Viktor Leinz

Entrevista

Viktor Leinz

Entrevista realizada no contexto do projeto "História da ciência no Brasil", desenvolvido entre 1975 e 1978 e coordenado por Simon Schwartzman. O projeto resultou em 77 entrevistas com cientistas brasileiros de várias gerações, sobre sua vida profissional, a natureza da atividade científica, o ambiente científico e cultural no país e a importância e as dificuldades do trabalho científico no Brasil e no mundo. Informações sobre as entrevistas foram publicadas no catálogo "História da ciência no Brasil: acervo de depoimentos / CPDOC." Apresentação de Simon Schwartzman (Rio de Janeiro, Finep, 1984). A escolha do entrevistado se justificou por sua participação na organização da secão de Petrografia do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e por sua atuação como geólogo-chefe da secretaria estadual de Agricultura do Rio Grande do Sul (1939), e chefe da Divisão de Geologia e Mineralogia do Museu Nacional.
Forma de Consulta:
Entrevista datilografada disponível na Sala de Consulta do CPDOC.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Nadja Vólia Xavier
Márcia Bandeira de Mello Leite Ariela
Data: 30/6/1977 a 1/7/1977
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 6h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Viktor Leinz
Nascimento: 18/12/1904; Heidelberg; --; Alemanha;

Formação: Doutorado em Geologia pela Universidade de Heidelberg (1931).
Atividade: Organizador da seção de petrografia do Departamento Nacional da Produção Mineral (Dnpm); professor da Universidade do Distrito Federal (UDF); geólogo-chefe da secretaria estadual de agricultura do Rio Grande do Sul (1939);chefe da divisão de geologia e mineralogia do Museu Nacional;professor titular do Instituto de Geociências da USP;professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Equipe

Levantamento de dados: Patrícia Campos de Sousa;
Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Temas

Alemanha;
Amapá;
Bahia;
Bolsa de estudo;
Carreira acadêmica;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq);
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Ensino secundário;
Ensino superior;
Estados Unidos da América;
Expedições científicas;
Formação profissional;
França;
Fundação Getulio Vargas;
Fundação Rockefeller;
Geografia;
Geologia;
História da ciência;
Importação;
Instituições acadêmicas;
Intercâmbio cultural;
Itália;
Metodologia de pesquisa;
Monteiro Lobato;
Museu Nacional;
Naturalização;
Nazismo;
Pesquisa científica e tecnológica;
Petrobras;
Petróleo;
Política científica e tecnológica;
Política salarial;
Pós - graduação;
Recursos minerais;
Rio Grande do Sul;
Universidade de Brasília;
Universidade de São Paulo;
Universidade do Brasil;
Universidade do Distrito Federal;
Viktor Leinz;

Sumário

Sumário da entrevista:
Fita 1: os primeiros estudos na Alemanha; a universidade alemã na década de 20; a opção pela geologia: a influência de Salomão Calvi; o doutoramento em 1931 na Universidade de Heidelberg; a contratação pela Universidade de Rostok como assistente de C. W. Correns; a colaboração nas pesquisas sobre os sedimentos oceânicos do Atlântico; a sedimentologia; a ascensão do nazismo e sua influência no ambiente universitário; a vinda para o Brasil para organizar a Seção de Petrografia do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM); o convite de Djalma Guimarães para lecionar geologia e mineralogia na Universidade do Distrito Federal (UDF); a expedição ao sul do Brasil com Glycon de Paiva Teixeira; a adaptação ao país; os corpos docente e discente da UDF; o curso ministrado nessa universidade: as excursões geológicas; as instalações da Escola de Ciências da UDF; a importação de materiais e equipamentos da Alemanha; o impacto da Lei de Desacumulação de Cargos sobre a Universidade; as pesquisas realizadas na UDF; os assistentes; os salários; a extinção da UDF em 1939 e a incorporação de seu corpo docente à recém-criada Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil; a situação da Alemanha em 1938 e a opção de Leinz pelo Brasil.

Fita 2: a formação e a contribuição científica de Djalma Guimarães; as relações com Eusébio de Oliveira; a biblioteca e a coleção mineralógica do DNPM; o ensino de geologia na Escola de Minas de Ouro Preto; a especialização em microscopia de rochas e minerais: a introdução de novos métodos; o trabalho de determinação de minerais; as expedições geológicas; a revista Engenharia, Mineração e Meta/urgia; o "Escândalo do Petróleo": a campanha de Monteiro Lobato contra Victor Oppenheim; a organização e as finalidades do DNPM; as pesquisas no campo da mineralogênese desenvolvidas no Departamento; o método científico; a importância dos diários de campo; a transferência para o Rio Grande do Sul para orientar as atividades do Departamento Estadual da Produção Mineral; o programa de pesquisa dos recursos minerais gaúchos; a fundação da Cia. do Cobre durante a guerra; o difícil acesso aos trabalhos realizados nos órgãos governamentais; a contratação pelo Museu Nacional; a recuperação da coleção mineralógica de Werner; a expedição ao Amapá; a participação na criação da Fundação Getúlio Vargas (FGV); o grupo de geologia da FGV; a Divisão de Geologia e Mineralogia do Museu Nacional; a naturalização em 1948; o Vocabulário de geologia organizado com Josué Camargo Mendes; os assistentes na USP; a colaboração prestada aos governos do Rio Grande do Sul e de São Paulo para a construção de barragens; as pesquisas sobre água subterrânea; a publicação do livro Geologia geral.

Fita 3: a carência de livros-texto nacionais; a inexistência de infra-estrutura para a pesquisa científica no Brasil; a biblioteca do Museu Nacional; o doutoramento na Alemanha: o papel do orientador; o antigo e o atual sistema de pós-graduação brasileiro; o incentivo ao pós-doutoramento no exterior; o curso de geologia da Faculdade de Filosofia da USP; geologia, geografia e geociências; as influências francesa, alemã, italiana e norte-americana na ciência brasileira; a experiência na UnB; a relação com os alunos; o isolamento dos professores da USP; crítica à unificação dos cursos básicos; a geologia e a engenharia de minas; a importância da geologia para o trabalho do geógrafo; a formação dos primeiros geólogos brasileiros; a regulamentação da profissão; a comissão designada pelo MEC para criar os primeiros cursos de geologia do país; o curso de geologia da USP: as bolsas de estudo, o auxílio da Campanha de Formação de Geólogos (CAGE) e da Petrobrás; a ênfase da universidade brasileira na formação de profissionais; o intercâmbio entre os professores da Faculdade de Filosofia da USP; a criação da Sociedade Brasileira de Geologia; os seminários mensais na USP e os congressos nacionais de geologia; os primeiros trabalhos geológicos; os serviços prestados aos governos do Rio Grande do Sul, da Bahia e do Amapá; o ensino secundário na Alemanha; a atração dos pós-graduados pela indústria e pela carreira universitária; a função do professor universitário.

Fita 4: a pós-graduação nas universidades e nos institutos isolados; a decadência do DNPM durante a guerra: a evasão dos pesquisadores; o financiamento à pesquisa geológica no Brasil: a contribuição da Fundação Rockefeller; as relações com Harry Miller Jr.; o auxílio do CNPq ao Departamento de Geologia da USP; as aparelhagens necessárias à pesquisa geológica no país; a contribuição da FAPESP ao desenvolvimento científico de São Paulo; as bolsas de iniciação científica; a burocracia universitária e das agências governamentais de financiamento à ciência; as pesquisas desenvolvidas para particulares; os entraves à publicação de livros-texto nacionais; as linhas de pesquisa do Instituto de Geociências da USP; o intercâmbio do Instituto com cientistas estrangeiros; o incentivo à publicação de trabalhos em revistas nacionais; as principais revistas brasileiras no campo da geociências; a natureza regionalista das ciências geológicas; a revolução dos métodos de mapeamento geológico: as fotografias aéreas; a importância das pesquisas oceanográficas; o papel e a atuação da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Brasileira de Geologia e da SBPC.

Fita 5: a universidade alemã do pós-guerra: o surgimento das associações estudantis, a luta política interna, o salário dos docentes, as relações entre alunos e professores; o contato com C. W. Correns.
Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados