Renato Azevedo

Entrevista

Renato Azevedo

Entrevista realizada no contexto do projeto "Pioneiros e Construtores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)", na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e a Fundação CSN. Esta entrevista subsidiou a elaboração do livro "CSN: UM SONHO feito de aço e ousadia." / Coordenadora: Regina da Luz Moreira; Entrevistadores: Ignez Cordeiro de Farias, Mário Grynszpan e Verena Alberti; Pesquisa Iconográfica: Adelina Novaes e Cruz. Rio de Janeiro: IARTE, 2000. A escolha do entrevistado se justificou, entre outros, por seu trabalho na Comissão Executiva do Plano Siderúrgico Nacional.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Verena Alberti
Ignez Cordeiro de Farias
Data: 7/12/1998 a 11/2/1999
Local(ais):
Volta Redonda ; RJ ; Brasil

Duração: 8h47min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Renato Frota Rodrigues de Azevedo
Formação: Engenheiro da Escola de Minas de Ouro Preto.
Atividade: Pioneiro na CSN; trabalho na comissão executiva do Plano Siderúrgico Nacional; responsável pelos altos -Fornos.

Equipe

Levantamento de dados: Ignez Cordeiro de Farias;Verena Alberti;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Ignez Cordeiro de Farias;Verena Alberti;

Conferência da transcrição: Ignez Cordeiro de Farias;

Copidesque: Verena Alberti;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Cinthia Monteiro de Araujo;

Temas

Ciência e tecnologia;
Companhia Siderúrgica de São Paulo;
Companhia Siderúrgica Nacional;
Edmundo de Macedo Soares e Silva;
Engenharia;
Estado Novo (1937-1945);
Estados Unidos da América;
Formação profissional;
Golpe de 1964;
Indústria siderúrgica;
Renato Azevedo;
Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
Volta Redonda;

Sumário

1a Entrevista: 07/12/1998
Origens familiares; primeiros estudos; observações sobre a experiência educacional dos irmãos maristas; o curso ginasial no colégio Sagrado Coração de Jesus em Varginha (MG) entre 1929 e 1933: a formação religiosa, a disciplina, o sistema de internato; comentários sobre a falta de opções profissionais na década de 1930 e a opção do entrevistado pelo curso de engenharia civil; o ingresso na Escola de Minas de Ouro Preto (MG) em 1934: explicações sobre o ano letivo na escola, o período de estudos para o vestibular; a convivência na república de estudantes; observações sobre a vida social em Ouro Preto no período de seus estudos (1934-1940); a abrangência do curso da Escola de Minas de Ouro Preto: engenharia civil e de minas; o interesse do entrevistado pela metalurgia e o estágio na Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira em 1939; breve relato sobre o início de sua vida profissional na Usina Queirós Júnior em 1940; a indicação para a Comissão Executiva do Plano Siderúrgico Nacional; repercussão da conjuntura nacional da segunda metade da década de 1930 entre os estudantes de Ouro Preto; menção à reação dos mineiros diante da escolha da cidade de Volta Redonda (RJ) para a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN); aspectos da viagem do entrevistado para os Estados Unidos em 1941: o trajeto e o cotidiano no navio da frota da boa vizinhança, o colega de viagem Arnaldo Claro São Tiago Filho; antecedentes da viagem: o primeiro contato com a Comissão Executiva do Plano Siderúrgico Nacional no Rio de Janeiro, a reação dos pais diante da notícia e as expectativas profissionais do entrevistado; primeiras impressões do entrevistado nos Estados Unidos: chegada em Nova York, chegada em Cleveland, primeiro contato com Edmundo de Macedo Soares e Silva, dificuldades encontradas pelo entrevistado em relação a língua inglesa; breve perfil de Edmundo de Macedo Soares e Silva; o trabalho da Comissão Executiva do Plano Siderúrgico Nacional com a consultora McKee: compra de equipamentos, explicações sobre a opção pelos fornos fixos, as diferentes áreas de atuação da McKee; discussão sobre as razões da escolha da cidade de Volta Redonda para a instalação da CSN; a experiência do entrevistado em usinas nos Estados Unidos; considerações sobre o impacto da Segunda Guerra Mundial nos Estados Unidos; avaliação da experiência da Comissão Executiva do Plano Siderúrgico Nacional nos Estados Unidos; chegada do entrevistado a Volta Redonda em 1943: aspectos da montagem do alto-forno, a construção da cidade, o cotidiano e o lazer na cidade, o trabalho na usina durante a Segunda Guerra Mundial; análise do papel da CSN para a industrialização do Brasil e da América Latina; financiamento para a construção da usina: as primeiras sondagem de Edmundo Macedo Soares na Europa, o contato com a United States Steel nos Estados Unidos, o empréstimo do Eximbank; discussão sobre os interesses norte-americanos na construção da CSN; o impacto da Segunda Guerra Mundial na construção da CSN; longos comentários sobre engenheiros que participaram da Comissão Executiva do Plano Siderúrgico Nacional e da construção da CSN; opinião sobre a influência do autoritarismo do governo Vargas (1937-1945) na construção da CSN; breve comparação entre a organização do Estado norte-americano e o Estado brasileiro; o trabalho durante a montagem do alto-forno; a formação da mão-de-obra para a usina: a contratação, a significativa presença de mineiros entre os funcionários, a troca de funcionários entre departamentos, os cursos monotécnicos, a postura do entrevistado como chefe, comentários sobre profissionais de destaque que tiveram sua formação na CSN; informações sobre o regime de trabalho na usina.

2a Entrevista: 08/12/1998

Comentários sobre o trabalho do entrevistado como chefe do grupo de metalurgia (maio de 1951 a maio de 1954); rápida descrição de parte da estrutura administrativa da usina; longas explicações sobre o processo de produção na coqueria e no alto-forno: os subprodutos da destilação do carvão, a qualidade e a utilização do carvão brasileiro, a produção e a utilização do coque, a qualidade e a preparação do minério, o funcionamento do alto-forno; análise das relações entre a presidência da CSN e a presidência da República: as nomeações dos presidentes da empresa, razões para saída de Edmundo Macedo Soares, a vinculação da companhia ao Ministério da Indústria e Comércio; rápida referência à passagem do entrevistado pela Cosipa; considerações sobre a importância da CSN para a trajetória profissional do entrevistado e para o desenvolvimento do Brasil.

3a Entrevista: 09/12/1998

Explicações sobre o processo de eleição do presidente e dos diretores da CSN; discussão sobre a criação de novas diretorias na estrutura administrativa da empresa nas décadas de 1950 e 1960; a atuação do sindicato dos metalúrgicos: o desempenho de Othon Reis Fernandes na presidência do sindicato, as reivindicações dos funcionários; a instituição da participação nos lucros; comentários sobre a visita de Getúlio Vargas à CSN por ocasião da inauguração do alto-forno 2 em 1954; informações sobre o trabalho no alto-forno: o equipamento de segurança usado pelos funcionários, a corrida do ferro líquido até as panelas, o revestimento dos canais; a corrida da escória; comentários gerais sobre as condições de segurança dentro da usina; observações sobre o trabalho feminino na usina; outros comentários sobre os equipamentos de segurança utilizados pelos funcionários; aspectos da administração da cidade de Volta Redonda pela CSN: os efeitos da emancipação da cidade, a rede de ensino, a Escola Técnica Pandiá Calógeras; Associação Brasileira de Metais (ABM): a criação em 1944, a revista Metalurgia - ABM, a escolha do entrevistado para a presidência da ABM; experiência do entrevistado como diretor industrial na Cosipa: a indicação em 1963, aspectos do início da produção, as greves dos operários, o impacto do Golpe de 1964 e a instalação do Inquérito Policial Militar (IPM) na Cosipa, insatisfação e saída da empresa; a criação da Companhia Brasileira de Projetos Industriais (Cobrapi) na década de 1960; o escritório da CSN em Nova York: a fundação em 1940 e sua função, a estrutura administrativa, a indicação do entrevistado para chefia do escritório em 1975 e as atividades desenvolvidas até 1979; saída do entrevistado da CSN em 1979: a demissão compulsória, a aposentadoria e a complementação pela Caixa Beneficente dos Empregados da CSN (CBS); comentários sobre a estabilidade no emprego e a implantação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); o Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear (IBQN): a criação do IBQN e o convite recebido pelo entrevistado para trabalhar na área administrativa em 1979, razões para sua saída em 1982; longos comentários sobre a vida familiar [participação da esposa, d. Emmy]: viagem de d. Emmy para o Rio de Janeiro em 1946, as dificuldades encontradas para a realização das cerimônias de casamento religioso e civil, a residência em Volta Redonda, os filhos.

4a Entrevista: 11/02/1999

Explicações sobre a criação e a expansão da Companhia Brasileira de Projetos (Cobrapi); a atuação de Lima Neto na presidência da CSN: a crise no início do governo Fernando Collor (1990-1992), as demissões, a reestruturação nas áreas de transportes e de distribuição dos produtos da usina, a recuperação da companhia; a repercussão da crise na Cobrapi; comparações entre a CSN, a Usiminas e a Cosipa: o mercado e as dificuldades encontradas pela CSN, o aproveitamento da experiência da CSN na Usiminas e na Cosipa, a tecnologia japonesa utilizada na Cosipa e aproveitada, posteriormente, na CSN; rápidos comentários sobre o desenvolvimento do quadro de funcionários da CSN e sua posterior redução; a aquisição de matéria-prima (carvão, minério e calcário) no Brasil e no exterior; problemas enfrentados pelo escritório de Nova York no processo de compra e envio de equipamentos para a CSN; breves observações sobre a presença de militares na direção da CSN; discussão sobre os efeitos da transferência da administração da cidade para a prefeitura e das casas para a Imobiliária Santa Cecília; longos comentários sobre a criação e o funcionamento do Rotary Clube em Volta Redonda; rápidas referências a outras associações e instituições de Volta Redonda: a maçonaria, o Serviço de Obras Sociais (SOS) e a Fundação Osvaldo Aranha.
Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados