Ondina Fachel Leal

Entrevista

Ondina Fachel Leal

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória de um Office na periferia: o Escritório da Fundação Ford no Brasil”, desenvolvido em convênio com a Fundação Ford, entre janeiro de 2011 e julho de 2012, com o objetivo de constituir um acervo de depoimentos histórico-documental sobre os 50 anos da atuação da Fundação Ford no Brasil e a posterior disponibilização dos depoimentos gravados na internet.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Lúcia Lippi Oliveira
Helena de Moura Aragão
Data: 21/10/2011
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h33min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Ondina Fachel Leal
Formação: Graduação em Bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1970-1980); Mestrado em Programa de Pós Graduação em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1981-1983); Mestrado pela University of California (1983-1985); Doutorado em PhD in Anthropology pela University of California (1983-1989); Pós-Doutorado pelo Laboratoire de Antropologie Urbaine (1992); Pós-Doutorado Harvard Medical School (1996-1997).
Atividade: Professora Titular do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). De Janeiro de 2000 até dezembro de 2006, coordenou (Program Officier) o Programa de Sexualidade e Saúde Reprodutiva da Fundação Ford, Escritório do Brasil. Desde 1998, é membro do Comite de Pesquisa em Ciencias Sociais e Saúde Reprodutiva - World Health Organization (WHO) em Genebra. É membro do Technical Review Panel (TRP) do The Global Fund to Fight AIDS, Tuberculosis and Malaria, Genebra, 2009. Tem experiência na área de antropologia aplicada à saúde; antropologia médica; saúde reprodutiva, sexualidade e gênero; cultura segurança em empresas de grande porte e Propriedade Intelectual Desenvolve a pesquisa "Cultura de Segurança: estudo socio-antropológico da vulnerabilidade do trabalhador frente ao risco industrial" (2007-2010).

Equipe

Levantamento de dados: Helena de Moura Aragão;Verônica R. Bevilacqua Otero Spicer;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Helena de Moura Aragão;Lúcia Lippi Oliveira;

Transcrição: Leticia Cristina Fonseca Destro;

Conferência da transcrição: Verônica R. Bevilacqua Otero Spicer;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Laura Mie de Azevedo Nicida;

Temas

AIDS(doença);
Antropologia;
Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS;
Ciências Sociais;
Congressos e conferências;
Demografia;
Ensino superior;
Ford Company;
Fundação Ford;
Igreja;
Legalização do aborto;
Mão de obra;
Marcas e patentes;
Mulher;
Organizações não governamentais;
Planejamento familiar;
Política científica e tecnológica;
Políticas públicas;
Pós - graduação;
Regime militar;
Sexualidade;
Sociedade civil;
Universidade da Califórnia;
Universidade de Harvard;
Universidade Federal do Rio Grande do Sul;

Sumário

Entrevista 21 de outubro de 2011: A graduação em Ciências Sociais e o mestrado na área de antropologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); o doutorado em Berkeley na área de etnografia e população gaúcha; a pesquisa do Núcleo de Antropologia do Corpo e da Saúde (Nupacs) na UFRGS financiada pela Organização Mundial de Saúde e pela Fundação Ford; o pós doutorado em Harvard na área de Antropologia Médica; o processo de entrada na Fundação Ford na área de saúde reprodutiva como primeira Program Officer nativa brasileira; a pré e a pós ruptura da Fundação Ford com a Ford Motors; o papel da agências multilaterais filantrópicas; opinião sobre o programa de População; a questão da mulher e da força de trabalho; os impactos do programa de População; o programa “Bem Estar Familiar no Brasil” (Bemfam); as políticas públicas relacionadas à questão de planejamento familiar durante a época da ditadura militar e o impacto da igreja nessas políticas; o índice Perkin; a importância da Ford para os cientistas sociais e para a consolidação da área da demografia no Brasil; as conferências de população e o caso especifico da Conferência de População de Bucarest em 1974; o Fundo Global de Luta Contra AIDS, Tuberculose e Malária; a composição dos comitês técnicos; o papel das agências na dinâmica multilateral; a mudança de abordagem do Programa de População no final dos anos 1970; a Conferência do Cairo de 94; a transformação das lutas de movimentos sociais em políticas públicas; a AIDS no Brasil e o apoio da Fundação e da sociedade civil neste tema; a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA); a posição do Brasil e do governo Americano em relação a AIDS; a questão do Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips) e de patenteamentos; a entrada como program officer na área de Sexualidade e Saúde Reprodutiva; a estrutura e funcionamento dos programas da Fundação; as figuras de Rebecca Reichmann e Sarah Costa; o perfil, a avaliação de escolha e o acompanhamento das ONGs e associações que recebiam os financiamentos; a questão da discussão do aborto; opiniões sobre o tempo de duração dos contratos na Fundação; donatários marcantes durante os sete anos em que esteve na Fundação; a saída da Fundação Ford e a volta para a academia.
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