Gerson Fernandes

Entrevista

Gerson Fernandes

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou porque foi engenheiro do Conselho Nacional do Petróleo.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Ana Quaglino
José Luciano de Mattos Dias
Data: 27/4/1988 a 14/6/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h10min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Gerson Fernandes
Nascimento: 16/5/1919; Itajubá; MG; Brasil;

Formação: Engenharia de Minas e Civil pela Escola de Minas de Matalurgia de Ouro Petro (1945). Curso de Geologia na Universidade de Wisconsin.
Atividade: Foi engenheiro do Conselho Nacional do Petróleo (CNP). Em 1948, foi designado geólogo assistente do serviço regional da Bahia. Realizou missões de reconhecimento geológico no recôncavo baiano e na Amazônia. Na Bahia, foi professor de geologia do petróleo na Escola Politécnica no período de 1951-1952 e passou a chefiar o setor de geologia e geofísica da região de produção da Bahia a partir de 1951. Transferiu-se para a Petrobrás após a instalação da mesma, sendo chefe do setor de exploração da região de produção da Bahia. Entre 1957 e 1960 exerceu alternadamente a função de assistente de geologia do supervisor de geologia de subsuperfície do Departamento de Exploração da Petrobrás e as funções de chefe dos escritórios de exploração de São Luís do Maranhão e da Bacia do Paraná com sede em Ponta Grossa. Em novembro de 1961, tornou-se supervisor geral de geologia de subsuperfície do Departamento de Exploração. Em 1965 foi designado assistente do diretor de Departamento de Exploração. Entre 1967 e 1973, foi também assessor do diretor geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Tornou-se consultor técnico autônomo ao se afastar da Petrobrás.

Equipe

Levantamento de dados: José Luciano de Mattos Dias;
Pesquisa e elaboração do roteiro: José Luciano de Mattos Dias;

Conferência da transcrição: José Luciano de Mattos Dias;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: José Luciano de Mattos Dias;

Temas

Amazônia;
Conselho Nacional do Petróleo;
Geologia;
Gérson Fernandes;
Indústria petroquímica;
Petrobras;
Petróleo;
Política energética;
Recursos energéticos;
Walter Link;

Sumário

1ª Entrevista: Primeiros estudos em Itajubá e ida para a Escola de Minas de Ouro Preto; escolha profissional: o interesse pelas questões relativas ao petróleo, a descoberta de Lobato em 1939; o curso na Escola de Minas de Ouro Preto; a entrada no CNP em 1945; o início do trabalho junto à United Geophysical Company, na Bahia; a ida para o Paraná; a precariedade administrativa e tecnológica dos trabalhos de prospecção; o retorno à Bahia e o trabalho como assistente do geólogo Louis Dickson no reconhecimento geológico do Recôncavo; a vinda para o Rio de Janeiro: o estudo de minerais pesados; a experiência como professor na Escola Politécnica da Bahia; a viagem aos Estados Unidos por determinação de Walter Link: a transformação do engenheiro de minas em geólogo de petróleo; o recrutamento dos técnicos e o estágio tecnológico da pesquisa de petróleo; o trabalho como geólogo do CNP: levantamento aerofotográfico, geofísica; o trabalho junto a Walter Link, a caracterização do potencial das bacias sedimentares brasileiras; a natureza do conhecimento do geólogo; o desempenho como assistente do diretor do Departamento de Exploração; a elaboração do relatório Link; a análise da bacia de Campos em 1974; o episódio de Nova Olinda; o trabalho com os técnicos americanos das empresas contratadas pelo CNP na Bahia e no Paraná; a capacitação progressiva da Petrobrás no Campo da exploração; as condições de trabalho no período inicial da exploração na Bahia; o curso na Universidade de Wisconsin; as etapas do processo de pesquisa geológica; a exploração dos minerais encontrados junto às jazidas de petróleo.............................................................................1 a 25

2ª Entrevista: os contratos de prestação de serviços firmados com as empresas americanas de prospecção; a organização dos serviços de levantamento geológico; a obrigatoriedade de um assistente brasileiro para o geólogo americano; a importância do trabalho do geólogo americano Louis Dickson no reconhecimento geológico do Recôncavo Baiano; o caráter puramente técnico do contrato; a criação do curso de geologia da Petrobrás somente em 1960; a qualidade do trabalho dos geólogos americanos; a criação da Petrobrás e a relação com as empresas americanas de prospecção; a experiência da exploração na Amazônia; os resultados da exploração e as estruturas geofísicas da Amazônia e os avanços dos métodos sísmicos; as duas fases dos processos de prospecção na Amazônia; a dinâmica do trabalho do Departamento de Exploração; o acompanhamento das áreas investigadas; a natureza do conhecimento geológico; a politização da empresa no início dos anos 60 e seus reflexos na área de exploração; o fim do ciclo de atuação de Walter Link; a reestruturação do Departamento de Exploração e a ascensão dos técnicos brasileiros; o tripé formado após a saída de Link: Pedro de Moura, Gerson Fernandes e Franklin Andrade Gomes; a pressão dos sindicatos e a divisão dos técnicos; a mudança na situação com o movimento militar de 64; a liberação favorável dos investimentos exigidos pela área, o problema atual da restrição aos investimentos; a formação dos técnicos no exterior; o estudo das fontes alternativas de energia; a gaseificação do carvão, a inviabilidade econômica do projeto; a questão do xisto e suas possibilidades; o álcool, seus custos, e os prejuízos causados à Petrobrás; as perspectivas atuais para a prospecção e exploração de petróleo: alto Amazonas e sul da bacia de Santos; os problemas com a contenção de investimentos................................................................................................................................25 a 36
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