Manuel Domingos Neto

Entrevista

Manuel Domingos Neto

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Celso Castro
Data: 21/10/2013
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h42min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Manuel Domingos Neto
Formação:
Atividade:

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Juliana Rodrigues de Oliveira Souza;

Técnico Gravação: Ninna Carneiro;

Sumário

Entrevista: 21.10.2013


Origens familiares e Ditadura Militar: a profissão dos avôs e os negócios do pai; a visão política dos pais e as relações familiares; a expulsão do colégio no ginásio;os estudos e o serviço militar: a relação com os parentes presos; o início de uma consciência política; os conflitos escolares; o CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva) e a indecisão de seguir uma carreira acadêmica; a conciliação do serviço militar e as manifestações; as atuações descompromissadas e o amadurecimento político; os primeiros contatos com a AP (Ação Popular); a relação com os colegas do CPOR e a sua formatura;universidade e militância: a admissão nos cursos de História e Direito; a expulsão da faculdade com o decreto 477; a participação na AP; a prisão em 1971 e a denúncia de tortura;luta armada e clandestinidade: o interesse pela luta armada já durante do CPOR; a soltura por inconsistência de acusações; a clandestinidade e a fuga para Paris;a universidade em Paris: os contatos na capital francesa; o patrocínio do cientista Pierre Monbeig para continuar os estudos em Paris; os diversos empregos e os apoios financeiros que mantiveram os seus estudos na França; a militância na França pra denunciar os abuso e torturas que aconteciam no Brasil;pós-graduação: a conclusão da graduação e o início do mestrado; a orientação e as fontes de pesquisa em Vincennes e Quai d’Orsay; a influência do cientista político Alain Rouquié; a conciliação com o doutorado logo em seguida à finalização do mestrado; a relação com o Mauro e o Rouquié; a fotografia ao lado do Eliézer, Rouquié e António Carlos Peixoto na Sciences Po; a mesa redonda promovida pelo Rouquié em torno da política de clivagem nas Forças Armadas; a influência dos professores Eric Hobsbawn, Pierre Vilar e Nicos Poulantzas;o aprofundamento na área de estudos das Forças Armadas: o debate sobre as divisões internas das Forças Armadas; o pouco contato com a produção de estudos sobre as questões organizacionais no Brasil; o primeiro contato com a obra do José Murilo “As Forças Armadas na Primeira República”; a crítica à obra do Alfred Stepan “Os militares na política”; o convite para dar continuidade ao tema da sua tese nos Estados Unidos; o projeto do livro “Os partidos militares no Brasil”;a volta para o Brasil: a volta para o Brasil um pouco antes do período de anistia e o último retorno à Paris para a defesa da tese; a oportunidade de emprego no Piauí; a pesquisa no CEPRO (Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí) e a história oral; a organização do Laboratório de História Oral e a publicação do “O que os netos dos vaqueiros me contaram” sobre a passagem da Coluna Prestes; o período no Rio de Janeiro; a pesquisa na Casa de Rui Barbosa sobre a bibliografia da Primeira República; o convite do Nelson Werneck Sodré para continuar estudando os militares; o encontro com o Francisco Ruas Santos; o recorte na Primeira República e a pouca afinidade com a produção intelectual da IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro);a redemocratização: a atuação política no PCdoB e o conselho do João Amazonas de ir para São Paulo; a perda de identificação com o PCdoB; a experiência do seu mandato de deputado federal; o encanto pelos trabalhadores rurais e o movimento sindical rural no Piauí; a discussão militar durante a sua participação como membro da Comissão de Orçamento e a conciliação com a questão da redistribuição fundiária nas suas posições políticas; a decepção com a perda de espaço das pautas da Reforma Agrária e a afeição por cidades de interior junto as crítica às megalópoles;a vida universitária: a passagem da vida política para a vida universitária; a volta para o Ceará e a criação do doutorado em sociologia com os antigos colegas; a continuação da pesquisa sobre a construção do Estado Nacional a partir dos problemas da vida rural e as instituições da força; a discussão da nacionalidade e a criação do Observatório das Nacionalidades; a vice-presidência do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico); a criação de novas bolsas e o problema da renovação;as pautas no CNPq e a Antropologia dos Militares: a preservação da história da ciência no Brasil e a nova Tabela de Classificação das Áreas de Conhecimento nas pautas do CNPq; a permanência nos estudos e eventos sobre os militares e as Forças Armadas; a dificuldade de estudar os organismos militares; a rejeição dos próprios cientistas sociais pelo tema da instituição militar e o déficit de referência teórica no âmbito do antagonismo humano;defesa nacional: A criação da ABED (Associação Brasileira de Estudos de Defesa); a substituição e transição do termo “Guerra” para “Defesa”; a eclosão dos cursos de Relações Internacionais e o tema da Segurança Nacional evadido das Ciências Sociais; o insucesso na tentativa de desenvolver os estudos acadêmicos sobre o tema da Defesa Nacional e as ciências militares; o ensino militar: as ciências militares, como ciência doutrinária, se perpetuando no estudo acadêmico; a falta de incentivo e recursos financeiros no programa Pró-Defesa; os cuidados com a composição e delimitação da ABED entre o civil e o militar nos âmbitos acadêmico e institucional; a relação entre passado, presente e futuro em contato com os militares; a necessidade da mudança da mentalidade do ensino militar e a quebra do corporativismo que subtraem a democracia da sociedade; ABED atualmente: o afastamento das relações da sociedade civil e dos militares e o papel da classe política na manutenção dessa democracia; os próximos passos da ABED - o esclarecimento dos estudos de Defesa e a separação da doutrinação; o diálogo com a comunidade acadêmica e a ampliação do tema para as demais áreas como a Filosofia e a Economia; a relação da ABED com os integrantes das corporações militares.
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