Francisco Mauro Salzano

Entrevista

Francisco Mauro Salzano

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória profissional. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde 1973 e da Academia de Ciências da América Latina desde 1989. Presidiu a Sociedade Brasileira de Genética. Foi membro da diretoria da Asociación Latinoamericana de Genética e secretário-geral da International Association of Human Biologists.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Nadja Vólia Xavier
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Data: 10/8/1977 a 11/8/1977
Local(ais):
Porto Alegre ; RS ; Brasil

Duração: 4h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Francisco Mauro Salzano
Nascimento: 27/7/1928; Cachoeira do Sul; RS; Brasil;

Formação: História Natural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFRGS (1950); doutor em Biologia pela USP (1955).
Atividade: Estagiou no laboratório do Departamento de Genética da UFRGS; estagiou no Departamento de Biologia Geral da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP (1951); foi instrutor de ensino da cadeira de biologia geral da Faculdade de Filosofia da UFRGS (1952); bolsista da Fundação Rockefeller. Estagiou no Departamento de Genética Humana da Universidade de Michigan, nos EUA (1956-1957); livre docente da cadeira de biologia geral da Faculdade de Filosofia da UFRGS (1960); estagiou na Population Genetics Research Unit, do Medical Research Council, em Oxford, Inglaterra (1961); foi diretor substituto do Instituto de Ciências Naturais da UFRGS (1961-1967); chefiou a seção de genética desse instituto (1963-1968); foi professor adjunto da UFRGS, coordenando os cursos de pós graduação em ciências biológicas da Universidade (1967); dirigiu o Instituto de Ciências Naturais (1968-1971); chefiou o Departamento de Genética do Instituto de Biociências da UFRGS (1973-1975); integrou o Conselho de Pesquisas da UFRGS e diversas comissões examinadoras de teses, mestrado e doutorado apresentadas a essa Universidade.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Atividade acadêmica;
Biologia;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior;
Ensino superior;
Estados Unidos da América;
Formação profissional;
Francisco Mauro Salzano;
Fundação Rockefeller;
História da ciência;
Importação;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Intercâmbio cultural;
Mercado de trabalho;
Metodologia de pesquisa;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: formação escolar; o ingresso na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFRGS; o contato com Antônio Cordeiro e o estágio no laboratório de genética da Faculdade; a especialização com Dobzhansky em São Paulo: a bolsa de estudos da USP; a bolsa do CNPq e a contratação pela UFRGS; as pesquisas sobre a Drosophila críptica: a orientação de Hampton Carson; o doutoramento na USP; o pós-doutoramento na Universidade de Michigan: a bolsa da Fundação Rockefeller, a opção pela genética humana; o estágio no laboratório de genética humana de Stevenson e a visita a outros laboratórios europeus; fatores que contribuíram para o alto padrão de desenvolvimento da genética no Brasil: a vinda de Dobzhansky, a atuação de André Dreyfus, de Carlos Arnaldo Krug e de Friedrich Brieger, o apoio da Fundação Rockefeller; a organização do Departamento de Genética da Faculdade de Filosofia da UFRGS: a incorporação de técnicas e métodos da bioquímica e da biofísica à pesquisa genética; o apoio dos reitores e dos diretores da Faculdade de Filosofia ao novo departamento; a luta pela institucionalização do regime de tempo integral na UFRGS e a criação da Associação dos Pesquisadores do Rio Grande do Sul; a contribuição da Fundação Rockefeller à genética brasileira: a atuação de Harry Miller Jr., a organização da Comissão de Genética Humana da Sociedade Brasileira de Genética; as fontes de financiamento à pesquisa genética na UFRGS: o apoio da Fundação Rockefeller; o auxílio do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) ao entrevistado; o sistema de financiamento do NIH e da Fundação Rockefeller; o Instituto de Ciências Naturais da UFRGS; a criação do Instituto de Biociências da UFRGS e as novas atribuições do Departamento de Genética; o curso de especialização em ciências biológicas da UFRGS: o auxílio da CAPES, os primeiros doutores, o recrutamento de J. Ives Townsend e de William Milstead, a formação do corpo docente.

Fita 2: o regime e o ambiente de trabalho do Departamento de Genética do Instituto de Biociências da UFRGS; a institucionalização e expansão do programa de pós-graduação em genética dessa universidade a partir de 1968; o sistema de ingresso e as áreas de especialização do curso de doutorado; o recrutamento do corpo docente do Departamento de Genética: o aproveitamento dos pós-graduados; o programa de pós-graduação em genética da UFRGS: a seleção dos candidatos, o número de orientandos por orientador; o incentivo do Departamento de Genética ao pós-doutoramento no exterior; a área de genética de microorganismos no Brasil; o mercado de trabalho para os geneticistas no país; o sistema de recrutamento de docentes adotado nas universidades brasileiras.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 2 (continuação): o corpo docente e as linhas de pesquisa do Departamento de Genética do Instituto de Biociências da UFRGS; as pesquisas aplicadas nas áreas de genética animal, vegetal e humana; o estudo da drosófila como base do desenvolvimento da genética no Brasil; o intercâmbio entre os Departamentos de Genética da USP, da Unicamp e da Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós; as fontes de financiamento às pesquisas realizadas no Departamento de Genética da UFRGS; a criação da FAPERGS; a tentativa de extinção dessa entidade e a resistência dos cientistas gaúchos; a atuação da FAPERGS e suas principais linhas de atendimento; a orientação das agências governamentais de financiamento à ciência: o apoio à pesquisa pura e à pesquisa aplicada.

Fita 3: a pesquisa genética contemporânea: a tendência à formação de grandes equipes; as debilidades do antigo e do novo CNPq; o controle dos resultados das pesquisas pelas agências financiadoras; o Programa Integrado de Genética do CNPq; as restrições às importações no país e suas conseqüências para o desenvolvimento da pesquisa genética; as bibliotecas da UFRGS; as instalações do Instituto de Biociências da UFRGS, o acesso do Departamento de Genética às revistas especializadas estrangeiras: o Current Contents; os livros-texto de genética adotados no Brasil: os autores nacionais; a publicação de trabalhos dos pesquisadores do Departamento em revistas especializadas; o alto nível de integração da equipe do Departamento de Genética da UFRGS: os seminários semanais; o intercâmbio de trabalhos entre a comunidade científica: as separatas; a opção do entrevistado pela publicação de trabalhos em revistas internacionais; os critérios de avaliação da produtividade dos pesquisadores; a produção científica do Departamento de Genética da UFRGS; o papel da SBPC, da Sociedade Brasileira de Genética e da Academia Brasileira de Ciências; a atividade científica na universidade e nos institutos isolados; o intercâmbio da UFRGS com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
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