Manoel Novaes

Entrevista

Manoel Novaes

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", parte integrante do projeto institucional do Programa de História Oral do CPDOC, em vigência desde a sua criação em 1975. Trechos da entrevista foram publicados no livro GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il. A escolha do entrevistado se justificou por ter participado da campanha da Aliança Liberal (1929-1930) e por ter sido deputado federal, pela Bahia, nos períodos de 1935 a 1937 e 1946 a 1947.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: GETÚLIO: uma história oral. / Valentina da Rocha Lima (Coordenação) ; Dora Rocha...[et al]. Rio de Janeiro: Record, 1986. 321. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Dulce Chaves Pandolfi
Daniela Maria Moreaux
Data: 6/6/1984 a 7/6/1984
Local(ais):
Salvador ; BA ; Brasil

Duração: 6h10min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Manoel Novaes
Nascimento: 6/3/1908; Floresta ; PE; Brasil;

Falecimento: 23/1/1992; Brasília; DF; Brasil;

Formação: Faculdade de Medicina da Bahia (1930).
Atividade: Participação na campanha da Aliança Liberal em 1929 e 1930; deputado constituinte (1934 e 1946); deputado federal pela Bahia (1934-1935, 1935-1937, entre outros); presidente da comissão permanente de transporte e comunicações e da comissão especial da bacia do São Francisco; integrou de 1949 a 1950, o Conselho Consultivo do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (Cedpen); um dos fundadores do Partido Republicano (PR) na Bahia e que presidiria até a extinção do partido em 1964; integrou a comissão do orçamento até 1971; vice-líder do partido republicano na câmara dos deputados (1952).

Equipe

Levantamento de dados: Dulce Chaves Pandolfi;Daniela Maria Moreaux;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Dulce Chaves Pandolfi;Daniela Maria Moreaux;

Transcrição:  ;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Plínio de Abreu Ramos;

Temas

Aliança Liberal (1929);
Bahia;
Clemente Mariani;
Coluna Prestes (1925-1927);
Estado Novo (1937-1945);
Golpe de 1937;
Interventorias;
João Mangabeira;
José Américo de Almeida;
Juracy Magalhães;
Manuel Novais;
Plano Cohen (1937);
Política estadual;
Política nacional;
Revolução de 1930;
União Democrática Nacional;

Sumário

1ª Entrevista: 06.06.1984

Fitas 1, 2, 3-A: Origens familiares; nascimento em Floresta (PE); mudança para Recife; início e conclusão do curso secundário; transferência para a Bahia; ingresso na Faculdade de Medicina; interesse pela política; Aliança Liberal; chapa GetúlioVargas-João Pessoa; composição da chapa Júlio Prestes - Vital Soares; repressão aos comícios da Aliança; lembranças da Coluna Prestes; o mito de Siqueira Campos; atividades rurais da família em Floresta; tradição política familiar; a Aliança Liberal na Bahia; conspiração dos "tenentes" no Nordeste; a chegada de Juraci Magalhães a Salvador; vitória da Revolução de 1930; choque de Seípe; queda de Washington Luís; a liderança de Seabra; o prestígio de Vital Soares na Bahia; a integração dos estudantes na Aliança; a pacificação coordenada por dom Álvaro Augusto, arcebispo de Salvador; interventorias transitórias; Leopoldo Amaral e Artur Neiva; liderança estudantil do entrevistado; incidentes entre estudantes e a polícia; os resultados das eleições de 1930; oposição dos aliancistas à nomeação de Juraci como interventor; participação do entrevistado no gabinete de Leopoldo Amaral; indicação de Artur Neiva rechaçada pelos "tenentes"; Juraci x Mamede: apoio de Vargas a Juraci e oposição de Seabra; na Constituinte de 1933; preparação para as eleições constituintes; formação do PSD; articulação de Juraci e políticos derrubados em 30; eleição de 20 deputados do PSD baiano numa bancada de 22; Concentração Autonomista da Bahia; articulação de Seabra com antigos adversários; Liga de Apoio a São Paulo (LASP); a Revolução Constitucionalista de São Paulo: reflexos do movimento na Bahia; "A Bahia ainda é Bahia": legenda dos autonomistas em 1933; articulação do PSD: mobilização da oligarquia baiana; adesão de Franklin de Albuquerque, assassinato de Horácio de Matos e composição final com os chefes sertanejos; o banditismo na caatinga: o fenômeno Lampião; a bancada baiana na Constituinte: Clemente Mariani na liderança; combate às secas: maiores recursos tributários para a zona do Polígono e união Norte-Nordeste para conquista de recursos públicos; comparação com os objetivos da Sudene; perda de benefícios tributários depois de 1964; a carência de açudes na região; a Bahia contra o continuísmo; apoio à candidatura José Américo.


2ª Entrevista: 07.06.1984

Fitas 3-B, 4, 5, 6, 7: A posição de José Américo no Governo Provisório; atuação de José Américo no episódio de Princesa; combate às secas; credenciais para sua candidatura; radicalização da campanha; tentativa de conciliação; articulação de Juraci com Eduardo Gomes; a antecipação do golpe por Vargas; derrubada de Antônio Carlos; obstruções das resistências pela falta de comunicações; o apoio da bancada bainana a Pedro Aleixo; apoio de Marques dos Reis a favor do golpe; a vida no Rio durante o Estado Novo; falta de perspectivas de reorganização política; regresso do entrevistado à Bahia; prisão em 1938; reembarque para o Rio; proibição de visitar a Bahia por cinco anos; Plano Cohen; estado de guerra; a lembrança de 35: temor do comunismo; o Congresso e as medidas de exceção; o exercício da medicina no Rio; conspiração contra a ditadura: atuação de Juraci no Nordeste e suas ligações com o Rio; retorno do entrevistado à Bahia; exoneração de Landulfo Alves; nomeação de Pinto Aleixo; início da redemocratização; surgimento da UDN; reconciliação de Mangabeira com Juraci; estruturação da UDN na Bahia: adesão dos chefes sertanejos; a campanha udenista na Bahia; eleições estaduais; apoio de Juraci a Mangabeira para o governo do estado; política de coalizão; Clemente Mariani no Ministério da Educação; união da bancada baiana; garantia de recursos para a Bahia; comissão do Vale do São Francisco: criação da hidrelétrica; poderio eleitoral da região; governo Mangabeira: aproximação com Dutra e realizações na Bahia; cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas: apoio da UDN baiana; posição da UDN nacional; sucessão de Dutra; estremecimento do entrevistado com Juraci: apoio a Cristiano e ingresso no PR; sucessão na Bahia; apoio a Mangabeira e a Régis Pacheco; encontro do entrevistado com Bernardes; chefia do PR baiano; vitória de Vargas em 1950: absorção de Juraci pelo governo Vargas; apoio do entrevistado a Calmon contra Balbino; apoio do PSD a Vargas em 1950; sucessão de Balbino; eleição de Juraci para governador da Bahia; reencontro do entrevistado com Juraci; seu apoio a Juscelino em 1955; barragem de Três Marias; conquista de influência política.

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