Lindolpho de Carvalho Dias II

Entrevista

Lindolpho de Carvalho Dias II

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. O entrevistado conviveu com Mario Henrique Simonsen em diversos momentos de suas carreiras.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Carlos Eduardo Barbosa Sarmento
Data: 10/8/2000
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Lindolpho de Carvalho Dias
Nascimento: 1/3/1930; Poços de Caldas; MG; Brasil;

Formação: Engenheiro Civil e Matemático, com especialização em Administração de Sistemas Universitários.
Atividade: Diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada - Impa (1965-89); diretor do Instituto de Matemática da UFRJ (1965-69); vice-presidente do CNPq (1979-80); presidente do CNPq (1993-95).

Equipe

Levantamento de dados: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Verena Alberti;Carlos Eduardo Barbosa Sarmento;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Virgínia Sena Barradas;

Temas

Delfim Neto;
Econometria;
Economia;
Economistas;
Engenharia;
Mário Henrique Simonsen;
Matemática;
Ministério da Fazenda;
Movimento Brasileiro de Alfabetização;
Política econômica;
Pós - graduação;

Sumário

Entrevista: 10.08.2000
Origens familiares; formação escolar; vinda para o Rio de Janeiro e influência do cunhado Mário Pinto na escolha pela carreira de engenharia e no interesse por mineralogia; entrada no curso de engenharia civil em 1950 e o surgimento do interesse pela matemática; entrada para a Fundação Getulio Vargas em 1952 e a ligação com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA); importância do teorema desenvolvido pelo matemático Maurício Peixoto sobre equações diferenciais; circunstâncias de criação do IMPA em 1952; situação da matemática na Universidade antes da reestruturação de 1968, que criou um Instituto de matemática; insipiência de cursos de pós-graduação no Brasil antes de sua regulamentação por volta de 1967-8; envolvimento em funções administrativas no departamento de matemática da Escola de Engenharia e a assunção do cargo de diretor do IMPA em 1965; atividades iniciais do IMPA por ocasião de sua criação: preparação de estudantes para os centros de pós-graduação no exterior; estruturação do curso de matemática no IMPA a partir de 1952 e características desta instituição no cenário da estruturação do ensino e da pesquisa matemática no país; organização interna da Escola de Engenharia da Universidade do Brasil em 1953; entrada de Mário Henrique Simonsen na Escola de Engenharia, seu imediato destaque como aluno e sua excelente base matemática; interesse de Simonsen por música clássica, em especial por ópera; capacidade de memorização e de raciocínio lógico de Mário Henrique Simonsen; a especialização de engenharia econômica criada dentro do curso de engenharia civil em meados da década de 1950; o despertar do interesse de Mário Henrique Simonsen pela economia e o início de sua vida profissional na área de consultoria econômica; a ligação de Simonsen com o IMPA, onde deu várias conferências; características dos alunos do IMPA em fins da década de 1950 e expectativas do corpo discente; o lugar do IMPA e da matemática no quadro acadêmico e científico no decorrer das décadas de 1950 e 1960; ênfase na proximidade com a engenharia; formação de Mário Henrique Simonsen na área de engenharia; forte presença da economia no currículo de engenharia antes da institucionalização do campo da ciência econômica no Brasil; importância da formação matemática de Mário Henrique Simonsen em sua atuação como economista; genialidade, memória, e honestidade intelectual de Simonsen; observações acerca do caráter essencialmente crítico do cientista e a manifestação desta postura em Simonsen; posição política de Simonsen, que classifica como de centro; entrada de Mário Henrique Simonsen no Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) em 1961 e mais tarde no IMPA, onde passou a dar o curso de econometria; afazeres de Mário Henrique Simonsen nas horas vagas: namoro, jantares, leitura de filosofia; qualidades de Simonsen como profissional: competência, bom senso e honestidade intelectual; a crítica de Mário Henrique Simonsen ao livro de Herman Kahn (Brasil 2000); avaliação positiva da gestão da política econômica no período em que Simonsen esteve na secretaria de Planejamento, visto que tanto a inflação quanto a dívida externa mantiveram-se relativamente sob controle; crítica à atuação de Antônio Delfim Neto como ministro; o ambiente de trabalho na secretaria de Planejamento no período da gestão de Mário Henrique Simonsen: sua seriedade profissional e senso de humor; trabalho de Simonsen com Otávio Golvêa Bulhões, Eugênio Gudin e Roberto Campos em 1964; sensibilidade de Simonsen aos problemas da ciência no Brasil durante sua passagem pela secretaria de Planejamento; comentário sobre a enorme capacidade de Simonsen em lidar com o tempo e fazê-lo render; razões que fizeram de Simonsen uma referência em assuntos econômicos para os governos posteriores ao de João Batista Figueiredo: sua competência, honestidade intelectual, descompromisso político-partidário e pouca ambição pelo poder; [motivações que teriam levado Mário Henrique Simonsen a aceitar o cargo de ministro da Fazenda do governo de Ernesto Geisel; crítica à gestão econômica posterior a Simonsen (Delfim Neto) no concernente ao enfrentamento da inflação; associação entre o efeito destrutivo da inflação e a má distribuição de renda: avaliação da atuação de Mário Henrique Simonsen frente a esta questão; crítica à visão protecionista da década de 1970; Mário Henrique Simonsen no Mobral; capacidade conciliadora de Simonsen, apesar de não ser paciente com a incompetência; entrega da Ordem do Mérito Científico a Mário Henrique Simonsen (1996), em sua última aparição pública; a forma com que Simonsen encarava a própria doença e sobre o tabagismo inveterado; a personalidade "exagerada" de Simonsen; idas a óperas no municipal em companhia de Mário Henrique Simonsen e outros; gosto de Simonsen pelo futebol, chegando a fazer parte do time do colégio.
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