Sílvia Ramos de Souza

Entrevista

Sílvia Ramos de Souza

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória de um Office na periferia: o Escritório da Fundação Ford no Brasil”, desenvolvido em convênio com a Fundação Ford, entre janeiro de 2011 e julho de 2012, com o objetivo de constituir um acervo de depoimentos histórico-documental sobre os 50 anos da atuação da Fundação Ford no Brasil e a posterior disponibilização dos depoimentos gravados na internet.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Lúcia Lippi Oliveira
Helena de Moura Aragão
Data: 9/12/2011
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 2h1min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Sílvia Ramos de Souza
Formação: Graduada em psicologia pela PUC-RJ (1978), mestre em psicologia clínica pela PUC-RJ (1982), doutora em Saúde Pública, pela FIOCRUZ (2007).
Atividade: Atualmente é Pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, onde coordena as linhas de pesquisa sobre Juventude, Violência e Polícia; Mídia e Violência e Violência e Diversidade Sexual.

Equipe

Levantamento de dados: Helena de Moura Aragão;Verônica R. Bevilacqua Otero Spicer;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Helena de Moura Aragão;Lúcia Lippi Oliveira;

Transcrição: Liris Ramos de Souza;

Conferência da transcrição: Verônica R. Bevilacqua Otero Spicer;

Técnico Gravação: Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Sumário: Laura Mie de Azevedo Nicida;

Temas

AIDS(doença);
Anos 1980;
Anthony Garotinho;
Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS;
Atividade profissional;
Atuação parlamentar;
Banco Mundial;
Cândido Mendes de Almeida;
Casamento;
Departamento Nacional de Trânsito;
Discriminação racial;
Discriminação sexual;
Educação sexual;
Ensino superior;
Esquerda;
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ);
Fundação Oswaldo Cruz;
Homenagens e condecorações;
Homossexualismo;
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas;
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj);
José Sarney;
Leonel Brizola;
Luiz Eduardo Soares;
Militância política;
Organizações não governamentais;
Peter Fry;
Política científica e tecnológica;
Pontifícia Universidade Católica;
Pós - graduação;
Psicologia;
Rede Globo;
Reforma sanitária;
Relações internacionais;
Rio de Janeiro (cidade);
Roberto Marinho;
Segurança pública;
Sexualidade;
Sociedade civil;
Violência;

Sumário

Entrevista 09 de dezembro 2011: A graduação em psicologia, o mestrado na PUC em 1982 sobre temas sociais e o doutorado no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj); vida profissional como assessora parlamentar e a militância; a saída do doutorado e a entrada na Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia); o retorno ao doutorado pela Fundação Oswaldo Cruz na área de violência e saúde; a passagem pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ); a relação com Herbert José de Sousa (Betinho) e Herbert Daniel; a questão do financiamento para a área da AIDS; as influências do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) na Abia; a composição inicial da Abia; relação entre Betinho e Peter Fry; o contato com Carmem Dora Guimarães (Carmita) e o movimento LGBT; o casamento com Liszt Benjamin; a candidatura de Herbert Daniel como deputado estadual; o grupo de Carlos Nelson dos Santos; a qualidade do sangue no Brasil e a contaminação da população hemofílica; o dia em que Betinho descobriu ser HIV positivo; a morte de Peggy Pereira; a criação da International Interdisciplinary Aids Foundation; o papel da Abia e do Grupo de Apoio e Prevenção à Aids (GAPA) na luta contra o preconceito na questão da AIDS; a contratação de Herbert Daniel na Abia; os financiamentos recebidos pela Abia; os impactos dos casos de Aids na matriz da Fundação Ford em Nova Iorque; a conversa de Betinho com Roberto Marinho sobre a posição da TV Globo em relação à epidemia de Aids; as ONGs nos anos 1980; o impacto da Abia na sociedade civil; o diálogo com o governo no período da reforma sanitária; a proibição de banco de sangue privado no Brasil e a figura de José Sarney; a campanha “Quem vê cara, não vê Aids”; o grande financiamento do Banco Mundial; a crise interna da Abia e a saída da entrevistada em 1991; as reuniões nacionais sobre Aids; a posição do Grupo Gay da Bahia (GGB) no início da epidemia e a invenção do safer se;
As relações internacionais da Abia; a Inter-American Foundation (IAF); a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as respostas globais a Aids; o Programa Nacional de Aids; as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) no lugar das Organizações não governamentais (ONGs); a saída da Abia e a ida para FAPERJ com Fernando Peregrino no período do governo Brizola; a aproximação da questão do baile funk, do preconceito e da violência no Rio de Janeiro; a opinião de Brizola sobre a violência no Rio de Janeiro; o grupo do Instituto de Estudos da Religião (ISER) de pesquisa sobre violência; a participação na banca de seleção do projeto Prêmio IPP-Rio; a eleição de Garotinho e o convite para uma subscretaria; a criação do Disque-Defesa Homossexual (DDH); a interpretação da esquerda sobre questões de violência e segurança; o episódio do grupo de Luiz Eduardo Soares no prédio do Departamento de Transito (DETRAN); a criação do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) pela Universidade Candido Mendes, a atuação de Elizabeth Leeds e o desenvolvimento da área de governança e segurança pública.
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