Ernesto Giesbrecht

Entrevista

Ernesto Giesbrecht

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória profissional. Ernesto Giesbrecht dirigiu o Instituto de Química da USP (IQ-USP) e coordenou o programa Multinacional de Química, patrocinado pela Organização dos Estados Americanos (1969-1975).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Nadja Vólia Xavier
Ricardo Guedes Pinto
Data: 12/5/1977 a 24/5/1977
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 3h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Ernesto Giesbrecht
Nascimento: 27/3/1921; Ponta Grossa; PR; Brasil;

Formação: Química pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP (1943); doutor em Ciências pela USP (1947).
Atividade: Foi aprovado no concurso para livre docência das cadeiras de química geral e inorgânica e de química analítica da Faculdade de Filosofia (1952); estagiou no Instituto de Química da Universidade de Zurique (1953); bolsista da Fundação Rockefeller, no Departamento de Química da Universidade de Illinois, nos EUA (1956-1957); nomeado catedrático interino de química geral e inorgânica do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia da USP (1958); alcançou a cátedra em 1962; visitou os principais centros universitários da Alemanha, a convite do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (1969); coordenador geral do Programa Multinacional de Química da OEA (1969-1975); vice-diretor do Instituto de Química da USP (1970-1974) e diretor (1974-1978); foi professor visitante na Universidade de Minnesota, nos EUA (1975); integrou o Comitê Assessor de química do CNPq e a Comissão de Assuntos Educacionais da USP (1976); foi vice-diretor do Instituto de Biociências da mesma Universidade (1978).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Ensino superior;
Ernesto Giesbrecht;
Estados Unidos da América;
Financiadora de Estudos e Projetos;
História da ciência;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Intercâmbio cultural;
Mercado de trabalho;
Metodologia de pesquisa;
Organização dos Estados Americanos;
Organizações internacionais;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Química;
Reforma administrativa;
Universidade de São Paulo;

Sumário

1ª entrevista:
Os primeiros estudos e a opção pela carreira científica e pela química; a formação universitária: a influência de Heinrich Rheinboldt; o início da carreira docente como assistente de Rheinboldt na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP; as aulas práticas no laboratório da Faculdade, sob a orientação de Paschoal Américo Senise; a contratação pela USP e o doutoramento em 1947; a experiência na Universidade de Zurique; o incentivo do Instituto de Química da UFRJ ao pós-doutoramento dos melhores alunos no exterior; os trabalhos desenvolvidos com Ludwig Audrieth na Universidade Illinois; os estudos sobre compostos de coordenação de elementos lantanídeos; os primeiros alunos orientados por Giesbrecht; a integração do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia ao "conjunto das químicas" da USP; a reforma universitária da USP e a criação do Instituto de Química; os cursos noturnos da USP; a atração dos químicos de sua geração pela indústria; o mercado de trabalho e as atribuições do químico e do engenheiro químico; a criação do Conselho Federal de Química e a participação do entrevistado no Conselho Regional de São Paulo; o aproveitamento dos pós-graduados pela indústria e pela universidade; o intercâmbio universidade-indústria no Brasil: sua contribuição para o desenvolvimento da pesquisa química básica; o Programa Multinacional de Química da OEA.


2ª entrevista:
A experiência na Universidade de Minnesota; as pesquisas sobre elementos lantanídeos realizadas no Brasil e nos EUA; os cursos de Rheinboldt e Hauptmann e os discípulos por eles formados; as linhas de pesquisa do Instituto de Química da USP; Otto Richard Gottlieb e o laboratório de química de produtos naturais da USP; o prestígio internacional do Instituto de Química da USP; o programa CNPq-Academia de Ciências dos EUA; o corpo docente daquele instituto e sua dedicação à atividade de pesquisa; o mercado de trabalho para os químicos pós-graduados; o intercâmbio do Instituto de Química da USP com os demais institutos de química do país; o papel da SBPC; a publicação dos trabalhos dos pesquisadores do Instituto; a atuação da Academia Brasileira de Ciências; as revistas especializadas internacionais e os Anais da Academia Brasileira de Ciências; o apoio do CNPq, da FAPESP e da CAPES ao Instituto de Química da USP; o sistema de financiamento do CNPq e da FAPESP; a representatividade desses organismos; a organização do CNPq e a participação do entrevistado no Comitê Assessor de Química desse órgão; ciência tecnológica e ciência básica; a política de pós-graduação do Instituto de Química da USP: o incentivo ao doutoramento no país e ao pós-doutoramento no exterior; pesquisa pura e pesquisa aplicada; o apoio da Finep e de organismos internacionais ao Instituto de Química da USP; a organização, o funcionamento e as atribuições desse instituto; o preenchimento dos cargos executivos na USP; a distribuição dos recursos da Universidade entre os diversos institutos.
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