José Ribeiro do Vale

Entrevista

José Ribeiro do Vale

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua vida profissional.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Tjerk Franken
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Data: 5/5/1977 a 6/5/1977
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 3h38min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Ribeiro do Vale
Nascimento: 15/8/1908; Guaxupé; MG; Brasil;

Formação: Medicina pela Faculdade de Medicina de São Paulo (1932).
Atividade: Foi assistente de Tales Martins, na Escola Paulista de Medicina (1934); pesquisador do Instituto Butantã (1935); obteve a cátedra de farmacologia da Escola Paulista de Medicina (1939); chefiou a seção de endocrinologia daquele instituto (1941-1947); estagiou com bolsa da Fundação Guggenheim no departamento de farmacologia da Universidade do Texas, no Instituto de Biologia experimental da Universidade da Califórnia, no departamento de farmacologia da universidade de Chicago, no departamento de bioquímica da clínica Mayo e no departamento de bioquímica do memorial hospital de Nova York (1946-1947); organizou e foi professor titular do departamento de bioquímica e farmacologia da Escola Paulista de Medicina (1947); estagiou no Instituto de Biologia e Medicina Experimental da Argentina (1951); retornou às atividades na Escola Paulista de Medicina.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes; Marco Dreer Buarque;

Temas

Ademar de Barros;
Agricultura;
Argentina;
Atividade acadêmica;
Bahia;
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Botânica;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Doenças;
Ensino superior;
Escola Paulista de Medicina;
Estados Unidos da América;
Europa;
Faculdade de Medicina de São Paulo;
Farmácia;
Formação acadêmica;
Fundação Rockefeller;
Governo estadual;
História da ciência;
Instituições científicas;
Japão;
José Ribeiro do Vale;
Medicina;
Mercado de trabalho;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política científica e tecnológica;
Pós - graduação;
Química;
São Paulo;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Sumário da 1ª entrevista:
Fita 1: os pioneiros da fisiologia e da farmacologia no Brasil; origem familiar e a escolha da carreira; a formação secundária; o curso da Faculdade de Medicina de São Paulo: a ênfase nas cadeiras básicas; a opção pela fisiologia; a experiência como interno do Hospital de Juquiri e o interesse pelos estudos endócrinos ligados a doenças mentais; o ingresso na Escola Paulista de Medicina como assistente de Tales Martins; os estudos pós-graduados nos EUA: a bolsa da Fundação Guggenheim; a demissão do Instituto Butantã em 1947; a experiência como catedrático de farmacologia da Escola Paulista de Medicina: o despertar de novas vocações científicas; a Escola Paulista de Medicina: a fundação em 1933, os recursos iniciais, a federalização em 1956, a instituição do regime de tempo integral, os fundadores; os discípulos de José Baeta Viana; a importância da vinculação do ensino à pesquisa; o número de vagas da Escola Paulista de Medicina; a organização do curso biomédico, visando o recrutamento de docentes para as cadeiras médicas básicas; as relações da Escola Paulista de Medicina com a Faculdade de Medicina da USP; os principais centros nacionais de pós-graduação em farmacologia; o recrutamento dos jovens para a carreira científica; a vocação médica de sua família; a resistência dos fazendeiros à utilização de métodos científicos na agricultura; os fundadores da fisiologia e da farmacologia moderna e seus discípulos; a formação européia de nossos primeiros pesquisadores; a opção pela carreira científica: a influência de Tales Martins; o ingresso no Instituto Butantã e o afastamento deste instituto em 1947, durante a gestão de Eduardo Vaz; a gestão de Afrânio do Amaral no Butantã: a contratação de pesquisadores europeus; a decadência desse instituto durante o governo de Ademar de Barros e sua transformação num centro exclusivo de produção de vacinas; os trabalhos de endocrinologia experimental realizados com Tales Martins no Instituto Butantã; a contribuição da SBPC ao desenvolvimento científico do país; o prestígio da ciência no Brasil após a guerra; a orientação de Afrânio do Amaral no Instituto Butantã; a publicação de trabalhos em revistas estrangeiras; os estudos pós-graduados nos EUA; as linhas de pesquisa da Seção de Endocrinologia do Butantã; a orientação pragmática imposta aos institutos de pesquisa e a evasão dos cientistas, atraídos pela universidade; a bolsa da Fundação Guggenheim e a especialização em bioquímica e em farmacologia nos EUA; a extinção da Seção de Endocrinologia do Instituto Butantã; o atraso das ciências médicas na Bahia.

Fita 2: o incentivo ao treinamento dos alunos no exterior: a seleção dos bolsistas; o laboratório de química do Instituto Butantã; a organização do laboratório de farmacologia da Escola Paulista de Medicina: o auxílio da Fundação Rockefeller, da USP e do CNPq; o apoio da Fundação Rockefeller à Faculdade de Medicina de São Paulo; os trabalhos publicados; o acesso às publicações especializadas: a Biblioteca Regional de Medicina e a biblioteca departamental da Escola Paulista de Medicina; o projeto de ampliação da Escola Paulista de Medicina; a carência de químicos, de botânicos e de farmacologistas no país; a ciência brasileira contemporânea.

Sumário da 2ª entrevista:
Fita 2 (continuação): as equipes científicas; a expansão da pós-graduação no Brasil; a contribuição científica de Carneiro Felipe e de André Dreyfus; o curso biomédico da Escola Paulista de Medicina e o mercado de trabalho para os biomédicos; o programa de pós-graduação da Escola Paulista de Medicina e o aproveitamento dos pós-graduados pelas universidades; o setor de endocrinologia do Departamento de Bioquímica e Farmacologia da EPM; os trabalhos sobre a farmacologia da musculatura lisa da genitália assessória e sobre o comportamento dos animais injetados por hormônios; a publicação de trabalhos em revistas internacionais: o conselho de referees.

Fita 3: o setor de produtos naturais do Departamento de Bioquímica e Farmacologia da Escola Paulista de Medicina: os trabalhos sobre o timbó e a Cannabis sativa (maconha), o apoio da Central de Medicamentos; o papel do químico e do farmacologista; os demais setores daquele departamento; a captação de recursos para a pesquisa científica; as relações universidade-indústria no Brasil; a ciência nos EUA, na Europa e no Japão; Bernard A. Houssay e o desenvolvimento das ciências biológicas na Argentina; o apogeu e a crise dos institutos de pesquisa brasileiros.
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