Odilo Costa Filho I

Entrevista

Odilo Costa Filho I

Esta entrevista é parte integrante de uma série de depoimentos realizados pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entre 1977/1979 e doadas ao CPDOC em 15/08/1996. A escolha do entrevistado se justifica por ter sido Presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da ABI.
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Não há informação
Data: 15/8/1996
Local(ais):
Não há informação ; - ; -

Duração: 3h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Odilo Costa Filho
Nascimento: 14/12/1914; São Luís; MA; Brasil;

Falecimento: 19/8/1979; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Bacharel em Direito pela Universidade do Brasil (atual UFRJ).
Atividade: Jornalista; trabalhou no jornal do Comercio, no Diário de Notícias, no Jornal do Brasil e na Tribuna da Imprensa; trabalhou nas revistas Senhor, O Cruzeiro, realidade e Veja; presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa do ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Eleito em 1969 para a cadeira nº 15, da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Guilherme de Almeida, foi recebido em 24 de julho de 1970 pelo acadêmico Peregrino Júnior.

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Adriana Mattos de Oliveira;

Temas

Assis Chateaubriand;
Atividade profissional;
Censura;
Condessa Pereira Carneiro;
Correio da Manhã;
Departamento de Imprensa e Propaganda;
Diário Carioca;
Diário de Notícias;
Estado Novo (1937-1945);
Félix Pacheco;
Governo Café Filho (1954-1955);
Governo Getúlio Vargas (1934-1937);
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961);
Governo Nereu Ramos (1955-1956);
Henrique Teixeira Lott;
História da imprensa;
Imprensa;
Jornal do Brasil;
Jornal do Comércio;
Jornalismo;
Liberdade de imprensa;
O Globo;
Orlando Dantas;
Revolta de Aragarças (1959);
Revolta de Jacareacanga (1956);
Tribuna da Imprensa;

Sumário

1ª Entrevista: cerca de 1978 a 1979

Fita 1-A: lembranças de seu desejo em seguir a carreira jornalística desde a infância e criação do semanário Cidade Verde, em Teresina (Piauí) no ano de 1929; relato de sua ida para o Rio de Janeiro (1930) e suas primeiras tentativas de conseguir emprego na capital; comentários acerca de seu primeiro emprego (1931), como repórter do Jornal do Comércio a convite de Félix Pacheco; observações sobre a imprensa carioca nos anos de 1930; considerações a respeito da divisão da reportagem do Jornal do Comércio (1931) e do Jornal do Brasil (1956) em setores; lembranças de seu trabalho no Jornal do Comércio como repórter, cobrindo o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e da gestão de Lindolfo Leopoldo Boekel Collor (1931-1932) à frente do ministério; considerações sobre a existência de um diálogo entre os ministros do governo de Getúlio Dornelles Vargas com a opinião pública através da imprensa; relato da rotina dos repórteres que trabalhavam no Jornal do Comércio; considerações acerca da não existência de máquinas de escrever na redação do Jornal do Comércio, o qual era redigido a mão; comentários sobre Vítor Viana: "grande articulista do Jornal do Comércio".

Fita 1-B: panorama geral acerca da imprensa carioca: O Globo, Jornal do Comércio, Tribuna da Imprensa, Diário Carioca, Diário de Notícias, Correio da Manhã e o Jornal do Brasil; relato do início da reforma do Jornal do Brasil e o convite feito ao entrevistado pela Condessa Maurina Dushee de Abranches Pereira Carneiro para que este comandasse a reforma; comentários acerca da organização técnica do Jornal do Brasil antes da reforma; lembranças do início de seu trabalho no Jornal do Brasil; considerações a respeito das admissões efetuadas pelo entrevistado para a redação do Jornal do Brasil; comparação entre a linha editorial do Jornal do Brasil antes e após a sua chegada na redação; considerações acerca da força que o Jornal do Brasil foi adquirindo ao longo de sua reforma; comentários a respeito das reações dos leitores às inovações que estavam sendo efetuadas no Jornal do Brasil.

Fita 2-A: considerações acerca das reações dos leitores às inovações que estavam ocorrendo no Jornal do Brasil; observações a respeito da valorização da profissão do repórter e a contribuição dada pelo Jornal do Brasil para essa valorização; comentários acerca do poder exercido pela imprensa na sociedade; considerações a respeito das relações entre o governo do presidente João Fernandes Campos Café Filho (1954-1955) e a imprensa; observações sobre diversos momentos de censura à imprensa no Brasil: breves períodos durante o governo de Prudente José de Morais e Barros (1894-1898), governo de Artur da Silva Bernardes (1922-1926), governo do Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca (1910-1914) e governo de Getúlio Dornelles Vargas - Governo Provisório (1934-1937) e Estado Novo (1937-1945); relatos da censura exercida pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e recusa do Diário de Notícias em se submeter a tal censura; comentário acerca das diversas formas de se exercer censura à imprensa; observações a respeito dos prejuízos que a censura do DIP causou à imprensa brasileira; considerações sobre o jornal de José do Patrocínio A Cidade do Rio, no dia 15 de novembro de 1889; breves comentários acerca dos objetivos de Rodolfo Epifânio de Souza Dantas ao fundar o Jornal do Brasil (1891) e o surgimento da entrevista e da reportagem nos jornais brasileiros; observações a respeito do funcionamento dos jornais que tinham suas redações divididas em setores.

Fita 2-B: considerações sobre a importância do repórter parlamentar; comentários acerca de sua saída do Jornal do Brasil; observações a respeito das mudanças que o entrevistado efetuou no Jornal do Brasil; considerações acerca do trabalho do copidesque no Jornal do Brasil; comentários sobre a separação, nas reportagens do Jornal do Brasil, entre os comentários e os fatos; breves considerações a respeito do papel dos jornais, no Brasil, como um instrumento de cultura popular; observações sobre a valorização da profissão de jornalista a partir da reforma do Jornal do Brasil; relato do aumento das vendagens do Jornal do Brasil após o início de sua reforma; exposição de sua passagem pela revista Senhor; comentários acerca de sua ida para O Cruzeiro e suas relações com Francisco de Assis Chateaubriand.

Fita 3-A: considerações a respeito de suas relações com Francisco de Assis Chateaubriand e seu trabalho na revista O Cruzeiro Internacional; comentários acerca da relação entre o início da reforma do Jornal do Brasil e a queda do Estado Novo (1937-1945); observações a respeito da posição de Orlando Dantas, proprietário do Diário de Notícias, em não aceitar as subvenções do DIP; relato de sua defesa pela elevação dos salários dos jornalistas para que fosse possível a profissionalização deste ofício; considerações sobre o papel da Condessa Maurina Dushee de Abranches Pereira Carneiro com o auxílio de seu genro Manuel Francisco do Nascimento Brito na renovação do Jornal do Brasil; relato de algumas experiências de reforma em jornais anteriores à do Jornal do Brasil: Diário Carioca, Tribuna da Imprensa e Última Hora; observações acerca de alguns jornais concorrentes ao Jornal do Brasil: Correio da Manhã e O Globo; comentários sobre a situação atual da imprensa brasileira; lembranças da liberdade de imprensa existente durante o governo de João Fernandes Campos Café Filho e de um período de censura durante o governo de Nereu de Oliveira Ramos (1955-1956); considerações a respeito da relativa liberdade de imprensa existente durante o governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956-1961).

Fita 3-B: comentários acerca do Marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott; observações sobre um projeto de lei de imprensa enviado ao Congresso por Juscelino Kubitschek de Oliveira; lembranças do tratamento dado pela imprensa aos levantes militares (1957 em Jacareacanga e 1959 em Aragarças) e o quebra-quebra dos bondes no Rio de Janeiro ocorridos durante o governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira; considerações a respeito da relação existente entre Juscelino Kubitschek de Oliveira e o Partido Comunista; comentários acerca das transformações pelas quais o Brasil está passando; relatos sobre as relações entre a ESSO Brasileira de Petróleo e a imprensa.
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