Peter Henry Fry II

Entrevista

Peter Henry Fry II

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória de um Office na periferia: o Escritório da Fundação Ford no Brasil”, desenvolvido em convênio com a Fundação Ford, entre janeiro de 2011 e julho de 2012, com o objetivo de constituir um acervo de depoimentos histórico-documental sobre os 50 anos da atuação da Fundação Ford no Brasil e a posterior disponibilização dos depoimentos gravados na internet.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Lúcia Lippi Oliveira
Helena de Moura Aragão
Data: 19/1/2012 a 21/3/2012
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h20min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Peter Henry Fry
Nascimento: 21/10/1941; Leeds; --; Inglaterra;

Formação: Graduação em Antropologia Social pela Universidade de Cambridge (1963) e doutorado na mesma área pela Universidade de Londres(1969).
Atividade: Em 1970, veio ao Brasil para lecionar na Unicamp, ficando lá até 1983 e tornando-se chefe do departamento de antropologia. Desenvolveu pesquisas sobre umbanda e sobre o cafundó, uma comunidade de negros ex-escravos, relativamente próxima a São Paulo que lhe permitiu um estudo sobre língua africana no Brasil. Foi representante da Fundação Ford no Brasil. Em 1993 começou a lecionar a UFRJ, onde se encontra até hoje. Membro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Participou da gestão da ABA (2002/2006) presidida por Miriam Pillar Grossi em que possuía cargo de vice-presidente.

Equipe

Levantamento de dados: Helena de Moura Aragão;Verônica R. Bevilacqua Otero Spicer;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Helena de Moura Aragão;Lúcia Lippi Oliveira;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;Leticia Cristina Fonseca Destro;

Conferência da transcrição: Verônica R. Bevilacqua Otero Spicer;

Técnico Gravação: Bernardo de Paola Bortolotti Faria; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Laura Mie de Azevedo Nicida;

Temas

África do Sul;
AIDS(doença);
Amazônia;
Anos 1970;
Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS;
Atividade acadêmica;
Brasil;
Carreira acadêmica;
Dança;
Desenvolvimento sustentável;
Direitos humanos;
Ditadura;
Educação;
Estados Unidos da América;
Etnias;
Favela;
Fundação Ford;
Herbert de Souza;
Indios;
Inglaterra;
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas;
Leonel Brizola;
Língua portuguesa;
Magistério;
Moçambique;
Movimento negro;
Organizações não governamentais;
Pesquisa científica e tecnológica;
Peter Fry;
Polícia;
Política científica e tecnológica;
Política nacional;
Religiões afro-brasileiras;
Rio de Janeiro (cidade);
Rio de Janeiro (estado);
Sistema de cotas;
Sociedade civil;
Universidade Cândido Mendes;
Universidade de São Paulo;
Universidade Estadual de Campinas;
Zimbábue;

Sumário

1ª entrevista 19 de janeiro de 2012: A entrada na Fundação Ford por meio de Bruce Bushey; a atuação em áreas de educação e direitos humanos na Fundação Ford; a relação com Carmem Dora Guimarães (Carmita); a morte de Bruce Bushey devido à Aids e o período como representante interino da Fundação Ford no Brasil; o caso do índio Tiuré; a relação da Fundação Ford com o tema da Aids e o apoio na criação da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA); o contato com os pesquisadores Richard Parker e Andréa Loyola; a relação da Fundação em Nova Iorque com os program officers no Brasil; a relação e a atuação de outros program officers; a repercussão, sendo um professor universitário, entrando na Fundação Ford após o fim da ditadura; a relação com o coronel Nazareth Cerqueira e as pesquisas sobre polícia; o contato com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), com o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA) e com a Pastoral das Favelas; a conversa com Eugênio Salles; opiniões sobre ir de professor universitário para o cargo de representante e depois voltar como professor universitário; o caso do Centro de Estudos Afro-asiáticos, a expulsão da Fundação Interamericana e a proibição da Fundação Ford em interferir nas políticas do país; a participação nas pesquisas sobre a questão racial no Brasil e a tabela da diversidade; relatos sobre os financiamentos da Fundação Ford; a ligação com a questão das ações afirmativas, a ida para o Zimbábue e a fama de “Gilberto Freyre”; trajetória da Fundação nos últimos 50 anos.
2ª entrevista 21 de março de 2012: A chegada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 1970; os estudos sobre Umbanda e Candomblé no Brasil; a língua portuguesa como língua nacional e a relação entre a questão social e econômica; a relação com a Fundação Ford e com Shepard Forman durante o período na Unicamp; a ida para o Rio de Janeiro e o convite de Bruce Bushey; a contratação de Steven Sanderson e Katherine Sue Burns para os projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia e de direitos humanos; decisões importantes enquanto atuava na Fundação; o caso do projeto Pastoral das Favelas; o apoio da Fundação à causa da Aids; o contato com a Universidade de São Paulo (USP) e as Organizações Não Governamentais (ONGs); a conversa com Herbert de Souza (Betinho) do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE); a aproximação da questão policial durante o governo Brizola; financiamentos da Fundação; a presença da Fundação Ford no Centro de Estudos Afro-asiáticos da Universidade Cândido Mendes, as produções de pesquisa sobre movimento negro e a entrada de Carlos Hasenbalg; os projetos sobre o movimento negro apoiados pela Fundação Ford; a experiência no escritório da Fundação Ford em Harare, em Zimbábue; o projeto de Balé na Rodésia; a diferença entre Zimbábue, África do Sul, Moçambique e Brasil; a volta ao Brasil e a questão das ações afirmativas e sistema de cotas no Rio de Janeiro; o projeto de pesquisa sobre Umbanda e Pentecostalismo; o episódio com Rose em um pub na Inglaterra.
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