Paulo Duarte III

Entrevista

Paulo Duarte III

Esta entrevista é parte integrante de uma série de entrevistas do acervo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), realizadas entre 1977 e 1979. Doadas ao CPDOC em 15/08/1996. O entrevistado participou da Revolução de 1930 e integrou o Estado-Maior da Revolução Constitucionalista de 1932. Membro da comissão organizadora da USP e fundador da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Colaborou com Paul Rivet na organização e implantação do Museu do Homem, em Paris. Fundou e dirigiu o Instituto de Pré-História da USP (1961-1969).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Não há informação
Data: 16/12/1978
Local(ais):

Duração: 1h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo Alfeu Junqueira de Monteiro Duarte
Nascimento: 17/11/1899; São Paulo; SP; Brasil;

Falecimento: 23/3/1984; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Bacharelado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (1924).
Atividade: Jornalista; participou da Revolução de 1930; integrou o estado-maior da Revolução Constitucionalista de 1932; especializando em antropologia geral e pré-história no museu de Paris; com a anistia volta ao Brasil (1934); organizou e dirigiu o departamento de cultura da prefeitura de São Paulo; membro da comissão organizadora da USP e fundador da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa de SP pelo Partido Democrático (1934-1937); foi expulso novamente do país, com o advento do Estado Novo, passou a colaborar com Paul Rivet na organização e implantação do Museu do Homem, em Paris (1937-1946); foi secretário geral do Instituto Francês de Altos Estudos Brasileiros, diretor do setor de língua portuguesa do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, diretor do Museu Paulista, fundador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, membro da comissão organizadora da UnB e professor catedrático de antropologia da USP e da UFRGS; fundou e dirigiu o instituto de pré-história da USP (1961-1969); foi expulso da universidade e cassado pelo AI-5 (1969).

Equipe


Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Adriana Mattos de Oliveira;

Temas

Adolf Hitler;
Aliança Liberal (1929);
Censura;
Estado Novo (1937-1945);
Exílio;
História da imprensa;
Imprensa;
Integralismo;
Jornal do Comércio;
Jornal O Estado de São Paulo;
Jornalismo;
Liberdade de imprensa;
Plínio Salgado;
Revolução Constitucionalista (1932);
Revolução de 1930;
Socialismo;

Sumário

Entrevista: 16/12/1978

Fita 1-A: lembranças do início de sua carreira jornalística no Jornal do Comércio (1918); relato de sua saída do Jornal do Comércio e sua ida para O Estado de São Paulo (1918); comentários acerca de sua passagem da revisão do jornal O Estado de São Paulo para a redação, em substituição ao redator Otávio de Lima e Castro; considerações sobre seu cargo de secretário de Júlio Mesquita; comentários a respeito de sua posição e do Estado de São Paulo em favor da Revolução de 1930; lembranças de sua participação na fundação do jornal do Partido Democrático (PD) Diário Nacional e da censura sofrida pelo mesmo; relatos do período em que esteve preso sob a acusação de conspiração (1930) e de sua soltura logo após a queda do presidente Washington Luís Pereira de Sousa (1926-1930); observações acerca de sua participação na Aliança Liberal (AL) e na Revolução Constitucionalista de 1932.

Fita 1-B: lembranças de sua participação na Revolução Constitucionalista de 1932 e seu exílio na Europa; comentários acerca da oposição do jornal O Estado de São Paulo ao integralismo; considerações a respeito da censura do estado Novo (1937-1945); relato de sua amizade com Plínio Salgado e sua responsabilidade no exílio do mesmo; considerações a respeito dos planos de Adolf Hitler para o Brasil e a Argentina; observações sobre seu segundo exílio, durante o qual passou por diversos lugares: Europa, Argentina e Estados Unidos; lembranças de sua volta ao Brasil, após o exílio, e retomada de seu trabalho no jornal O Estado de São Paulo; observações a respeito da convivência entre suas idéias socialistas com as idéias liberais de O Estado de São Paulo; comentários sobre o ataque terrorista sofrido pelo O Estado de São Paulo; considerações acerca de Carlos Frederico Werneck de Lacerda; observações sobre a cassação de seu cargo de professor universitário e denúncia da destruição da universidade.
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