ao carnaval; o comício de 1º de maio de 1919; a fundação e a formação da União das Costureiras; a greve das costureiras (1919) e a receptividade à idéia de sindicato.

Fita 3-A: Comentários sobre o anarquismo; o comportamento da entrevistada; comentários sobre a União das Costureiras; o apoio da família; o envolvimento dos irmãos com o movimento operário; as leituras da entrevistada; a festa na Quinta da Boa Vista; a participação no Terceiro Congresso Operário Brasileiro (1920); a prisão do irmão; a relação dos sindicatos com os jornais; o fim do sindicato das costureiras.

Fita 3-B: A participação da entrevistada no Comitê Pró-Flagelados Russos; comentários sobre José Oiticica; as construções no Rio de Janeiro entre as décadas de 10 e 20; a epidemia de gripe espanhola; a viagem do pai à Itália; a construção da residência em Cordovil; a relação dos pais com os amigos; o lazer da família da entrevistada.

3ª Entrevista: 19.08.1983
Fita 4-A: A experiência no teatro: relato do enredo da peça "O Pecado de Simonia", a criação do grupo "1º de Maio", a desaprovação do pai à sua profissão.

Fita 4-B: A experiência no teatro: relato sobre o enredo das peças "O 1º de Maio" e "A Fome"; o deputado Coelho Lisboa e os discursos políticos; o racismo no Clube Ginástico Português.

Fita 5-A: A orquestra dos operários; descrição dos bailes da década de 10; relato sobre o enredo das peças "Os Espectros", "Os Ladrões de Honra", "Exemplo a Casados"; a dissolução do grupo de teatro; as greves do final da década de 10; críticas à inssureição anarquista (1918); a participação da entrevistada na Comissão Pró-Flagelados Russos.
Fita 5-B: Observações sobre os conflitos na Rússia (1917); os fundadores do Partido Comunista; críticas à divergência entre anarquistas e comunistas; a aproximação a Olgier Lacerda; breves comentários sobre Maurício de Lacerda; o contato com Otávio Brandão e Laura Brandão; o trabalho como costureira após o casamento; relato sobre um incidente numa das reuniões anarquistas.

4ª Entrevista: 23.08.1983
Fita 5-B (continuação): relato sobre um incidente numa das reuniões anarquistas; a ida para Bagé (1925); os fundadores do Partido Comunista (PC).

Fita 6-A: Os primeiros contatos com Olgier Lacerda; a atuação como militante após o casamento (1922); o surgimento do Partido Comunista no cenário político; os debates entre anarquistas e comunistas; a participação no "Socorro Vermelho"; impressões sobre as conturbações políticas da década de 30; a colaboração com o PC.

Fita 6-B: Breve avaliação sobre os candidatos do PC nas eleições de 1946; a colaboração da entrevistada com o PC; a repressão ao PC; a prisão do marido; comentários sobre a Associação de Senhoras de Santa Tereza; as críticas à Associação; reflexões sobre a trajetória de vida como militante.

5ª Entrevista: 02.10.1983
Fita 7-A: As canções do movimento anarquista: autores e letras das músicas, ocasiões em que eram cantadas, difusão das canções entre os trabalhadores; o caso do "Hino dos Trabalhadores", do "Hino do 1º de Maio", da "Marselhesa do Fogo", da "Marselhesa da Paz".

Fita 7-B: As canções do movimento anarquista: o caso da "Internacional", do "Sol dos Livres", de "Os Filhos do Povo"; a campanha do movimento anarquista contra a religião; paródias de carnaval como "Seu Mé".

Fita 8-A: A receptividade ao Hino Nacional no movimento anarquista; as poesias e as canções do movimento anarquista, como "O Padre".
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