Hamilton Xavier

Entrevista

Hamilton Xavier

Entrevista realizada pelo Núcleo de Memória Política Carioca e Fluminense, criado pelo convênio entre a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e o CPDOC-FGV, em 1997. O Núcleo se constitui em um centro de produção intelectual e referência documental sobre a história política da cidade e do estado do Rio de Janeiro. Entre outros resultados, ele publica as entrevistas editadas na coleção "Conversando sobre Política". Esta entrevista foi publicada no livro HAMILTON Xavier e Saramago Pinheiro: depoimento ao CPDOC, Rio de Janeiro, Editora FGV, 1999. Alguns trechos da entrevista podem ser encontrados no livro RIO DE JANEIRO: uma cidade na história/coordenadora: Marieta Moraes Ferreira. - Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000. 192 p. e está disponível para download: clique aqui. A escolha do entrevistado se justificou por sua atuação política no Estado do Rio de Janeiro.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: FERREIRA, Marieta de Moraes (Coordenadora). "Hamilton Xavier e Saramago Pinheiro: depoimento ao CPDOC". Rio de Janeiro: Ed. FGV, 1999.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Marieta de Moraes Ferreira
Data: 10/8/1995 a 14/8/1995
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Hamilton Xavier
Nascimento: 7/8/1916; Niterói; RJ; Brasil;

Formação: Faculdade de Direito de Niterói (1937).
Atividade: Deputado estadual RJ (1947-1950 e 1954-1962); deputado federal RJ (1971-1975 e 1983-1987).

Equipe

Levantamento de dados: Marieta de Moraes Ferreira;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marieta de Moraes Ferreira;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Amaralismo;
Celso Peçanha;
Chagas Freitas;
Chaguismo;
Edmundo de Macedo Soares e Silva;
Ernâni do Amaral Peixoto;
Estado Novo (1937-1945);
Fusão Rio de Janeiro - Guanabara (1975);
Governo estadual;
Guanabara;
Hamilton Xavier;
João Goulart;
Juscelino Kubitschek;
Movimento Democrático Brasileiro;
Partido Social Democrático - PSD;
Política estadual;
Rio de Janeiro (estado);
Wellington Moreira Franco;

Sumário

1ª Entrevista: 10.08.1995

Fita 1-A: lembranças da infância: a família, a escola primária; o início da carreira de advogado; a participação política nos anos 30; a trajetória política do pai; a eleição de 1934 e a participação na sua fraude; a prisão durante o Estado Novo; comentários sobre Amaral Peixoto e Manuel Gonçalves Amarante e a aliança entre os dois para a atuação no mesmo partido político (1945); as eleições de Amarante para prefeito de São Gonçalo (1937).

Fita 1-B: o perfil de Manuel Gonçalves Amarante; a escolha de Adino Maciel para candidato a deputado federal (1946); as eleições para deputado estadual de 1947 na qual o entrevistado é eleito pelo PSD; nova referência a Manuel Gonçalves Amarante; comentário sobre a escolha de Edmundo Macedo Soares e Silva para governador do Estado; a formação partidária da Câmara; o relacionamento com Amaral Peixoto; comentário sobre a relação entre Edmundo Macedo Soares e Amaral Peixoto: o Diário Carioca; a fundação do PSD em Campos; o convite de Amaral Peixoto para que o entrevistado se tornasse advogado do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP); a pequena atuação no governo de Amaral Peixoto (1950); o processo de nomeação para procurador do Tribunal de Contas; comentários sobre Paulo Fernandes e Miguel Couto; a liderança do PSD exercida pelo entrevistado; a organização interna do PSD no estado do Rio de Janeiro e a relação do partido com a imprensa.

Fita 2-A: opinião sobre a UDN e o PSD; novo comentário sobre Amaral Peixoto; o encontro entre Amaral Peixoto e Roberto da Silveira: a candidatura de Roberto da Silveira para o governo do estado; o relacionamento do entrevistado com Roberto da Silveira; comentário sobre a caixinha do jogo do bicho relacionada com a política; o entrevistado passa a ser líder do governo na Câmara após a morte de Roberto da Silveira (1961) e a posse de Celso Peçanha; comentário sobre o PTB; relato sobre o movimento militar liderado pelo marechal Henrique Lott a favor da posse de Juscelino Kubitschek, e seus desdobramentos: a ameaça de deposição de Miguel Couto (1955).

Fita 2-B: continuação de comentário sobre episódio de ameaça de deposição de Miguel Couto; a morte de Roberto da Silveira; o retorno de Amaral Peixoto; o relacionamento entre Roberto da Silveira e Celso Peçanha; a proposta de Amaral Peixoto para que o entrevistado seja o candidato a governador do estado na sucessão de Celso Peçanha, e as pretensões deste último; a reunião entre o entrevistado e Celso Peçanha; opinião sobre Celso Peçanha; o início da crise do PSD; as articulação entre o PSD fluminense e o carioca; o posicionamento do entrevistado quanto a fusão do Estado da Guanabara; observações sobre João Goulart.

Fita 3-A: relato da sucessão de Badger da Silveira por Paulo Torres no governo do estado do Rio de Janeiro; a relação entre Amaral Peixoto e Paulo Torres: a fidelidade de Paulo Torres a Getúlio Vargas; a consulta a Castelo Branco quanto ao nome de Paulo Torres para o governo do estado; relato, ainda dentro do episódio da sucessão de Badger da Silveira, sobre a articulação por carta do general Nelson de Melo para indicar Mariz, e a opinião de Amaral Peixoto; relato da conversa entre Cordolino José Ambrosio e Ernesto Geisel sobre a sucessão; considerações sobre Acursio Torres; relato sobre requisição, de um general, de uma verba a Cordolino José Ambrosio; a atuação do entrevistado como líder do governo Paulo Torres na Assembléia Legislativa; a participação de Amaral Peixoto no governo de Paulo Torres; descrição de fato do governo de Paulo Torres que demonstra sua honestidade; como o entrevistado teve conhecimento do AI-2; relato de episódio da possível deposição de Castelo Branco e sua manutenção como presidente da República: a posição de Amaral Peixoto; a visão do PSD sobre o AI-2; o pedido de cassação de Juscelino Kubitschek; o caminho de Amaral Peixoto para o MDB;

Fita 3-B: a articulação da candidatura de Castelo Branco à presidência com o apoio de Juscelino Kubitschek.

2ª Entrevista: 14.08.1995

Fita 3-B: comentário sobre os antecedentes e lançamento do AI-2: Amaral Peixoto como comandante da política fluminense, a tentativa de barrar a posse de Negrão de Lima e Israel Pinheiro, como governadores da Guanabara e de Minas Gerais, respectivamente; o entrevistado se tornando inelegível; comentário sobre o período político bipartidário; a passagem dos políticos do PSD para o MDB; considerações sobre Mário Monteiro e Geremias Fontes; comentários sobre Joaquim Lavoura e sua candidatura à prefeitura de São Gonçalo; o desempenho do entrevistado como deputado federal pelo MDB (1970); comentários sobre a campanha de 1970 no Rio de Janeiro; observações e opinião sobre a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro.

Fita 4-A: continuação dos comentários sobre a fusão; a escolha de Faria Lima para governador após a fusão (1974); a eleição para deputado federal (1974), onde o entrevistado se retira em favor de Wellington Moreira Franco: comentários sobre Wellington Moreira Franco; a relação entre o MDB fluminense e Faria Lima; relato sobre os acontecimentos que articulam o nome de Chagas Freitas para governador e de Hamilton Xavier para vice: o encontro entre Faria Lima e Amaral Peixoto, a saída de Hamilton Xavier da chapa Chagas Freitas; o motivo de Amaral Peixoto não ser candidato a governador; a penetração do MDB chaguista no estado do Rio de janeiro e a resposta da corrente amaralista; comentários sobre a entrada de Amaral Peixoto e Wellington Moreira Franco no PDS: o encontro entre Petrônio Portela, Hamilton Xavier, Amaral Peixoto e Nelson Carneiro.

Fita 4-B: problemas enfrentados dentro do PDS; relato de acontecimentos onde vices assumem o cargo de governador, em especial, onde Teotônio Araújo substitui Paulo Torres; breve comentário sobre Raimundo Padilha; relato das campanhas de Wellington Moreira Franco; consideração sobre o amaralismo; a derrota de Wellington Moreira Franco para Leonel Brizola nas eleições para governador (1982); relato do mandato do entrevistado como deputado federal (1982); o equívoco da entrada de Amaral Peixoto no PDS; relato do episódio da discussão sobre eleição ou nomeação para o Senado de Amaral Peixoto; a posição incômoda de deputado federal do PDS; comentário sobre visita a Silvio Abreu, e uma conversa com o general Hugo Abreu.

Fita 5-A: o abandono da política após o término do segundo mandato de deputado federal; a volta à universidade e a aposentadoria; comentário sobre a relação entre Amaral Peixoto e Wellington Moreira Franco; informações sobre a convenção do PMDB, na qual Wellington Moreira Franco é indicado pelo partido para concorrer ao governo do estado do Rio de Janeiro (1986); referência à eleição de Getúlio Vargas, na qual era candidato pelo PSD Cristiano Machado (1950); o auto reconhecimento do entrevistado como "um homem de partido"; avaliação da fusão e da possibilidade de uma "desfusão": a fusão como golpe no amaralismo.
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