Nelson Manoel de Mello e Souza

Entrevista

Nelson Manoel de Mello e Souza

Entrevista realizada no contexto do projeto "EBAPE: 50 anos de história" desenvolvido pelo CPDOC em convênio com a Escola Brasileira de Administração Pública, entre junho de 2001 e março de 2002. O projeto resultou na publicação do livro "A ESCOLA que faz Escola: EBAPE 50 anos, depoimentos ao CPDOC" / Organizadoras: Helena Bomeny e Marly Motta. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. A escolha do entrevistado se justificou por ter sido um dos primeiros professores da EBAP. O objetivo desta entrevista foi acompanhar a trajetória da EBAP desde as origens até hoje (época do projeto).
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: BOMENY, Helena; MOTTA Marly (Orgs.). A ESCOLA que faz Escola: EBAP 50 anos, depoimentos ao CPDOC. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 2002. 492p. il.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Marly Silva da Motta
Data: 27/7/2001
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h35min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Nelson Manoel de Mello e Souza
Nascimento: 21/5/1926; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.
Atividade: Vice-chanceler da Faculdade Estácio de Sá.

Equipe

Levantamento de dados: Marly Silva da Motta;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marly Silva da Motta;

Transcrição: Claudia Peçanha da Trindade;

Conferência da transcrição: André Vianna Dantas;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Administração pública;
Anos 1950;
Ato Institucional, 5 (1968);
Bolsas de estudo e de pesquisa;
Formação acadêmica;
Formação profissional;
Golpe de 1964;
Instituto Superior de Estudos Brasileiros;
Itália;
Organização dos Estados Americanos;
Professores estrangeiros;
Reforma agrária;
Repressão política;
União Nacional dos Estudantes;

Sumário

FITA 1-A: Considerações iniciais sobre a sua formação (da década de 1940 para 1950); atividades profissionais em escritório de advocacia (51/54); a entrada na EBAP em 55: as motivações iniciais, o trabalho com professores estrangeiros, a relação com Guerreiro Ramos, o conteúdo da disciplina (Cultura Brasileira) ministrada em conjunto com Guerreiro Ramos; sobre a estrutura do curso de Administração Pública da EBAP: o peso do enfoque sociológico do curso, o papel decisivo de Guerreiro Ramos na orientação do curso; comentários sobre a relação cotidiana com Guerreiro Ramos e sua prática docente.

FITA 1-B: Comentários sobre a relação cotidiana com Guerreiro Ramos e sua prática docente (cont.); as relações da EBAP com outras instituições: o ISEB e a UNE; as concepções acerca do conceito de administração dentro da EBAP; as esferas da administração (técnica, política e de apoio); sobre a teoria administrativa nos anos 50 e a clareza de propósitos da Escola por parte de professores e alunos; sobre o perfil do alunado nos anos 50; a importância das bolsas de estudo como chamariz para os potenciais alunos, nos anos 50; os critérios de seleção para ingresso na EBAP, nos anos 50; novos comentários sobre o perfil do alunado nos anos 50: a atuação política e a UNE; a ida para a Universidade da Califórnia do Sul (1960-61?): o projeto de mestrado, o retorno abrupto; o trabalho paralelo na Superintendência da Reforma Agrária (SUPRA).

FITA 2-A: O trabalho paralelo na Superintendência da Reforma Agrária (SUPRA) (cont.): a repercussão dentro da EBAP, a vivência da esfera política da administração, a ida para a Itália para estudar reforma agrária (1963); estoura a "Revolução" no Brasil (1964); a tarefa da Escola na formação do administrador também nos aspectos políticos da profissão; breves comentários acerca do impacto "Revolução" sobre a estrutura organizacional da EBAP; a ida para os Estados Unidos (agosto/1964) após retorno da Itália (maio/64): a breve permanência, o inquérito, a decisão de ausentar-se do país em face do contexto político, o trabalho na Organização dos Estados Americanos (OEA); o retorno ao Brasil e à EBAP em 1966: a atividade docente e o fechamento do regime com o Ato Institucional n.º 5 (1968); a opção por ausentar-se mais uma vez do país em face do contexto político (1969): o retorno à OEA; a repressão política aos alunos da Escola (1966-1969); a instauração do governo militar e a frustração dos projetos políticos da EBAP; o retorno ao Brasil em 1979: o não-retorno imediato à EBAP; sobre as mudanças sofridas pela EBAP nos dez anos de sua ausência: o fim do curso de graduação; sobre o projeto de reimplantação do curso de graduação na Escola a partir de 2002.

FITA 2-B: sobre o projeto de reimplantação do curso de graduação na Escola a partir de 2002 (cont.): diferenças e semelhanças entre a proposta atual e a dos anos 50, o redirecionamento do enfoque do curso para a administração de empresas; comentários acerca da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP)
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