Gerhard Jacob

Entrevista

Gerhard Jacob

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória profissional. Foi coordenador dos convênios em Ciência e Tecnologia com a Alemanha no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq; e presidiu a mesma instituição. É membro da Academia Brasileira de Ciências na qual faz parte do Conselho Consultivo (região Sul) desde junho de 2005 e da Academia de Ciências do Terceiro Mundo.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Ricardo Guedes Pinto
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Data: 10/1/1977
Local(ais):
Porto Alegre ; RS ; Brasil

Duração: 2h55min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Gerhard Jacob
Nascimento: 5/11/1930; Hanôver; --; Alemanha;

Formação: Graduação em Física pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UFRGS (1953); Matemática pela mesma faculdade (1955); doutor em Ciências pela Faculdade de Filosofia da UFRGS (1964).
Atividade: Instrutor de ensino da cadeira de física teórica e física superior da UFRGS (1953); frequentou o curso de preparação para a instalação do primeiro reator nuclear no Brasil, ministrado no Instituto de Energia Atômica (IEA) da USP (1956); foi pesquisador associado por esse Instituto (1956-1958), especializou-se em Física na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP; foi professor substituto da cadeira de física teórica e física superior na faculdade de Filosofia da UFRGS (1958); estagiou em várias instituições estrangeiras; integrou o corpo docente do instituto de Física da UFRGS (1959); chefiou o departamento de Física da faculdade de Filosofia da UFRGS e a divisão de física teórica do instituto de física da mesma universidade (1963-1965); vice-diretor do instituto de física da UFRGS (1964); dirigiu o instituto de física da UFRGS, tornando-se professor titular (1971-1973); foi pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UFRGS.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Associações profissionais;
Atividade acadêmica;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Congressos e conferências;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Energia nuclear;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Financiadora de Estudos e Projetos;
Física;
Formação profissional;
História da ciência;
Importação;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Intercâmbio cultural;
Máquinas e equipamentos;
Metodologia de pesquisa;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Fita 1: os primeiros estudos; a opção pelo magistério e pela física; o vestibular em sua época; o curso vestibular do professor Alberto de Brito e Cunha o curso de física da Faculdade de Filosofia da UFRGS; o início da vida profissional como professor secundário e instrutor de ensino da Faculdade de Filosofia da UFRGS; o curso do Instituto de Energia Atômica (IEA) e o interesse pela física teórica; o desinteresse pelo magistério secundário e a opção pela carreira científica e universitária; as pesquisas desenvolvidas com Paulo Saraiva de Toledo no IEA: a iniciação na física teórica; a deficiência de sua formação universitária e o curso de especialização da Faculdade de Filosofia da USP; o regime de trabalho do IEA, o contato com Mário Schenberg, Marcelo Damy e Oscar Sala, na USP; o retorno à UFRGS; o Centro de Pesquisas Físicas e a criação do Instituto de Física da UFRGS; o contato com Marcos Moshinsky e o interesse pela física nuclear teórica; a participação na II Conferência das Nações Unidas sobre o Uso Pacífico da Energia Atômica; os primeiros trabalhos em física nuclear teórica: a orientação de Jensen, Stech e Moshinsk; a contratação de Theodor Maris pelo Instituto de Física da UFRGS; os trabalhos em reações quase Iivres realizados com Maris; a física experimental e física teórica; o início da física experimental no Instituto: a atuação de Maris; a experiência no Niels Bohr Institute e na Universidade de Heidelberg; os dois marcos do desenvolvimento da pesquisa científica no país: a instituição da bolsa de pesquisador conferencista pelo CNPq e o apoio do Funtec/ BNDE à pós-graduação e à pesquisa básica; a carência de administradores na área científica e sua repercussão na carreira dos jovens pesquisadores; os entraves da burocracia universitária; o sistema de financiamento da Finep; os entraves alfandegários à importação de equipamentos; as linhas de pesquisa do Instituto de Física da UFRGS; o procedimento científico; o controle dos resultados das pesquisas pelas agências financiadoras.

Fita 2: o ensino e a pesquisa no Instituto de Física da UFRGS; os cursos de pós-graduação do Instituto: a adoção dos modelos americano e europeu; o aproveitamento dos pós-graduados pela Universidade; o inbreeding na UFRGS e as medidas adotadas para combatê-lo: os professores visitantes estrangeiros e a política de incentivo ao pós-doutoramento no exterior; o intercâmbio do Instituto de Física com as demais instituições de ensino e pesquisa do país; a participação do entrevistado na Sociedade Brasileira de Física; a troca de pré-publicações entre os cientistas; a publicação de trabalhos de pesquisadores do Instituto em revistas internacionais; os livros-texto de física; o prestígio social dos cientistas; a ciência básica e a ciência aplicada na universidade; as pesquisas aplicadas realizadas no Instituto de Física da UFRGS; o cientista e a liberdade de pesquisa; os trabalhos científicos realizados por grandes equipes; a atividade científica nas universidades e nos institutos de altos estudos; a política do novo CNPq e da Finep: o amparo à pesquisa básica, os programas integrados; o curso pós-doutorado de física da Unicamp; o prestígio social dos cientistas gaúchos; as relações do Instituto de Física da UFRGS com a indústria; a criação e o crescimento do Instituto: o convênio com a Comissão Supervisora do Planejamento dos Institutos (COSUPI); a tentativa de extinção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e o apoio recebido dos políticos; a participação das associações científicas e profissionais na alocação dos recursos governamentais para a ciência.
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