Hélio da Rocha Araújo

Entrevista

Hélio da Rocha Araújo

Entrevista realizada no contexto do projeto "A Atividade de Seguros no Brasil", desenvolvido entre 1996 e 1998, na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e a Funenseg. Esta entrevista subsidiou a elaboração do livro: ENTRE A SOLIDARIEDADE e o risco: história do seguro privado no Brasil / Coordenadora: Verena Alberti. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. Rio de Janeiro, Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. As sessões gravadas foram precedidas por uma entrevista preliminar, bem como pelo envio de um roteiro ao depoente. Sobre a entrevista, ver: Marly Motta. "A criação e a estruturação de uma instituição-modelo da Era Vargas" in: Verena Alberti (coord.). "Entre a solidariedade e o risco: história do segudo privado no Brasil. Rio de Janeiro, Editora FGV, 1998. A escolha do entrevistado se justificou por ser executivo de diversas seguradoras estrangeiras, e por ser um profissional com mais de cinqüenta anos experiência no mercado.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Teresa Cristina Novaes Marques
Data: 18/2/1997 a 6/3/1997
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 6h10min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Hélio da Rocha Araújo
Nascimento: 1/1/0001; Nazaré da Mata; PE; Brasil;

Formação:
Atividade: Executivo de diversas seguradoras estrangeiras; presença na direção internacional do Irbe nos Anos 80; consultor da SulAmérica.

Equipe

Levantamento de dados: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;

Conferência da transcrição: Teresa Cristina Novaes Marques;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação:  ;

Sumário: Teresa Cristina Novaes Marques;

Temas

Atividade profissional;
Bancos comerciais;
Economia;
Empresas estrangeiras;
Estatização;
Exportação;
Formação escolar;
Governos militares (1964-1985);
Hélio da Rocha Araújo;
Inflação;
Instituto de Resseguros do Brasil;
João Carlos Vital;
Jorge Hilário Gouveia;
Língua estrangeira;
Mercado;
Nacionalismo;
Preservação e Conservação de Documentos;
Remessa de lucros;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Seguros;
Tecnologia da informação;
Transportes;

Sumário

1ª Entrevista: formação escolar no Colégio Anglo-Americano e o aprendizado da língua inglesa; o convívio com crianças norte-americanas; o ingresso na Phoenix Assurance, em 1935, como auxiliar do gerente geral para o Brasil, Geoffrey Andrews; a importância de Andrews na sua formação pessoal e profissional; a preocupação, dentro da Phoenix, com o crescente nacionalismo dos anos 30; a identidade de imigrante; o reconhecimento da sua atuação na Phoenix, no Brasil, pelos superiores, em Londres; a compra da Phoenix por um grupo norte-americano nos anos 70; o surgimento e desenvolvimento de uma firma brasileira corretora de resseguros ao final dos anos 70; o convite para integrar a diretoria do IRB, em 1985, as dificuldades encontradas com o legado das administrações anteriores, especialmente a United Americas, em Nova York; os problemas gerenciais advindos da compra da Phoenix pela empresa norte-americana.
A trajetória profissional na Phoenix, entre 1935 e 1978; a transformação da Phoenix Assurance em empresa brasileira, a Phoenix Brasileira - Companhia de Seguros Gerais, em 1967, as razões para tal mudança; a representação das empresas estrangeiras no Conselho Técnico do IRB; a concepção do Conselho Técnico do IRB por João Carlos Vital, a importância de técnicos, como Carlos Metz, na estruturação do IRB; o papel do Fire Offices Committee na regulamentação das atividades de seguro e resseguro na Inglaterra e nos mercados externos em que as companhias inglesas atuavam; a edição da primeira tarifa incêndio oficial no Brasil, em 1928; a Federação de Seguradores Terrestres, denominação conferida à reunião de seguradores estrangeiros no Rio de Janeiro; a medida adotada por Vital de oferecer retrocessão de resseguros a companhias estrangeiras estabelecidas no Brasil; a Lei de Remessas de Lucros, em 1962, e as seguradoras estrangeiras: a necessidade de comprovar o ingresso de capital e as dificuldades encontradas para realizar tal empreendimento; as razões do sucesso do IRB, por força da política adotada por João Carlos Vital de atrair técnicos oriundos de empresas privadas, algumas das quais estrangeiras; o papel de Carlos Metz na estruturação do IRB.
O processo de intervenção do governo em empresas estrangeiras durante a II Guerra Mundial; a intervenção na Generali e o papel de André Migliorelli na preservação do patrimônio da empresa; a intervenção na Adriática e na Internacional; a questão da subsidiária da Adriática, que não retornou aos seus acionistas originais, uma vez cessada a intervenção da guerra; os anos 40 como um momento de expansão das seguradoras nacionais; como operava a Phoenix antes das medidas nacionalizantes do mercado brasileiro; as mudanças introduzidas na Phoenix com o advento do IRB; o papel do resseguro na equalização da carteira de riscos de uma seguradora; o papel das teconologias de informação no resseguro; o papel do IRB diante das seguradoras nacionais, ao tomar para si a administração da informação do resseguro; a proposta de reestruturação do IRB, transferindo a sede para o Teleporto; a distribuição das coberturas de seguros na Phoenix: basicamente transporte marítimo e incêndio; a cobertura do transporte marítimo do café; as exportações de café, na modalidade FOB, têm o seguro contratado no exterior; o seguro do café em seu trajeto até o porto.
A excelência técnica da Companhia Internacional e da Sul América; razões pelas quais a Sul América se manteve na dianteira do mercado por um século, e a importância de Antônio Larragoiti; a associação imediata entre o nome Sul América e o seguro no Brasil; as estratégias de massificação do mercado entre as grandes seguradoras brasileiras; impacto do crescimento inflacionário dos anos 50 sobre as empresas estrangeiras; a cobertura dos riscos do algodão nesse período e a questão das fraudes no seguro; o controle das fraudes como razão para o IRB assumir a liquidação de sinistros.
2ª Entrevista: medidas adotadas pelos governos militares em relação ao mercado de seguros; panorama da situação do mercado por volta de 1964 e as dificuldades trazidas pelo sistema de cobrança dos prêmios de seguro; a importância da medida de cobrança bancária na preservação da solvência do sistema, inclusive do IRB; a recepção, no meio segurador, ao Decreto-Lei n° 73; o surgimento da Phoenix Brasileira em substituição à Phoenix Assurance: uma mudança no estatuto jurídico; os ramos de seguros cobertos pela Phoenix: basicamente os elementares, uma vez que o ramo vida era interditado às seguradoras estrangeiras; o crescimento da economia brasileira e o afrouxamento dos laços entre as seguradoras estrangeiras e as indústrias multinacionais, levando as primeiras a buscar negócios diretamente no mercado; a estatização dos seguros de acidentes do trabalho; o número restrito de empresas que operavam com essa modalidade quando da estatização; o papel dos seguros de automóveis no reerguimento do mercado; os seguros de automóveis levando à massificação dos seguros e à adoção de novas políticas de comercialização; a política de fusões implementada no início da década de 70; o ingresso dos bancos no mercado de seguros; a comercialização, hoje, dos seguros nos bancos; a venda de seguros em agências bancárias e o controle dos riscos assumidos; a preservação da identidade da Sul América como seguradora, em mercado muito dominado por bancos.
O período de José Lopes de Oliveira no IRB; a abertura da sucursal do IRB em Londres; a operação em Londres; o momento econômico internacional que presidiu o ingresso do IRB no mercado londrino; a formação de um grupo de seguradoras brasileiras, o Gesb, para aceitar resseguros do exterior; o legado negativo, para as empresas privadas e para o IRB, da política de aceitação de resseguros do exterior; questões técnicas que envolvem a aceitação de resseguros; o ingresso de Albrecht na presidência do IRB e a suspensão dos negócios em Londres; o pensamento de José Lopes ao levar o IRB para o mercado internacional; a decisão da abertura da subsidiária United Americas, em Nova York, em 1978; a composição acionária da United Americas e a presença, no corpo de diretores da empresa, de nomes de destaque no cenário financeiro internacional; a diferença da operação em Londres e em Nova York; o papel da superintendência de seguros norte-americana no controle estrito das operações da United Americas: a declaração de insolvência em 1985; a estratégia adotada para salvar a United Americas da liquidação; as inovações introduzidas por Jorge Hilário Gouvêa Vieira na gestão do IRB; o peso do passivo de operações em Londres; o desmonte do sistema operacional da United Americas, primeiro, pelo afastamento da empresa gestora, e, segundo, pela mudança na forma de atuar, passando a funcionar como um broker de resseguros; a negociação com seguradoras norte-americanas em busca de apoio para as mudanças na United Americas; a oposição dos acionistas alemães; a situação da United Americas na presidência de Ronaldo Vale Simões no IRB; o governo Collor e a decisão de vender a United Americas; o ingresso de José Américo Péon de Sá na presidência do IRB, em 1992, retomando a questão da United Americas; a situação da United Americas no presente momento.
Balanço das duas últimas décadas no setor de seguros; o acerto da política de avanço do IRB no mercado internacional, e os erros operacionais; o ingresso de seguradoras estrangeiras no Brasil mediante de associações com nacionais.
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