Henrique Miranda II

Entrevista

Henrique Miranda II

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou por ter dirigido, como secretário-geral do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional, a campanha o "Petróleo é Nosso", pelo monopólio estatal do petróleo e construção da Petrobras.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Plínio de Abreu Ramos
José Luciano de Mattos Dias
Data: 24/9/1987
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Henrique Baptista Aranha Miranda
Nascimento: 9/5/1918; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Falecimento: 6/4/2005; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Escola Naval (de 1933 - 1935).
Atividade: Atuou junto à Aliança Nacional Libertadora (ANL). Participou da campanha pela Siderurgia Nacional e foi membro da Liga da Defesa Nacional e da Sociedade Amigos da América. Foi professor da Escola de Especialistas da Aeronáutica (1945-1947). Fundador e secretário geral do Comitê Democrático e Popular da Tijuca e da Liga Antifascista da Tijuca. Foi um dos fundadores e secretário geral do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo, além de fundador, redator e co-diretor do jornal Emancipação, porta-voz oficial da entidade e veículo de divulgação da campanha do petróleo. Foi vereador pelo Distrito Federal na legenda do Partido Republicano Trabalhista (PRT) de 1951 a 1955. Integrou, entre 1953 e 1956, o diretório central e o secretariado da Liga de Emancipação Nacional (LEN). Foi diretor da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), entre 1980 e 1986.

Equipe

Levantamento de dados: José Luciano de Mattos Dias;Plínio de Abreu Ramos;
Pesquisa e elaboração do roteiro: José Luciano de Mattos Dias;Plínio de Abreu Ramos;

Conferência da transcrição: José Luciano de Mattos Dias;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: José Luciano de Mattos Dias;

Temas

Acordo Militar Brasil - EUA (1952);
Artur Bernardes;
Campanha do petróleo (1948-1953);
Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional;
Clube Militar;
Conselho Nacional do Petróleo;
Getúlio Vargas;
Governo Getúlio Vargas (1951-1954);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Guerra Fria;
Henrique Baptista Aranha Miranda;
Horta Barbosa;
Juarez Távora;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Petrobras;
Petróleo;
Plano Salte (1950);
União Nacional dos Estudantes;

Sumário

Entrevista: o envolvimento com o problema brasileiro do petróleo; a questão do abastecimento de petróleo durante a Segunda Guerra Mundial; as conferências dos generais Horta Barbosa e Juarez Távora no Clube Militar (1947); a vinculação do problema do petróleo com o Estado-Maior das Forças Armadas e o projeto do general Manuel Rabelo; a importância da criação do Conselho Nacional do Petróleo - CNP (1938); o general Horta Barbosa; o caráter da discussão militar: a questão da segurança nacional; Góis Monteiro; o esforço nacionalista de Getúlio Vargas; o suicídio de Vargas; a industrialização do país: os aspectos teórico e político; o esforço governamental para a descoberta do petróleo no Brasil: a tese oficial do Ministério da Agricultura de inexistência de petróleo; a descoberta do poço de Lobato e suas conseqüências para as teses do imperialismo; Getúlio no poço de Lobato; a raiz da Campanha do Petróleo no entusiasmo popular pela descoberta em Lobato: o papel da imprensa e a repercussão no Parlamento; a denúncia de Bernardes na Câmara: influência de Mr. Schoppel na redação do artigo 153 da Constituição de 1946; a linha predominante no Clube Militar; a tese Juarez Távora; a posição de Monteiro Lobato; a influência da corrente nacionalista nas eleições de 1944 no Clube Militar; razões da vitória da Campanha do Petróleo: a união de forças; a constituição do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo; antecedentes positivistas do entrevistado; o caráter de frente única da campanha; o general Salvador César Obino; a diretoria do Clube Militar; pressões sobre o general César Obino; a polêmica entre Horta Barbosa e Juarez Távora no Clube Militar (1947); o positivismo de Horta Barbosa e o marxismo de Artur Carnaúba; as conferências de Horta Barbosa no Clube Militar; a posição monopolista do Centro do Petróleo; histórico da campanha; análise do governo Dutra; participação na Liga Antifascista da Tijuca (1947); d. Nuta Bartlett James; o elo entre o Clube Militar e a Liga Antifascista da Tijuca; a Liga Antifascista e as teses sobre o petróleo; conferência na ABI: participação do entrevistado na fundação do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo (1948); primeira reunião do Centro do Petróleo: eleição de Horta Barbosa para presidente e do entrevistado para secretário-geral; participação de políticos na articulação do Centro; a oposição a Dutra; José Pessoa na presidência do Clube Militar; as ligações entre a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Centro do Petróleo da fundação do Centro; o presidente da UNE na presidência de honra do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN); a vitória da Campanha do Petróleo; o papel dos comunistas na difusão da tese Horta Barbosa; perfil e trajetória de Artur Bernardes; o relacionamento de Bernardes com os militares; a conferência de Bernardes no Clube Militar: a caminhada pela avenida Rio Branco até o CEDPEN; a pressão popular sobre a Câmara dos Deputados durante a Campanha do Petróleo; a posição da imprensa na campanha; os generais Raimundo Sampaio e Estevão Leitão de Carvalho; participação do entrevistado na Campanha do Petróleo; estrutura com as câmaras municipais; a expulsão de Matos Pimenta do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo; a fundação de Emancipação: participação do entrevistado na direção do periódico; a amplitude da frente única; o Estatuto do Petróleo na Câmara Federal; a oposição à mensagem entreguista de Dutra; as repercussões da ordem do general Canrobert Pereira da Costa dentro do Exército; o Plano Salte; a mensagem de Vargas de criação da Petrobrás (1951); o rompimento com Matos Pimenta; a mensagem de Vargas; o substitutivo Euzébio Rocha; a posição do Centro do Petróleo nas eleições presidenciais de 1950; a articulação da eleição de membros do Centro para as câmaras dos Deputados e dos Vereadores; caracterização dos candidatos à presidência da República; a emenda Bilac Pinto; a posição da UDN durante a Campanha do Petróleo; o acordo entre Getúlio e o Centro do Petróleo no gabinete de Capanema; o governo de Juscelino; o Acordo Militar Brasil-Estados Unidos; a pressão da "guerra-fria" sobre os militares; a gestão de Estillac; adesão dos deputados à Campanha do Petróleo durante o governo Vargas; o governo Vargas; a composição social da Campanha do Petróleo; difusão da campanha nas associações de bairro; governadores que combateram a campanha durante o governo Dutra; ameaças ao monopólio estatal após sua implantação.

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