Lélio Gama

Entrevista

Lélio Gama

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado justificou-se, entre outros, por ter criado o Núcleo Técnico Científico de Matemática da Fundaçao Getulio Vargas (FGV), em 1945; e por ter sido diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (1952 a 1965).
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Local(ais):

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Lelio Itapuambyra Gama
Nascimento: 29/8/1892; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Engenheiro Geógrafo(1912-1914) e Engenheiro Civil(1917-1918) pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro.
Atividade: Diretor do Observatório Nacional (1951-1957); diretor do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, Conselho Nacional de Pesquisas (1952-1955).

Equipe

Temas

História da ciência;
Lélio Gama;

Sumário

A criação do Imperial Observatório do Rio de Janeiro, na Escola Militar; sua transferência para o morro do Castelo em 1845: a precariedade das novas instalações; as gestões de Emanuel Liais e Luís Cruls: a luta por uma sede mais adequada; a atuação do Observatório durante a gestão de Liais (1870-1881) : a participação na campanha internacional de longitudes; o ensino de astronomia no século passado: sua desvinculação da atividade científica, a influência de Camille Flammarion; a atuação do Observatório sob a direção de Luís Cruls (18811908): a participação na campanha internacional para a observação da passagem de Vênus sobre o disco do Sol e na conferência internacional para a escolha do meridiano de longitude zero; a elaboração da Carta Geográfica do Brasil; o serviço de difusão da hora certa da época: o "balão do Castelo" e o "tiro da Fortaleza de Santa Cruz"; a incorporação do Observatório ao Ministério de Agricultura, Indústria e Comércio, como Diretoria de Meteorologia e Astronomia, e suas novas atribuições; a autonomia da meteorologia em 1921; a transferência da sede do Observatório Nacional para o morro de São Januário; a instalação do Observatório Magnético de Vassouras e as primeiras pesquisas no campo do geomagnetismo; a organização do serviço de predição das marés, por iniciativa de Alix Correia de Lemos; a atuação do Observatório Nacional durante a gestão de Henrique Morize (1908-1929): a vinculação ao Bureau International de I'Heure, a participação na Primeira Operação Mundial de Longitudes, as pesquisas de Domingos Fernandes Costa; a expedição organizada para observar o eclipse total do Sol ocorrido em Sobral (CE) em 1919; os estudos de Lélio Gama sobre as variações da latitude no Rio de Janeiro; a gestão de Sebastião Sodré da Gama no Observatório (1929-1950): a participação na Segunda Operação Mundial de Longitudes, a instalação da Estação Magnética Provisória da ilha Tatuoca e as pesquisas nela realizadas; o fracasso do projeto de Domingos Costa de instalação de um observatório astrofísico na serra da Bocaina; a atualização da aparelhagem horária do Observatório Nacional: o auxílio do CNPq; as pesquisas sobre a definição astronômica do tempo; a contribuição científica do Observatório durante a gestão de Lélio Gama (1951-1967): a determinação do tempo das efemérides, os trabalhos sobre a espessura ótica dos anéis de Saturno e sobre as variações da latitude no Rio de Janeiro; a instalação do Observatório Magnético de Tatuoca em 1957; a participação do Observatório na campanha internacional de investigação das oscilações da intensidade magnética registradas nas regiões situadas sobre o equador magnético; o levantamento geomagnético e gravimétrico do Brasil: a atuação de João Gualda, o estabelecimento de uma rede de estações magnéticas e gravimétricas em todo o país; o programa de sismologia do Observatório; sua participação na campanha do Ano Geofísico Internacional (1957) e na Reunião Sul-Americana de Geomagnetismo (1969); as teses apresentadas à Escola Politécnica do Rio de Janeiro; a moderna astronomia brasileira: as principais instituições; a colaboração do Observatório Nacional em programas internacionais; os acordos bilaterais firmados com instituições estrangeiras.
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