Júlio Romão da Silva

Entrevista

Júlio Romão da Silva

Entrevista realizada no contexto do projeto "História do Movimento Negro no Brasil", desenvolvido pelo CPDOC em convênio com o South-South Exchange Programme for Research on the History of Development (Sephis), sediado na Holanda, a partir de setembro de 2003. A pesquisa tem como objetivo a constituição de um acervo de entrevistas com os principais líderes do movimento negro brasileiro. Em 2004 passou a integrar o projeto "Direitos e cidadania", apoiado pelo Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) do Ministério da Ciência e Tecnologia. As entrevistas subsidiaram a elaboração do livro "Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC." Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007. A escolha do entrevistado se justificou por sua participação na fundação do Teatro Popular Brasileiro e da Orquestra Afro-Brasileira.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Histórias do movimento negro no Brasil - depoimentos ao CPDOC. Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira (orgs.). Rio de Janeiro: Pallas; CPDOC-FGV, 2007.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Amilcar Araujo Pereira
Data: 9/9/2004
Local(ais):
São Luís ; MA ; Brasil

Duração: 1h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Júlio Romão da Silva
Formação:
Atividade: Tecnologista do IBGE / Professor. Participou da fndação do Teatro Popular Brasileiro e da Orquestra Afro-Brasileira.

Equipe


Transcrição: Amilcar Araujo Pereira; ;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Fabrício Almeida;

Temas

Atividade profissional;
Carlos Lacerda;
Comunismo;
Ensino profissionalizante;
Escravidão;
Estado Novo (1937-1945);
Família;
Fascismo;
Formação acadêmica;
Fundação Getulio Vargas;
Igreja;
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística;
Integralismo;
Jornalismo;
Lacerdismo;
Maranhão;
Movimento Modernista (1922);
Movimento negro;
Movimentos sociais;
Padre Cícero;
Piauí;
Racismo;
Rio de Janeiro (cidade);
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Teatro;
Tenentismo;
União Nacional dos Estudantes;

Sumário

Entrevista: 09.09.2004

Fita 1-A: Origens familiares; o sobrenome e a admiração de seus pais pelo padre Cícero; a descendência africana oriunda de sua bisavó; a influência de sua avó na cidade de Teresina; os primeiros contatos com figuras do movimento negro; as influências do movimento integralista no movimento negro; a vida com seus avós; a mudança para o Maranhão; o trabalho como conservador de móveis; a viagem para o Rio de Janeiro através do navio cargueiro de retirantes; a estadia no Albergue da Boa Vontade; o recorte de raça estabelecido nos anúncios de trabalhos; o emprego como lavador de vasos sanitários em um escritório de advocacia; o estabelecimento de energia elétrica na cidade de Teresina durante a ditadura militar; a busca pelo emprego de jornalista; o artigo escrito sobre Aleijadinho; a pesquisa de documentação na Fundação Getulio Vargas; as conexões do movimento negro com o tenentismo; a formação do Centro Cultural Afro-Brasileiro na década de 1940; a documentação sobre figuras precursoras do movimento negro; a “eminência parda” de Euclides da Cunha, Teodoro Sampaio.
Fita 1-B: A história de Euclides da Cunha e Teodoro Sampaio; a prisão em Maranhão pelas tendências comunistas; a recusa pelo integralismo já aos 15 anos de idade; a aproximação do entrevistado aos grupos de esquerda; a participação no partido político Frente Negra Brasileira (FNB); a fundação do Comitê Democrático Afro-Brasileiro; a entrada no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); as relações do Comitê Democrático Afro-Brasileiro com a FNB; a criação da Orquestra Afro-Brasileira pelo maestro Abigail Moura; a criação do Teatro Experimental do Negro; a fundação do colégio profissionalizante Fundação Levy Miranda; reflexões sobre a ascensão social de pessoas negras; o apelido de “pelego” atribuído pelos lacerdistas ao entrevistado; a entrega do cargo na Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro no governo Lacerda; a proatividade em sua trajetória profissional; a consciência política do movimento tenentista e da Semana de Arte Moderna irrompendo posteriormente na criação da FNB; as divergências entre comunistas e integralistas no âmbito da FNB; o cargo de colaborador no jornal Vamos Ler; a trajetória como jornalista; a coluna Palmatória escrita pelo entrevistado no jornal A Pátria; a revolução artística da Frente Negra.
Fita 2-A: A formação acadêmica em Geografia e História e posteriormente em Jornalismo; reflexões sobre a abolição da escravatura e o pós-abolição; o entrosamento do movimento negro com movimentos sociais e culturais; as relações da Imprensa Negra com a FNB; o discurso de defesa do direito das empregadas; o contato com Solano Trindade; a atuação do movimento negro na sede da União Nacional dos Estudantes (UNE); o monólogo de gestos de seu teatro; a I e II Convenção Nacional do Negro em 1945 e 1946; a resistência contra o Estado Novo; as tendências antifascistas e antinazistas do Comitê Democrático Afro-Brasileiro frente a Segunda Grande Guerra; o entrosamento do União dos Homens de Cor da década de 1950; o apoio de alguns grupos negros ao integralismo; o apoio da Igreja Católica ao fascismo.
Fita 2-B: A participação na criação da Lei Afonso Arinos; a reação contrária a Lei Afonso Arinos; a família do entrevistado; documentos relativos à sua trajetória.
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