Lourival Carmo Mônaco

Entrevista

Lourival Carmo Mônaco

Entrevista realizada no contexto do projeto "FINEP: 30 anos de projetos para o Brasil", desenvolvido pelo CPDOC, em convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), entre março de 1998 e novembro de 2002. A pesquisa teve como resultado a publicação do livro "FINEP: 30 anos de projetos para o Brasil" / José Luciano de Mattos Dias. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002, que reúne textos sobre a história da instituição e trechos de depoimentos. A escolha do entrevistado se justificou por ter sido presidente da FINEP de 1991 a 1999.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: “FINEP: 30 anos de projetos para o Brasil” / José Luciano de Mattos Dias. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
José Luciano de Mattos Dias
Data: 1/9/1998
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 1h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Lourival Carmo Monaco
Nascimento: 16/7/1934; Piracicaba; SP; Brasil;

Formação: Bacharel - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP) - 1956; M.S. - Universidade da Califórnia, Davis - 1960; PHD - Universidade da Califórnia, Davis - 1968.
Atividade: Diretor-geral do Instituto Agronômico (1974- 1979); consultor científico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq (1979); membro eleito do Conselho Superior da Aciesp (1981); presidente da academia de ciências de São Paulo (1981-1985); secretário-adjunto da secretaria de desenvolvimento industrial - STI, do Ministério da Indústria e do Comércio - MIC, e secretário de cooperação técnica do Ministério das Minas e Energia, (1983-1984); integrou a delegação brasileira na vi reunião da comissão mista Brasil-Alemanha (1986); participou da revisão do código de propriedade industrial; secretário da Comissão Nacional de Energia - CNE (1986-1990). Foi presidente da financiadora de estudos e projetos - FINEP, do Ministério da Ciência e Tecnologia, de 1991 a 1999.

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Adriana Mattos de Oliveira;

Temas

Atividade profissional;
Ciência e tecnologia;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Fernando Collor de Mello;
Financiadora de Estudos e Projetos;
Formação acadêmica;
Pesquisa científica e tecnológica;
Propaganda;
Reforma administrativa;

Sumário

Entrevista: 01/09/1998

Fita 1-A: formação acadêmica; comparação entre a disponibilidade de bolsas e suporte à pesquisa, no Brasil, hoje e na década de 1950; lembranças do período em que foi diretor do Instituto Agronômico de Campinas (1976-1979); breve relato sobre o curso de Pesquisa e Desenvolvimento em Aprendizagem Colaborativa com Tecnologias Interativas (PACTO); trajetória na Secretaria de Tecnologia Industrial; questão do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro, nos anos 1970 e início de 1980; observações a respeito das tentativas e dificuldades enfrentadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), em aproximar o setor científico e o setor produtivo; análise acerca da relação da FINEP com a pesquisa militar; considerações a respeito dos investimentos realizados pela FINEP; comentários sobre o período do governo do presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992): reforma administrativa e mudança do paradigma da substituição de importações para o da inserção competitiva; problemas de sobrevivência enfrentados pela FINEP durante o governo do presidente Fernando Collor de Mello; lembranças da ida do entrevistado para a presidência da FINEP em 1991; relatos sobre o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP); observações acerca de sua gestão na FINEP.

Fita 1-B: processo de capitalização da FINEP; relato sobre a mudança de foco da administração da FINEP, a partir de 1993; comentários sobre o "Projeto Transformação", realizado na FINEP (1993-1996); observações acerca da nova estruturação da FINEP, implantada em 1996 e vigente até a saída do entrevistado da presidência da empresa; criação e importância do marketing na FINEP; relato sobre o momento em que os dois instrumentos básicos da ação da FINEP passam a ser: inovação e capital intelectual; comentários acerca da importância da FINEP passar a olhar cada produto na forma de cadeia; discussão a respeito da agregação de valor a mercadoria; críticas acerca da grande preocupação em separar a ciência básica da ciência aplicada; observações sobre a importância da criação de redes de compartilhamento do conhecimento.

Fita 2-A: comentários sobre as oportunidades que podem ser dadas à ciência, para que esta contribua com a sociedade; opiniões acerca da utilização, pela FINEP, de seu capital intelectual; observações a respeito do novo papel intervencionista do Estado; comentários sobre a idéia do desenvolvimento paralelo; análise da FINEP como uma agência depositária do conhecimento; avanços da FINEP durante a gestão do entrevistado.
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