José Silveira I

Entrevista

José Silveira I

Esta entrevista é parte integrante de uma série de depoimentos realizados pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entre 1977/1979 e doadas ao CPDOC em 15/08/1996. A escolha do entrevistado se justifica por sua trajetória como jornalista, tendo atuado como co-fundador e jornalista do semanário católico O Clarim, comentador, animador cultural, dirigente desportivo e autor. correspondente do O Clarim e do Diário da Manhã.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Não há informação
Data: 25/7/1978
Local(ais):
Não há informação ; - ; -

Duração: 1h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: José Silveira
Nascimento: 24/10/1918; São Jorge; --; Açores;

Falecimento: 19/11/2007; Macau; --; China;

Formação: Jornalismo
Atividade: Foi professor, co-fundador e jornalista do semanário católico O Clarim. Comentador, animador cultural, dirigente desportivo e autor. Correspondente do O Clarim e do Diário da Manhã.

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Adriana Mattos de Oliveira;

Temas

Abertura política;
Amílcar Dutra de Meneses;
Associação Brasileira de Imprensa;
Censura;
Companhia Siderúrgica Nacional;
Departamento de Imprensa e Propaganda;
Estado Novo (1937-1945);
Fascismo;
Filinto Müller;
Força Expedicionária Brasileira (1943-1945);
Forças Armadas;
Getúlio Vargas;
Góes Monteiro;
Governos militares (1964-1985);
História da imprensa;
Imprensa;
Jornal O Estado de São Paulo;
Jornalismo;
Liberdade de imprensa;
Lourival Fontes;
Nazismo;
Oswaldo Aranha;
Petrônio Portella;
Política;
Repressão política;
Roberto Marinho;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Tortura;

Sumário

1ª Entrevista: 25/07/1978

Fita 1-A: breves lembranças de sua chegada ao Rio de Janeiro (13 de fevereiro de 1937) e do início do Estado Novo (1937-1945); comentários acerca do general Góes Monteiro: simpatia pelo nazismo alemão e censura à imprensa; considerações a respeito do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), cujo diretor-geral era Lourival Fontes; observações sobre a adesão da grande imprensa ao Estado Novo; relato de dois locais em que trabalhou, destacando-se o papel exercido pela censura: secretário do jornal literário Dom Casmurro e repórter e secretário da revista Diretrizes; comentários acerca das semelhanças existentes entre o Estado Novo e o fascismo italiano; relatos dos tipos de controle exercidos pelo DIP na imprensa: controle através da censura, controle através da restrição a importação de papel e controle através da corrupção; comentários acerca da revista Cultura que foi criada por Lourival Fontes e do limitado mercado de trabalho para os jornalista na época; breve comparação entre a censura à imprensa exercida pelo Estado Novo e pela Ditadura Militar (1964-1985); observações sobre a passagem da direção do DIP para o capitão Amilcar Dutra de Menezes e suas pretensões literárias; considerações acerca das relações estabelecidas entre o governo de Getúlio Dornelles Vargas e os jornalistas; comentários a respeito do Conselho Nacional de Imprensa, do qual participavam Roberto Pisani Marinho, Oséas Bota, Licurgo Ramos da Costa e um representante de Francisco de Assis Chateaubriand; considerações sobre a sujeição total da imprensa ao Estado Novo, com apenas três exceções: Diretrizes, Voz Operária e O Estado de São Paulo; relato do fechamento da revista Diretrizes pelo Estado Novo (junho de 1944); comentários acerca do surgimento da grande reportagem na imprensa brasileira a partir de uma reação ao Estado Novo; considerações a respeito da introdução, no Brasil, de técnicas de tortura vindas da Alemanha (1935) e o papel exercido pelo major Filinto Müller; comparação da atuação das Forças Armadas na execução da repressão policial durante o Estado Novo e durante o Regime Militar; observações acerca do apoio dado pelo Exército a Getúlio Dornelles Vargas; lembranças da dissidência de Osvaldo Euclides de Souza Aranha com o Estado Novo; comentários acerca da censura à imprensa durante o Estado Novo; considerações a respeito do apoio dado pela Gazeta de Notícias a Alemanha nazista; comentários sobre a relação entre a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), cujo presidente era Herbert Moses e o Estado Novo; observações a respeito das mudanças ocorridas na censura à imprensa a partir de 1942, quando o Brasil declara guerra ao Eixo; relato da maneira pela qual o entrevistado conseguiu ir à Segunda Guerra Mundial (1939-1945) como correspondente de guerra; comentários sobre as diversas posições políticas existentes dentro Força Expedicionária Brasileira (FEB); considerações acerca das censuras impostas aos correspondentes de guerra: censura militar e censura política; comentários sobre a tomada de Monte Castelo, na Itália.

Fita 1-B: considerações acerca da atuação da FEB na tomada de Monte Castelo, na Itália; comentários sobre os posicionamentos políticos da FEB desde o governo de Getúlio Dornelles Vargas; observações a respeito da importância, para os Estados Unidos da América, da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial e criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN); lembranças do final do governo de Getúlio Dornelles Vargas (1945); comentários acerca da não existência de censura no teatro de revista durante o Estado Novo; comparação entre o governo do Estado Novo e o governo implementado em 1964; observações a respeito das reformas empreendidas pela Ditadura Militar e comentários sobre o manifesto escrito por Petrônio Portela às vésperas do início da Ditadura Militar (1964); considerações acerca da existência de uma máquina de repressão e violência durante Regime Militar; observações sobre os motivos pelos quais a abertura política ainda não ocorreu; comentários a respeito do papel atual da imprensa: contrária ao governo à Ditadura Militar.
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