Geraldo Silvino de Oliveira

Entrevista

Geraldo Silvino de Oliveira

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui. O entrevistado foi funcionário da Petrobrás.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Ana Quaglino
Plínio de Abreu Ramos
Data: 22/11/1988
Local(ais):
Santos ; SP ; Brasil

Duração: 3h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Geraldo Silvino de Oliveira
Nascimento: 1/1/0001; -; -; Brasil;

Formação: Curso Profissionalizante - gráfico
Atividade: Ex-vereador e fundador do Sindicato dos Petroleiros de Santos (Sindipetro).

Equipe

Levantamento de dados: Maria Ana Quaglino;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Ana Quaglino;Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: Maria Ana Quaglino;

Copidesque: Arthur Silva Pinto da Rocha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Maria Ana Quaglino;

Temas

Abertura política;
Central Única dos Trabalhadores;
Comunismo;
Geraldo Silvino de Oliveira;
Golpe de 1964;
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Indústria petroquímica;
Movimento sindical;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Petrobras;
Petróleo;
Política energética;
Política partidária;
Privatização;
Repressão política;
Sindicalismo;
União Soviética;

Sumário

Entrevista: origem camponesa dos pais; a infância em Campo Redondo na divisa entre São Paulo e Minas Gerais; a vinda para São Paulo em 1939 com a família ainda adolescente; os primeiros empregos e a profissionalização como gráfico durante a Segunda Guerra; os primeiros contatos com o Partido Comunista em 1945; adesão ao Partido; a separação dos pais e a ida para Santos; atuação na Campanha do Petróleo em Santos durante o governo Dutra; a morte do companheiro Deoclécio Santos; militância política na Juventude Comunista em Santos; sua primeira prisão durante a campanha contra a Guerra da Coréia; entrada para a clandestinidade como funcionário do Partido Comunista; a ida para a União Soviética e o curso de sindicalismo; os colegas Maurício Grabois e Jacob Gorender; o clima na União Soviética logo após a morte de Stalin; a divulgação do relatório Kruschev; a posição do Partido Comunista e de Carlos Marighela sobre a questão do petróleo; a viagem a China em 1956 contra a vontade dos soviéticos e da direção do Partido Comunista do Brasil; a condenação pelo Comitê Central e a volta ao Brasil; o retorno a Santos e mais uma desilusão com o Partido; o concurso para a Petrobrás em 1958; a escassez de informações sobre o Brasil durante o curso na União Soviética; impressões sobre a China dos anos 50; a organização do sindicato dos petroleiros; a origem profissional dos primeiros empregados da refinaria; tratamento dispensado a eles pelos dirigentes da refinaria; a saída da clandestinidade e à entrada para a Petrobrás; a retomada de contatos com o Partido enquanto trabalhador na refinaria no período de organização do sindicato; a Associação Profissional dos Empregados da Petrobrás; a fundação do sindicato e o acordo de neutralidade com Janary Nunes; o surgimento do sindicato de Mataripe; as relações entre os sindicatos de Mataripe, Cubatão e Manguinhos; o contato do sindicato com Juscelino Kubitschek e João Goulart durante o governo JK; a autonomia da Petrobrás nas negociações com os sindicatos no final dos anos 50; as disparidades salariais entre as diversas unidades da empresa e a equiparação a nível nacional no governo João Goulart; a composição dos associados ao sindicato; a posição dos engenheiros frente ao movimento sindical e na empresa; a transformação da associação em sindicato em 19 de dezembro de 1958; as primeiras tarefas organizativas do sindicato e sua atuação nos três primeiros anos; a atitude refratária dos engenheiros com relação ao movimento sindical; a luta pela conquista das seis horas de trabalho em 1961: o ponto alto do movimento; a manutenção desta conquista trabalhista em Cubatão depois de 1964; a tradição sindical de Santos; a criação do Forum Sindical de Debates de Santos: sua importância para o movimento sindical na Baixada Santista e seus objetivos; a motivação diversa da greve de 1961 em Mataripe e Cubatão; a interferência dos sindicatos na escolha de Francisco Mangabeira; a gestão de Mangabeira na Petrobrás; a indicação de nomes pelo sindicato; a idéia de co-gestão; os inconvenientes da co-gestão para o desenvolvimento pleno do movimento sindical; a pequena participação dos sindicatos nas Comissões Parlamentares de Inquérito da Câmara no final dos anos 50 e início dos anos 60; a pouca eficácia destas Comissões; a inexpressiva repercussão do escândalo de Roboré no meio sindical; ascensão e declínio do movimento sindical (1960-1964); o movimento contra a Instrução 204: uma decisão mais a nível das lideranças sindicais; o movimento de força política dos sindicatos (1962-1964); a "Operação Facão" na Refinaria de Cubatão na gestão Irto Sardemberg: a atuação de Cláudio Godinho na gestão do comandante Carlos Alberto Zavataro; as nomeações para postos-chave da Petrobrás; os nomes indicados e as vantagens da estratégia; as relações entre os sindicatos e a empresa na gestão Albino Silva; o apoio do sindicato a nomeação do general Osvino Silva; a atitude de descaso dos sindicatos frente à ameaça do golpe; o encontro com João Goulart às vésperas do golpe; os acontecimentos na Refinaria de Cubatão no dia do golpe: informações equívocas pelo rádio, as instruções do general Osvino, a resistência e a rendição; o encontro secreto dos sindicalistas após a consumação do golpe: a decisão de fugir; os interventores da refinaria; a fuga de Santos para São Paulo; o apoio devido do Partido Comunista; a trajetória de 1964 a 1969: as duas prisões, a fuga da auditoria no dia do julgamento e os meios empregados para se manter e a família; a nova identidade: Flávio Lopes; o episódio do interrogatório dirigido pelo major Erasmo Dias; o teor negativo de depoimentos de ex-companheiros durante o processo; o episódio da saída do superintendente da Refinaria Otto Martins Lima em maio de 1962; as vantagens do recebimento da periculosidade ao invés da insalubridade; o incêndio na Refinaria de Cubatão em 1958; comparação entre o movimento sindical nos anos 50, início dos anos 60 e hoje; o crescimento do movimento sindical a partir de 1975: as táticas de pressão utilizadas no passado, o surgimento da CUT; duas concepções sindicais em confronto: a estratégia da CUT e da CGT; a eleição para o sindicato dos petroleiros em 1988; balanço dos sindicatos dos petroleiros filiados a CUT; a eleição para vereador em 1982 pelo PMDB; o novo pleito de 1988: a permanência na legenda do PMDB e o insucesso de sua candidatura; o porquê de sua candidatura; o porquê de não ter sido eleito com os votos dos filiados ao sindicato; o novo relacionamento com o "Partido"; a precariedade dos quadros de massa do PCB e o preconceito do brasileiro contra comunistas; crítica as duras exigências impostas pelo PCB aos seus militantes; o preconceito do operário contra o comunista; os perigos de retrocesso político; o episódio recente de Volta Redonda; a necessidade de organização popular contra o arbítrio das classes dominantes; a avaliação da vitória do PT nas eleições municipais de 1988; a situação dos demais partidos; o lugar do PT na política brasileira: sua composição, o fenômeno do voto contra o status quo e as possibilidades de cumprimento das promessas de campanha; relação entre o eventual fracasso administrativo do PT e os intentos golpistas da direita; a grande problemática das revoluções de nosso tempo: como se manter no poder; a eleição direta para presidente da República: transição e prognósticos; as perspectivas para o movimento sindical e as diretrizes para o seu avanço; crítica contra a campanha a favor da privatização das empresas estatais; o apoio militar contra a privatização no caso da Petrobrás; defesa da presença do Estado nos setores essenciais.
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