Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau

Entrevista

Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau

Entrevista realizada no contexto da pesquisa "Trajetória e desempenho das elites políticas brasileiras", sendo parte integrante do projeto institucional do Setor de História Oral do CPDOC, em vigência desde sua criação em 1975. A escolha da entrevistada se justificou por se tratar da irmã de Miguel Arraes e por sua colaboração na ação política do mesmo enquanto governador. Além disso, testemunhou os acontecimentos que culminaram na prisão e deposição do irmão e deu apoio aos exilados brasileiros na França na época da ditadura.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Alzira Alves de Abreu
Dulce Chaves Pandolfi
Data: 17/2/2006
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h33min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau
Nascimento: 8/5/1926; Araúpe ; PE; Brasil ;

Falecimento: 17/6/2008; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Graduação em Sociologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ). Pós-graduação em Psicologia na França.
Atividade: Presidente da Juventude Universitária Católica (1948-1950), tendo se tornado assistente de dom Hélder câmara. Participou do movimento de cultura popular, no Recife, ao lado do educador Paulo Freire. Foi presa e exilada após o golpe de 1964. Trabalhou como adida cultural na Embaixada brasileira na França (1984). Foi secretária de cultura do Ceará, cargo assumido em 1987. Em 1997, foi nomeada reitora da Universidade Regional do Cariri. Fundou uma ONG voltada para a preservação da região onde nasceu, a chapada do Araripe, localizada na junção dos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí.

Equipe

Levantamento de dados: Alzira Alves de Abreu;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Alzira Alves de Abreu;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Adriana Mattos de Oliveira;

Temas

Casamento;
Exílio;
Feminismo;
Formação acadêmica;
França;
Golpe de 1964;
Hélder Câmara (Dom);
Miguel Arraes;
Política;
Pontifícia Universidade Católica;
Redemocratização de 1945;

Sumário

Entrevista: 17/02/2006
Faixa 1: origens familiares; lembranças dos motivos que levaram sua família a se mudar de Araripe (Ceará) para o Crato e Juazeiro do Norte, e das transformações empreendidas por seu pai e seu tio em ambas as cidades; comentários sobre sua ida para o Rio de Janeiro com o intuito de estudar no Colégio Sacré-Coeur de Marie; relato do início de sua amizade com Dom Hélder Câmara e sua transferência para o Colégio Santo Amaro; observações a respeito de sua saída do internato para morar com seu irmão Miguel Arraes de Alencar, primeiro no Rio de Janeiro e posteriormente no Recife; considerações acerca de sua ida para a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) para cursar Ciências Sociais; relato de sua vitória nas eleições para a presidência da Juventude Universitária Católica (JUC); breves comentários sobre a redemocratização ocorrida no Brasil em 1945; lembranças de sua ida, como presidente da JUC nacional a um Congresso na Europa e seu estágio no Centro de Economia e Humanismo (França) com o dominicano Louis Joseph Lebret; comentários sobre sua volta ao Brasil e seu casamento com Pierre Maurice Gervaiseau (1951); considerações a respeito da formação acadêmica de Pierre Maurice Gervaiseau; observações sobre sua volta para a França e sua vinda após dois anos para o Brasil, Curitiba, onde Pierre foi convidado para criar a estrutura de um instituto de pesquisa agrícola; breve relato de sua volta, junto com Pierre, para a França, onde ele foi ser funcionário do Instituto Nacional de Economia e Estatística; considerações sobre sua decisão, juntamente com Pierre, de morar definitivamente no Brasil no momento da campanha de Miguel Arraes para a prefeitura do Recife; relato da morte de Célia de Souza Leão, esposa de Miguel Arraes e situação política do Recife neste momento; considerações sobre sua amizade com Paulo Freire e o convite para trabalhar como sua assistente; comentários acerca de sua situação após o Golpe de 1964: cerco dos militares à sua casa e prisão de Miguel Arraes.


Faixa 2: descrição de sua visita a Miguel Arraes na prisão (1964); relato da entrada de militares no Palácio dos Manguinhos a sua procura; esclarecimentos acerca do mito criado pela direita política em torno de sua figura e sua real participação no governo de seu irmão Miguel Arraes; relato do período em que ficou sob prisão domiciliar e sua posterior saída do Brasil rumo à França após o Golpe de 1964; lembranças de sua chegada à França em agosto de 1964; comentários acerca dos contatos travados por ela e por Pierre, na França, no intuito de denunciar o que estava ocorrendo no Brasil (1964-1968); considerações sobre a hospitalidade dos franceses com os exilados brasileiros; observações a respeito da maneira através da qual chegavam informações sobre o Brasil, principalmente após 1968, até a França; comentários sobre a importância dos contatos travados por ela e por Pierre, na França, anteriores ao Golpe de 1964; observações acerca de Dom Hélder e as denúncias do Regime Ditatorial sob o qual o Brasil estava vivendo; considerações a respeito dos exilados brasileiros que chegaram à França em troca do embaixador americano Charles Burke Elbrick; lembranças das tentativas dos brasileiros residentes na França de mostrar, aos franceses, o Brasil através de festivais de cinema e criação de uma galeria de arte sul-americana; comentários sobre Simone de Beauvoir e o movimento feminista brasileiro na França; relato de como ela, Pierre e seus amigos se relacionavam com as pessoas vindas do Brasil para a França de diferentes organizações de esquerda; considerações acerca do tratamento dispensado pela embaixada do Brasil a entrevistada e relato das pressões americanas sobre a embaixada brasileira; lembranças de uma manifestação ocorrida na França contra a Ditadura brasileira; comentário sobre o Partido Comunista Francês.


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