Rubens dos Santos Dias

Entrevista

Rubens dos Santos Dias

Entrevista realizada no contexto do projeto "A Atividade de Seguros no Brasil", desenvolvido entre 1996 e 1998, na vigência do convênio entre o CPDOC-FGV e a Funenseg. Esta entrevista subsidiou a elaboração do livro: ENTRE A SOLIDARIEDADE e o risco: história do seguro privado no Brasil / Coordenadora: Verena Alberti. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. Rio de Janeiro, Editora Fundação Getulio Vargas, 1998. A escolha do entrevistado se justificou por ser ex-presidente da Fenaseg e executivo de uma grande seguradora.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Antonieta Parahyba Leopoldi
Data: 14/1/1997 a 15/1/1997
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 2h40min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Rubens dos Santos Dias
Formação: Curso de Contabilidade.
Atividade: Ex-presidente da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização); executivo da Itaú Seguros.

Equipe

Levantamento de dados: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Antonieta Parahyba Leopoldi;

Conferência da transcrição: Teresa Cristina Novaes Marques;

Copidesque: Leda Maria Marques Soares;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Teresa Cristina Novaes Marques;

Temas

Companhias de seguro;
Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg);
Inflação;
Instituto de Resseguros do Brasil;
Mercosul;
Rubens dos Santos Dias;
Seguros;

Sumário

1ª Entrevista: Ingresso na atividade de seguros nos anos 30, através da Companhia Ítalo-Brasileira de Seguros, depois denominada Companhia Seguradora Brasileira e, mais tarde, Itaú Seguros; ligações entre seu pai e Alfredo Egídio de Sousa Aranha, um dos fundadores da seguradora; atuação como contador da empresa, ainda jovem, até atingir o cargo de diretor, nos anos 70; percurso profissional na companhia, passando pelos setores de informática, vendas e administrativo, e pela representação junto às entidades de classe, o Sindicato das Seguradoras de São Paulo e a Fenaseg; relações entre o Banco Itaú e a seguradora; atuação como vice-presidente e, posteriormente, presidente da Fenaseg , de 1987 a 1989; o impacto da inflação do início dos anos 90 sobre os seguros.
A trajetória empresarial da Itaú Seguros, o seu início como Seguradora Ítalo-Brasileira; os investimentos realizados no mercado imobiliário paulista e de outros locais do Brasil nas primeiras décadas de existência da companhia; a origem do Banco Itaú em 1946, então denominado Banco Federal de Crédito; a abrangência de mercado da seguradora e do banco, este circunscrito ao mercado paulista, e o da primeira, atingindo vários pontos do país; os ramos de seguros com os quais a seguradora trabalhou: vida, elementares, transportes; o impacto da II Guerra Mundial sobre o setor de seguros; a importância do resseguro para a estabilidade do setor de seguros.
A passagem pelo Conselho Fiscal do IRB nos anos 80, a partir da gestão de Ernesto Albrecht (1979-1985), ali permanecendo nas gestões subseqüentes; avaliação sobre o ingresso do IRB no mercado internacional durante a gestão de José Lopes de Oliveira; avaliação dos presidentes do IRB desde a Nova República; os ramos de seguros cobertos pelo IRB; a influência da política sobre os investimentos do IRB; a inexistência de relação entre o surgimento do IRB e o crescimento da antiga Seguradora Brasileira; avaliação do legado da administração de José Lopes de Oliveira no IRB; a tendência atual de associações entre seguradoras brasileiras e estrangeiras; avaliação positiva de Jorge Hilário de Gouveia.
A relação entre o DNSPC, posteriormente Susep, e o IRB; os grandes prejuízos do IRB e o Tesouro Nacional; a perda de importância do IRB no cenário atual; perspectivas para o mercado de resseguros no Brasil; os vários momentos políticos brasileiros e os seguros: o nacionalismo dos anos 30 e o momento atual; projeções sobre o papel da Susep na reformulação do sistema de seguros; críticas aos planos de saúde; potencial de crescimento do seguro saúde; a saída da Itaú Seguros do ramo de seguro saúde nos anos 80; os ramos cobertos atualmente pela empresa: previdência e capitalização, entre outros.
Os anos 80 e o conflito entre as as grandes e as pequenas e médias seguradoras; a alternância entre a Sul América e a Bradesco Seguros na presidência da Fenaseg; as áreas de atrito durante a sua gestão na Fenaseg: pequenas versus grandes empresas, seguradoras independentes e as ligadas a bancos; comentário sobre a política de fusões de empresas nos anos 70; avaliação negativa do sistema de sorteio de seguros de bens públicos; o impacto da inflação sobre a cobertura de ramos de seguros; a razão para a permanência da Fenaseg no Rio de Janeiro, apesar da importância do mercado paulista para o setor; especulações sobre a transferência da Susep para Brasília.

2ª Entrevista: Comentário sobre as origens da Companhia. Itaú Seguros, os primeiros quadros dirigentes; negação da influência da criação do IRB na expansão dos negócios da empresa nos anos 40.
A origem do complexo arquitetônico que atualmente abriga as sedes da Itaú Seguros e do Banco Itaú; a decisão da compra do terreno e o processo de seleção do projeto arquitetônico mais adequado.
Avaliação da sua gestão na presidência da Fenaseg; as medidas adotas em várias áreas: a fusão do Codiseg na Funenseg, a informatização dos processos administrativos e a divulgação dos seguros na imprensa comum e na especializada; o convênio entre a Fenaseg e o Ministério da Justiça, visando oferecer aos seguradores o acesso ao Renavam; a instituição da cobrança monetária dos seguros; o estabelecimento de um escritório de representação em Brasília para acompanhar os trabalhos de regulamentação do artigo 192, da Constituição de 1988; a elaboração, na Fenaseg, de um projeto de regulamentação do artigo192, a cargo de Fábio Comparato; comentário sobre o conflito de interesses em torno da regulamentação do artigo 192: a atuação dos corretores, dos seguradores e do IRB; sobre a tentativa de conciliar os interesses durante o seu período na Fenaseg; as razões para a demora na regulamentação do artigo.
A participação da Itaú Seguradora na reformulação do setor de seguros em 1966: a constituição de um grupo de trabalho; comentário sobre a característica peculiar do mercado de seguros de buscar amparo no Estado: a cultura da regulamentação; o crescimento recente do mercado de seguros como decorrência da estabilização monetária pós-Real; comparação entre as coberturas oferecidas no mercado internacional e no mercado brasileiro; o impacto das medidas adotadas pelo governo Collor sobre os seguros: a difícil relação a então ministra Zélia Cardoso de Melo; avaliação sobre a situação atual do mercado segurador, sobretudo dos Estados Unidos e Inglaterra; sobre a tendência das seguradoras estrangeiras a se estabelecerem novamente no Brasil, as muitas formas de associação: o caso da Itaú Seguros e a Wintenthur suíça.
Avaliação do papel do Estado na regulamentação do setor no Brasil ao longo do tempo; razões para a contração do mercado: ceticismo quanto às vantagens de muitas empresas associadas; o papel da Fenaseg no processo de discussão das reformas do setor no presente momento; o impacto positivo da estabilização monetária sobre os seguros; como operava o setor sob a presssão inflacionária; a possibilidade de a Itaú Seguros se estabelecer na Argentina por conta do Mercosul; avaliação pessoal sobre a sua trajetória profissional no interior da Companhia Itaú Seguros.

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