Hugo de Souza Lopes

Entrevista

Hugo de Souza Lopes

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua trajetória como pesquisador do CNPq e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Clara Mariani
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Data: 7/6/1977 a 15/6/1977
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Hugo de Souza Lopes
Nascimento: 5/1/1909; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Diplomado pela Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária, no Rio de Janeiro (1933).
Atividade: Estagiou no laboratório de entomologia de Lauro Travassos, no Instituto Osvaldo Cruz; foi auxiliar técnico da seção de entomologia do Instituto de Biologia Vegetal (1933); foi assistente de Lauro Travassos na cadeira de zoologia médica e parasitologia da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária (1934); recebeu a cátedra dessa escola em 1938; trabalhou na seção de helmintologia do Instituto Osvaldo Cruz, sem remuneração (1938), sendo efetivado em 1949; foi professor de entomologia do curso de aplicação desse instituto (1950-1968); chefiou a seção de entomologia (1960-1964); aposentou-se da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária da UFRRJ (1964); recebeu o título de professor emérito dessa escola; foi professor do curso de saúde pública da Fundação Gonçalo Muniz, sem Salvador, do curso para arqueólogos do museu paraense Emílio Goeldi e dos cursos de zoologia da UFMG e da Universidade Federal Rural de Pernambuco; foi aposentado compulsoriamente do Instituto Osvaldo Cruz (1970); trabalhou no laboratório de entomologia do Museu Nacional da UFRJ (1970); foi convidado a integrar o corpo de docente do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Santa Úrsula, no RJ (1976).

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Biologia;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Carreira acadêmica;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Ensino superior;
Formação profissional;
História da ciência;
Hugo de Souza Lopes;
Instituições acadêmicas;
Instituições científicas;
Instituto Oswaldo Cruz;
Intercâmbio cultural;
Metodologia de pesquisa;
Museu Nacional;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Política salarial;
Pós - graduação;
Professores estrangeiros;
Universidade Federal do Rio de Janeiro;
Veterinária;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
0 início da carreira científica no laboratório de Lauro Travassos: as pesquisas sobre os díptero sarcophagidae e opalomares estípteros; o ingresse simultâneo na Faculdade de Odontologia e na Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária a opção pela veterinária; o interesse pela entomologia e a contratação como assistente de Travassos em 1934; a Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária; o ingresso no Instituto de Biologia Vegetal, a convite de Ângelo da Costa Lima; a formação e a carreira de frei Tomás Borgmeier; as contribuições de Costa Lima e Dário Mendes à entomologia brasileira; as publicações do Instituto de Biologia Vegetal; a obtenção da cátedra de parasitologia da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária e a demissão do Instituto de Biologia Vegetal; a incorporação dessa escola à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e sua transferência para o Km 47: as novas condições de trabalho; a expansão do laboratório de parasitologia da UFRRJ em 1949: o auxílio do Instituto de Economia Rural, as novas linhas de pesquisa; o acesso dos alunos à biblioteca de Manguinhos; a seleção e formação de seus assistentes: as bolsas de iniciação científica do CNPq; a carreira de Manuel Cavalcante Proença; o ingresso e a efetivação no Instituto Osvaldo Cruz; o apogeu e decadência das instituições de pesquisa brasileiras; a aposentadoria do Instituto Osvaldo Cruz e da UFRRJ; os recursos e as condições de pesquisa do Instituto Osvaldo Cruz; o papel do diretor na administração dos recursos das instituições científicas; os trabalhos desenvolvidos no Museu Nacional da UFRJ; a importância do desenho para a pesquisa biológica; a contratação pela Universidade Santa Úrsula (USU); os estudos realizados no Canadá; o intercâmbio com cientistas estrangeiros; a parasitologia, a entomologia e a fisiologia; os cursos do Instituto Osvaldo Cruz e o contato dessa instituição com a universidade.

Sumário da 2ª entrevista:
0 Instituto de Biologia Vegetal: a organização, a biblioteca central, a biblioteca de entomologia, a subordinação ao Instituto de Experimentação Agrícola, as coleções, as publicações, os pesquisadores, a Estação Biológica de Itatiaia; a incorporação da coleção de coleópteros ao Instituto; a venda de holótipos brasileiros para o exterior e a política nacional de preservação das espécies; o ambiente de trabalho do Instituto de Biologia Vegetal; a experiência como catedrático da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária e como pesquisador do Instituto Osvaldo Cruz; a importância das coleções entomológicas; o trabalho de identificação e preservação das espécies; o intercâmbio dos Institutos de Biologia Vegetal e Osvaldo Cruz com o exterior: a classificação das espécies por especialistas estrangeiros; a decadência do Instituto de Manguinhos; a comunidade científica paulista; as finalidades do Instituto de Biologia Vegetal; as linhas de pesquisa da Seção de Entomologia desse instituto: os trabalhos de Hugo de Souza Lopes sobre os dípteros sarcophagidae; os critérios de classificação das espécies; as fontes de recursos para suas pesquisas: o auxílio do CNPq; a carência de técnicos de laboratório e de curadores de coleções no Brasil; os salários dos técnicos em instituições científicas brasileiras e estrangeiras; as atribuições do diretor nos institutos de pesquisa; o papel do CNPq no amparo à ciência brasileira; as relações do entrevistado com o Museu Nacional da UFRJ; o sistema de recrutamento dos pesquisadores dos institutos governamentais de pesquisa; a formação e a carreira de seus assistentes; as linhas de pesquisa desenvolvidas na UFRRJ: o auxílio das fundações estrangeiras; o intercâmbio da UFRRJ com universidades estrangeiras; a pesquisa científica nessa universidade; a aposentadoria compulsória em 1970 e o apoio da Academia Brasileira de Ciências; o programa de mestrado da UFRRJ; os cursos de doutoramento em parasitologia no país e no exterior; o aproveitamento dos pós-graduados pela UFRRJ; a evasão dos pesquisadores dessa universidade; o Departamento de Ciências Biológicas da USU: a organização, os cursos, o contato com universidades estrangeiras, as linhas de pesquisa dos pós-graduandos; a participação de Hugo de Souza Lopes em sociedades científicas; a publicação de trabalhos em revistas nacionais; o papel da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências; a pós-graduação em entomologia no Brasil e no exterior; a pesquisa científica na universidade e nos institutos isolados; os livros-texto de biologia; as fontes de recursos para suas pesquisas: o auxílio do CNPq e da Academia Brasileira de Ciências; a política do CNPq; a competitividade dos trabalhos dos entomologistas brasileiros; as publicações especializadas nacionais; o prestígio social dos cientistas no país.
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