Paulo Mota Lima I

Entrevista

Paulo Mota Lima I

Esta entrevista é parte integrante de uma série de entrevistas do acervo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), realizadas entre 1977 e 1979. Doadas ao CPDOC em 15/08/1996. A escolha do entrevistado se justificou por sua atuação como repórter político e ex-dirigente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Forma de Consulta:
Entrevista em áudio disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Não há informação
Data: 27/6/1979
Local(ais):
Não há informação ; - ; -

Duração: 2h55min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Paulo Mota Lima
Nascimento: 1/1/0001; Recife; PE; Brasil;

Formação: Nasceu por volta de 1920. Jornalista.
Atividade: Repórter político e ex-dirigente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Começou a trabalhar no "o imparcial", de Macedo Soares. Posteriormente passou pelas redações da "manhã", de Mário Rodrigues, da "nação", de Leônidas de Rezende, da "esquerda", de Pedro Mota Lima e do "diário carioca", de Macedo Soares. Fez reportagem parlamentar e cobriu as Assembléias Constituintes de 1934 e 1946, além do senado.

Equipe


Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Adriana Mattos de Oliveira;

Temas

Aliança Liberal (1929);
Anarquismo;
Artes gráficas;
Assis Chateaubriand;
Atividade profissional;
Classe operária;
Diário Carioca;
Exploração de petróleo;
Governo Artur Bernardes (1922-1926);
Governo Washington Luís (1926-1930);
História da imprensa;
Imprensa;
Jornalismo;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Partido Trabalhista Brasileiro - PTB;
Petróleo;
Política;
Política nacional;
Política partidária;
Repressão política;
República Velha (1889-1930);
Revolta comunista (1935);
Revolta de 1922, RJ;
Samuel Wainer;
Sindicatos de trabalhadores;
Tribuna Popular;
União Democrática Nacional;

Sumário

1ª Entrevista: 27/06/1979 (data que está na base e escrita na fita) 22/06/1979 (data falada no início da entrevista)
Fita 1-A: lembranças do início de seu trabalho na imprensa: redação do jornal O Imparcial; breves considerações acerca da situação política do Brasil na década de 1920 e sua influência na imprensa; relato da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana (05 de julho de 1922); comentários acerca da atividade política brasileira na década de 1920: vida efêmera de alguns partidos, campanhas políticas marcadas pelas ofensas pessoais entre os candidatos, eleições corruptas e relativa liberdade de imprensa; observações a respeito das conseqüências da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana; relato da passagem do controle de O Imparcial para o governo e as mudanças de orientação sofridas pelo jornal; breves comentários acerca do jornal A Nação fundado por Leônidas de Rezende após sair da redação de O Imparcial; considerações a respeito dos mecanismos através dos quais os jornais se sustentavam na década de 1920; observações sobre as diferenças existentes entre os jornalistas de oposição ao governo e os jornalistas governistas; comentários acerca da publicidade existente nos jornais na década de 1920; observações a respeito do jornal de orientação esquerdista A Nação; considerações sobre o fim de A Nação e o destino de seus membros; comentários acerca da propaganda da Aliança Liberal e seus reflexos na imprensa; observações a respeito do jornal A Manhã de Mário Rodrigues; considerações sobre o jornal A Esquerda, fundado em 05 de julho de 1927 sob a direção de Pedro Motta Lima.

Fita 1-B: lembranças de sua vinda do Nordeste para o Rio de Janeiro e início de sua carreira jornalística; explicitação das diferenças entre jornais matutinos e jornais vespertinos; relato de sua trajetória profissional: trabalho na reportagem policial, repórter de polícia marítima, trabalho na reportagem geral e repórter político; considerações acerca da repercussão do noticiário de imprensa na década de 1920; comentários a respeito da existência de entidades encarregadas de defender os interesses dos jornalistas durante a década de 1920; relato do intenso relacionamento entre os jornalistas e os gráficos na década de 1920; observações sobre seu trabalho como secretário de oficina na fundação do Diário Carioca; considerações acerca do Diário Carioca, fundado em 1928 por José Eduardo de Macedo Soares; comentários sobre a parte gráfica do jornal O Imparcial e sua posição política de esquerda; lembranças da reportagem, feita por Mauro de Almeida, do mineiro que comprou um bonde; lembranças da habilidade do Ministro das Relações Exteriores do governo de Washington Luís Pereira de Sousa (1926-1930), Octávio Mangabeira em fazer com que os jornais não realizassem forte oposição ao Itamaraty; considerações acerca das informações das agências de notícias estrangeiras durante a década de 1920; observações a respeito das resistências ao governo do presidente Artur da Silva Bernardes (1922-1926).

Fita 2-A: comentários acerca do profissionalismo jornalístico de Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo; lembranças a respeito das condições de trabalho e salários dos jornalistas na década de 1920; relato de seu bom relacionamento com Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, apesar das divergências políticas entre ambos; lembranças do custo de vida na década de 1920; breves considerações a respeito da opinião pública em relação aos jornalistas e seu trabalho; comentários acerca da formação e funcionamento do Sindicato União dos Trabalhadores do Livro e do Jornal (UTLJ); observações a respeito dos seguintes jornais: A Nação, A Esquerda, A Noite, O Globo, O Correio da Manhã, O Imparcial e O Diário Carioca; considerações sobre a classe operária brasileira na década de 1920; comentários acerca de prisões de jornalistas por motivos políticos durante a década de 1920; relato de sua trajetória profissional; considerações sobre as várias prisões sofridas por Rubem Braga no Recife em decorrência do conteúdo político de seus artigos escritos na Folha do Povo, acarretando a sua transferência e substituição pelo entrevistado.

Fita 2-B: relato dos cinco anos e meio em que passou na prisão; comentários acerca do semanário Diretrizes, primeiro local em que trabalhou após sair da prisão; considerações sobre o fechamento da Diretrizes e sua volta para o Diário Carioca; lembranças de sua ida para a Imprensa Popular e seus trabalhos após o fechamento do jornal ocorrido no governo de Eurico Gaspar Dutra (1946-1951); relato das relações entre Samuel Wainer e seus companheiros de redação; considerações sobre suas origens familiares; breves comentários acerca da formação intelectual dos três irmãos Mota Lima: Pedro, Paulo e Rodolfo; observações a respeito da importância do jornal A Classe Operária e da influência do anarquismo no Brasil; considerações sobre a ligação de Maurício de Lacerda com o meio operário.

Fita 3-A: comentários sobre o jornal Voz Operária; considerações acerca da Tribuna Popular; lembranças do comício realizado no Largo da Carioca (Rio de Janeiro) em abril de 1946; relato da reação da Tribuna Popular ao rompimento das relações diplomáticas entre o Brasil e a União Soviética (1947) e cassação do registro do Partido Comunista no Brasil; observações acerca da maneira pela qual a Tribuna Popular via as manifestações das Forças Armadas pela nacionalização do petróleo; comentários sobre o debate entre monopólio estatal do petróleo ou abertura ao capital estrangeiro e as diferentes posições existentes dentro do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e da União Democrática Nacional (UDN); relato da relação entre o Partido Comunista e o Partido Socialista Brasileiro no Congresso; considerações a respeito do fechamento do Partido Comunista e da permissão, por parte do governo, da circulação da Tribuna Popular; observações acerca da Tribuna Popular: tiragem, aspectos gráficos e apoio a campanha de Iedo Fiúza à presidência da república em 1945; comentários a respeito dos ataques feitos por Carlos Lacerda à Iedo Fiúza.

Fita 3-B: comentários sobre o modo através do qual a Tribuna Popular tinha acesso ao noticiário internacional: recorria-se às agências internacionais; considerações acerca da mudança do nome da Tribuna Popular para Imprensa Popular; observações a respeito do deputado Roberto Morena; comentários sobre os deputados do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que se destacaram na Assembléia Constituinte e, posteriormente, na Câmara e no Senado: Luís Carlos Prestes, Carlos Marighella, Jorge Amado, Gregório Lourenço Bezerra, Trifino Correia e Roberto Morena; lembranças de um episódio ocorrido durante a Constituinte envolvendo Aparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (conhecido como Apporelly e/ou Barão de Itararé) e Getúlio Dornelles Vargas; considerações a respeito da maneira pela qual a Tribuna Popular tratava as questões do trabalhador, da polícia e do envolvimento social no crime; observações sobre o nível de qualificação dos membros da redação da Tribuna Popular; relato do funcionamento da Tribuna Popular como empresa e do nível salarial pago a seus funcionários; recordações da influência do Clube Militar na defesa do monopólio estatal do petróleo; considerações acerca da cobertura do futebol feita pela Tribuna Popular; comentários sobre o tratamento dado pela Tribuna Popular ao movimento de 27 de novembro de 1935 e ao aniversário do Partido Comunista; relato das relações entre comunistas e não comunistas na redação da Tribuna Popular e na bancada eleita pela legenda do Partido Comunista.
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