Luís Eulálio Bueno Vidigal

Entrevista

Luís Eulálio Bueno Vidigal

Entrevista realizada no contexto do projeto "As faces do mago da economia: atuação e legado de Mario Henrique Simonsen", desenvolvido em convênio com a Cia. Bozano, Simonsen e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre 2000 e 2001, com o objetivo de publicar um livro de depoimentos sobre Mario Henrique Simonsen - MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il. O entrevistado foi selecionado por sua função de destaque na indústria paulista, como presidente do Sindipeças, da Fiesp e da CNI, podendo fornecer uma visão do empresariado a respeito do desempenho de Mario Henrique Simonsen como economista, ministro da Fazenda e também empresário.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: MÁRIO Henrique Simonsen: um homem e seu tempo, depoimentos ao CPDOC/ Organizadores Verena Alberti, Carlos Eduardo Sarmento, Dora Rocha. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 310p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Ignez Cordeiro de Farias
Data: 22/3/2001
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho
Nascimento: 26/3/1939; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1963) e fez pós-graduação em Administração de Empresas na Universidade de Illinois, EUA.
Atividade: Empresário, presidente da Companhia Brasileira de Material Ferroviário (Cobrasma), fabricante de material ferroviário e autopeças, fundada em 1944 pelo avô e na qual ingressou em 1958. Foi presidente do sindicato nacional da indústria de componentes para veículos automotores (Sindipeças) (1974-1980), da federação das indústrias do estado de São Paulo (1980-1986) e da confederação nacional da indústria (CNI) (1986-1992).

Equipe

Levantamento de dados: Ignez Cordeiro de Farias;Verena Alberti;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Ignez Cordeiro de Farias;Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Viviane de Fátima Magalhães;

Temas

Antônio Azeredo da Silveira;
Delfim Neto;
Desenvolvimentismo;
Economia;
Economistas;
Ernesto Geisel;
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP);
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Indústria;
João Batista de Oliveira Figueiredo;
Lei das sociedades anônimas;
Lei do inquilinato;
Luís Eulálio de Bueno Vidigal;
Mário Henrique Simonsen;
Pedro Malan;
Política econômica;
Regime militar;
Severo Gomes;

Sumário

Entrevista: 22.03.2001.
Fita 1-A: Comentário sobre o avô; Cobrasma S.A.: acionistas e clientes, início das atividades no Porto de Tubarão (ES), sucessão familiar na direção da empresa, negócios com o metrô; fabricação de locomotivas no Brasil; comentário sobre contrato de Angra II e III; opção pelo curso de direito; bom humor e rapidez de raciocínio de Mário Henrique Simonsen; função do entrevistado na Cobrasma S.A., quando entrou para a empresa (1959); relações entre a indústria nacional e o poder estatal; importância da política desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek; atuação da Cobrasma S.A. no setor petroquímico, de fundição e automobilístico, situação atual da empresa; como conheceu Mário Henrique; protecionismo e política de financiamento industrial na década de 1970.
Fita 1-B: Disputa pela presidência do Sindicato Nacional da Indústria de Peças para Automóvel (Sindipeças-1974-1980) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP -1980-1986); amizade com Mário Henrique; comentário sobre a participação no Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo (1975-1979); interferência do Presidente Ernesto Geisel (1974-1979) na política econômica de seu governo; influência de Mário Henrique na formulação do PAEG (1965); Lei do Inquilinato (1945); Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE); governo Juscelino Kubitschek (1956-1960); industriais paulistas e a Consultec; protecionismo à indústria nacional; personalidades de Antônio Delfim Neto, Mário Henrique e Pedro Malan;
Fita 2-A: II Plano Nacional de Desenvolvimento (II-PND): Lei da Sociedade Anônima, Lei de Mercado de Capitais e correção monetária; proximidade entre linha econômica da PUC e a de Mário Henrique; relacionamento de Mário Henrique e o entrevistado fora do
ambiente político; capacidade de aprendizagem de Mário Henrique; comentário, bem
humorado, sobre desentendimento entre o entrevistado e Mário Henrique; preferência de Mário Henrique em trabalhar com grupos de economistas e industriais paulistas; comentário sobre vida política e vida privada de Mário Henrique; comentário sobre as posições de Severo Fagundes Gomes (Ministro da Indústria e Comércio-1974-1977) e Antônio Francisco Azeredo da Silveira (Ministro das Relações Exteriores-1974-1979) em relação a política econômica externa durante o governo Geisel (1974 - 1979); atuação do entrevistado no Conselho Monetário Nacional (1979-1986); reação da FIESP à saída de Mário Henrique do Ministério em 1979; causas do desgaste ministerial de Mário Henrique; relação de Mário Henrique com o poder; comportamento de Ernesto Geisel e João Batista de Oliveira Figueiredo enquanto presidentes;
Fita 2-B: Personalidade de Figueiredo e seu interesse por matemática; eleição do entrevistado para presidente da FIESP em 1980; saída de Mário Henrique do Conselho de Economia da FIESP (1983); criação dos Conselhos do Meio Ambiente e de Desenho Industrial durante seu mandato (1980-1986) como presidente na FIESP; comentário sobre os membros do Conselho de Economia; abertura do diálogo entre empresariado e governo na década de 1970; indicação de Mário Henrique para o ministério da Fazenda em 1974 e motivos que o fizeram aceitar o convite; posição de Mário Henrique em relação a política do regime militar; comentário sobre a Rodada Uruguai; considerações sobre a modéstia e a capacidade de comunicação de Mário Henrique; motivos de Mário Henrique nunca ter saído do Brasil; motivos pelos quais Mário Henrique graduou-se em economia.

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