Victorio Fernando Bhering Cabral

Entrevista

Victorio Fernando Bhering Cabral

Entrevista realizada no contexto do projeto “História Oral da Comissão de Valores Mobiliários”, desenvolvido pela FGV Direito Rio, com o acompanhamento e em parceria com o CPDOC e financiamento da Presidência da FGV, entre junho de 2017 e outubro de 2018, com o objetivo de construir um acervo audiovisual de entrevistas sobre a fundação da instituição e seu funcionamento nos primeiros anos.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Izabel Saenger Nuñez
Paulo Augusto Franco de Alcântara
Data: 23/1/2018
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h54min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Victorio Fernando Bhering Cabral
Formação: graduação em direito pela Faculdade de Direito do Distrito Federal.
Atividade: sócio da Bhering Cabral Advogados Associados (desde 2004), diretor superintendente CEO da Petrominas Cia Nacional de Petroleo SA (1964- 1975), CEO da Sociedade Construtora Triângulo, membro fundador e presidente da ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias Abertas), presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), membro do Conselho Monetário Nacional, Secretário da Indústria e Comércio do estado do Rio de Janeiro, Secretário de Planejamento e Controle do estado do Rio de Janeiro, sócio e presidente do conselho administrativo da Cultura Inglesa.

Equipe

Levantamento de dados: Yasmin Curzi;Clara Leitão de Almeida;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Yasmin Curzi;Clara Leitão de Almeida;

Transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;

Conferência da transcrição: Yasmin Curzi;

Técnico Gravação: Ninna Carneiro;

Temas

Abertura política;
Atividade profissional;
Bancos de investimento;
Belo Horizonte;
Brasil;
Carreira diplomática;
Conselho Monetário Nacional;
Delfim Neto;
Direito;
Economia;
Empresariado;
Estatização;
Família;
Formação escolar;
Francisco Dornelles;
Golbery do Couto e Silva;
Governo Ernesto Geisel (1974-1979);
Humberto de Alencar Castelo Branco;
Indústria siderúrgica;
Infância;
Investimento estrangeiro;
Investimento privado;
Investimento público;
João Goulart;
Jorge Hilário Gouveia;
Mário Henrique Simonsen;
Memória Institucional;
Mercado;
Mercado de capitais;
Mercado financeiro;
Minas Gerais;
Ministério da Fazenda;
Ministério do Trabalho;
O Globo;
Planos econômicos;
Política;
Privatização;
Universidade do Estado do Rio de Janeiro;
Usiminas;

Sumário

Entrevista: 23 de janeiro de 2018

Apresentação e origens familiares. Nascimento no Rio de Janeiro; infância em Passagem de Mariana e Belo Horizonte. Trajetória escolar no Rio de Janeiro (Colégio Padre Antônio Vieira e Colégio Santo Inácio); escolha pela carreira de diplomata e ida para a Faculdade de Direito da UERJ (1956). Relacionamentos na Faculdade de Direito da UERJ. Primeiras experiências profissionais no Ministério do Trabalho. Ida para o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima, como assistente de Paulo Ferraz. Origens familiares em Minas Gerais; Ida para Usiminas em Belo Horizonte (1959); memórias da Faculdade de Direito. Atuação na Petrominas; relação com a Transaco e Willys Overland; A escolha pelo curso de Economia (1962); memórias sobre Jango e estatizações (1963); Carreira na Petrominas: de diretor financeiro à CEO. Entrevista com Castello Branco. Quebra e salvamento da Petrominas. Memórias sobre a criação das instituições do mercado; a saída do Rio de Janeiro; Programa Nacional de Habitação e a Vila Triângulo. Diploma de engenheiro honorário pela Construtora Triângulo (1967). Amizade com Jorge Hilário; relação com Golbery; Relação com a Shell; Eleições do Sindicom; A “Emenda Lehmann”. A invenção da Lei das S.A.; reuniões para criar a Lei (1971); Criação da Abrasca, Crise da Bolsa e a Regulação do mercado; Vice-presidência da Abrasca. A lei das S.A. e o projeto da CVM; “Regulação, estatização e privatização”: o papel da Secretaria de desestatização; Relação com Delfim Netto, O Globo, Ernani Galvêas e Francisco Dornelles. Apoio à CVM; abertura democrática de Geisel; desenvolvimento do mercado de capitais: Codimec, CVM e CMN; a relação com Mario Henrique Simonsen. Trajetória profissional: venda e saída da Petrominas; Diretoria da Veplan; Presidência da Abrasca; A IFC e a experiência piloto de venture capital; a CVM de Herculano Borges da Fonseca. Saída de Simonsen do Ministério da Fazenda e a perda de centralidade da CVM para o governo; Impressões sobre o papel do governo; Contato com empresários e a Associação das siderúrgicas privadas; Viabilidade do mercado de capitais e o plano econômico de Dílson Funaro. O convite para a CVM; impressões sobre Mercado, Direito e Regulação. O Governo Sarney e as suas relações com o CMN. Saída da CVM e Volta para a Indústria Villares. Gestão da CVM e o apelido de “xerife do mercado”; Relação com sucessores e antecessores; o papel da Secretaria de Indústria e Comércio; a popularização da Economia de Mercado. “Criar um mercado”: investimento, investidores e o papel das “autoridades”; Opiniões sobre o Brasil atual: impressões sobre a Lava-Jato e o papel da CVM hoje.
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