Gleb Wataghin

Entrevista

Gleb Wataghin

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória profissional. Reconhecido internacionalmente, o entrevistado foi um dos primeiros catedráticos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, núcleo da futura prestigiosa Universidade de São Paulo, no Brasil. Foi considerado o pai da física moderna no Brasil.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Cylon Eudóxio Silva
Data: 8/7/1975 a 10/10/1975
Local(ais):
Campinas ; SP ; Brasil

Duração: 3h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Gleb Wataghin
Nascimento: 3/11/1899; Odessa; --; União Soviética;

Formação: Física (1922) e Matemática (1923) pela Universidade de Turim.
Atividade: Professor assistente da escola politécnica da Universidade de Turim (1924); recebeu o título de livre docente em física teórica pelo Ministério de Educação da Itália, encarregado dos cursos de mecânica racional e física superior (1929); estudou os raios cósmicos (1931); estagiou na Universidade de Cambridge (1933); visitou os institutos de física da Universidade de Copenhague, na Dinamarca e da Universidade de Leipzig, na Alemanha (1933); transferiu-se para o Brasil (1934); assumiu a cátedra de física e dirigiu o departamento de física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (1934-1942); organizou com Arthur Compton uma expedição para medir as radiações cósmicas em São Paulo (agosto de 1941); regressou à Itália, assumindo a direção do Instituto de Física da Universidade de Turim (1949); recebeu o título de doutor honoris causa da USP (1955) e da Unicamp (1971).Professor assistente da escola politécnica da Universidade de Turim (1924); recebeu o título de livre docente em física teórica pelo Ministério de Educação da Itália, encarregado dos cursos de mecânica racional e física superior (1929); estudou os raios cósmicos (1931); estagiou na Universidade de Cambridge (1933); visitou os institutos de física da Universidade de Copenhague, na Dinamarca e da Universidade de Leipzig, na Alemanha (1933); transferiu-se para o Brasil (1934); assumiu a cátedra de física e dirigiu o departamento de física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (1934-1942); organizou com Arthur Compton uma expedição para medir as radiações cósmicas em São Paulo (agosto de 1941); regressou à Itália, assumindo a direção do Instituto de Física da Universidade de Turim (1949); recebeu o título de doutor honoris causa da USP (1955) e da Unicamp (1971).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Ademar de Barros;
Alemanha;
Atividade acadêmica;
Congressos e conferências;
Ensino superior;
Expedições científicas;
Física;
Formação profissional;
Fundação Rockefeller;
Gleb Wataghin;
Governo estadual;
História da ciência;
Instituições acadêmicas;
Metodologia de pesquisa;
Pesquisa científica e tecnológica;
Professores estrangeiros;
São Paulo;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Universidade de São Paulo;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
A participação na Conferência Internacional de Como de 1927: o contato com Niels Bohr, Werner Heisenberg, Paul Dirac, Enrico Fermi, Oscar Klein e Rasetti; o trabalho publicado no Zeifschrift für Physick: suas repercussões no Congresso Solvay de 1930; a experiência na Universidade de Cambridge; as relações com Peter Kapitza; a exposição da teoria do cut off relativístico e sua receptividade na comunidade científica.

Sumário da 2ª entrevista:
A amizade com Paul Dirac; a influência desse cientista em sua carreira; a vinda para o Brasil, a convite do governo de São Paulo; os primeiros anos na Faculdade de Filosofia da USP: o aparelhamento do Departamento de Física, as pesquisas sobre os raios cósmicos e a produção múltipla de mésons realizadas com Marcelo Damy e Paulus A. Pompéia; os estágios de Mário Schenberg com Fermi, Pauli e Gamow; o trabalho de Schenberg e Gamow sobre o chamado Processo Urca; a organização da Expedição Compton para medir as radiações cósmicas em São Paulo: o lançamento de balões em Bauru e Marília, a colaboração de Pompéia e Damy, o auxílio da Fundação Rockefeller e do governador Ademar de Barros; as contribuições de Cesare Lattes à física: a descoberta do méson-Pi e a produção artificial de mésons pesados; a experiência no Instituto de Física da Universidade de Leipzig: o contato coma elite da física da época; o desenvolvimento da física na Alemanha.

Sumário da 3ª entrevista:
0 ambiente do Instituto de Física da Universidade de Leipzig: o contato com Heisenberg, Debay e Ettore Majorana; a morte de Majorana; a infância na Rússia; a transferência para Turim e o início da vida profissional; a formação universitária; a contratação como professor assistente da Escola Politécnica da Universidade de Turim; a vinda para o Brasil em 1934: o convite de Teodoro Ramos; a criação da USP e a contratação de professores estrangeiros; os primeiros anos na Faculdade de Filosofia da USP: o contato com Schenberg e Damy; o treinamento desses cientistas no exterior; a construção de aparelhos para a medida das radiações cósmicas e a descoberta dos penetrant showers: a colaboração de Pompéia e Damy; a vinda de Giuseppe Occhialini para o Brasil.

Sumário da 4ª entrevista:
A competição entre as escolas de Cambridge, Göttingern e Copenhague; o desenvolvimento da física experimental após a Segunda Guerra Mundial; o interesse de Wataghin pelas elevadas energias e pela astrofísica; a volta à Universidade de Turim em 1949 e o contato mantido com o Brasil; as Conferências de Rochester; o isolamento dos cientistas soviéticos.
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