Mozart dos Santos Melo

Entrevista

Mozart dos Santos Melo

Entrevista realizada no contexto do projeto "A propaganda brasileira: trajetórias e experiências dos publicitários e das instituições de propaganda", desenvolvido pelo CPDOC por iniciativa da ABP - Associação Brasileira de Propaganda e com apoio da Souza Cruz S.A., entre março de 2004 e fevereiro de 2005. Um dos objetivos do projeto foi dar início à constituição de um acervo de entrevistas sobre a história da propaganda brasileira, ouvindo publicitários que tiveram atuação destacada a partir da segunda metade do século XX. Notas das entrevistas elaboradas por Anna Carolina Meirelles da Costa, Ilana Strozenberg, Luciana Quillet Heymann, Luisa Lamarão, Maurício Xavier, Regina Santiago e Verena Alberti. A escolha do entrevistado justificou-se, entre outras coisas, por ter sido vice-presidente da Associação Brasileira de Propaganda e presidente da Associação Brasileira das Agências de Propaganda (ABAP) entre 1982 e 1984.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Luciana Quillet Heymann
Ilana Strozenberg
Data: 4/6/2004
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 5h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Mozart dos Santos Mello
Nascimento: 23/2/1928; Campinas; SP; Brasil;

Formação: Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro; curso de Jornalismo na Faculdade Nacional de Filosofia (1954).
Atividade: Repórter do Correio da Manhã (1948-53); jornalista da Revista Visão (1953); supervisor-geral de criação e planejamento de campanhas na Mccann-Erickson (1955-75); vice-presidente da Associação Brasileira de Propaganda; sócio-fundador da L&M propaganda; presidente da Associação Brasileira das Agências de Propaganda - ABAP (1982-84); vice-presidente da Associação Brasileira de Propaganda - ABP (1983-85); diretor da MPM propaganda no Rio de Janeiro (1987); vice-presidente executivo da SGB Publicidade.

Equipe

Levantamento de dados: Regina Santiago;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Regina Santiago;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Maurício Silva Xavier;

Temas

Assis Chateaubriand;
Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP);
Associação Brasileira de Propaganda (ABP);
Comunicação de massa;
Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar);
Direito;
Eduardo Gomes;
Faculdade Nacional de Filosofia;
Governo federal;
Imprensa;
Jornalismo;
Literatura;
Marketing;
Propaganda;
Propaganda política;
Publicidade;
Rádio Globo;
Rádio Nacional;
Radiodifusão;
Televisão;
Veículos de comunicação;

Sumário

Entrevista: 04/06/2004
Fita 1-A: origens familiares; atividades profissionais dos pais; formação escolar do entrevistado; a graduação na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (1952); a opção pelo jornalismo; a experiência como jornalista no Correio da Manhã, a partir de 1948: passagem pela cobertura policial e a mudança para o jornalismo político; comentários sobre o apoio do Correio da Manhã à candidatura Eduardo Gomes; cobertura da campanha de Eduardo Gomes feita pelo entrevistado.

Fita 1-B: a saída do Correio da Manhã e a entrada para a revista Visão (1953); a mudança para a McCann-Erickson no cargo de redator publicitário (1955); perfil de Armando de Moraes Sarmento; a graduação em jornalismo na Faculdade Nacional de Filosofia (1951-54); período como repórter itinerante na revista Visão, cobrindo acontecimentos em todo o país (1953).

Fita 2-A: comentários sobre a graduação na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro; período como professor nos cursos de aperfeiçoamento profissional da ABP - Associação Brasileira de Propaganda, nos anos 1960; o trabalho como supervisor-geral de criação e planejamento de campanhas na McCann-Erickson; a divisão de tarefas em uma agência de publicidade; comentários sobre a propaganda na Televisão.

Fita 2-B: descrição das atribuições dos departamentos de pesquisa das agências de publicidade; considerações sobre o mercado de propaganda no Rio de Janeiro na década de 1950; comentários sobre a importância da entrada da McCann-Erickson no mercado brasileiro; o papel de Cícero Leuenroth como pioneiro na propaganda brasileira; a influência do modelo norte-americano de organização das agências de publicidade.

Fita 3-A: comentários sobre a opção de deixar o jornalismo e ingressar na propaganda; motivos pelos quais o entrevistado deixou a McCann-Erickson (1975); descrição das subdivisões da McCann-Erickson; a fundação da empresa do entrevistado, a agência L&M Propaganda, no início dos anos 1970; formação e dissolução da agência MM&C, da qual o entrevistado também foi sócio; contatos do entrevistado com Lindoval de Oliveira, seu sócio na L&M; os motivos que levaram à dissolução da L&M Propaganda.

Fita 3-B: marcos na história da propaganda brasileira no século XIX; comentários sobre literatos brasileiros que atuaram na área de propaganda; a importância das revistas como veículo de propaganda; papel do rádio na comunicação de massa e sua utilização para a propaganda; comentários sobre a introdução do rádio no Brasil (1922).

Fita 4-A: características do rádio como veículo de propaganda a partir dos anos 1930; a importância da Rádio Nacional na sociedade brasileira; opinião do entrevistado sobre o programa Repórter Esso; a importância das novelas de rádio, a partir dos anos 1940; o papel de Assis Chateaubriand na introdução da televisão como veículo de comunicação no Brasil; realização de cursos de aperfeiçoamento na sede da McCann-Erickson nos Estados Unidos.

Fita 4-B: divergências com o sócio Lindoval de Oliveira acerca das contas de governo na década de 1970; comentários sobre os trabalhos realizados para empresas estatais no período da MPM; opinião do entrevistado sobre marketing político; comentários sobre slogans marcantes nas campanhas publicitárias; contatos com Altino João de Barros.

Fita 5-A: a importância do rádio na juventude do entrevistado; comentários sobre a utilização de jingles nas campanhas publicitárias; opinião do entrevistado sobre a elaboração do Código Brasileiro de Auto-regulamentação Publicitária, no final da década de 1970; a importância do I Congresso Brasileiro de Propaganda (1957), que resultou na elaboração das normas-padrão para a prestação de serviços pelas agências, no Instituto Verificador de Circulação (IVC) e no Código de Ética dos Profissionais da Propaganda.

Fita 5-B: comentários sobre a importância da revista Propaganda no mercado brasileiro; a criação do Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar), em 1980; atuação do entrevistado como conselheiro no Conar; a importância do Conar para propaganda brasileira; comentários sobre a atuação do entrevistado como vice-presidente jurídico da ABP - Associação Brasileira de Propaganda; atividade do entrevistado após sua aposentadoria da propaganda, como perito para assuntos de direito autoral e propriedade industrial.

Fita 6-A: a passagem pela MPM Propaganda após a dissolução da L&M; período na vice-presidência executiva da SGB Publicidade; as formas de atuação do Conar no mercado brasileiro; discussão sobre o caso de veiculação de dois anúncios de cerveja (Brahma e Schincariol) utilizando o mesmo compositor (Zeca Pagodinho), em março de 2004; comentários sobre questões de plágio na propaganda brasileira.

Fita 6-B: avaliação da situação atual do mercado de propaganda brasileiro; considerações sobre as diferenças entre os mercados de propaganda no Rio de Janeiro e São Paulo; opinião do entrevistado sobre a tendência de fusão das agências de publicidade.
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