Yvan Barreto de Carvalho

Entrevista

Yvan Barreto de Carvalho

Entrevista realizada no contexto do projeto "Memória do setor petrolífero no Brasil: a história da Petrobrás", na vigência do convênio entre o CPDOC/FGV e o SERCOM/Petrobrás (1987-90). As entrevistas versaram sobre a fase anterior à criação da Petrobras (as agências estatais vinculadas ao setor, o refino privado e a campanha "O petróleo é nosso") e a fase de implantação e consolidação da companhia, com destaque para as diferentes áreas de atuação (refino, distribuição, geologia, perfuração e produção), as atividades de suporte (pesquisa, administração e finanças) e a atuação sindical. O projeto resultou no catálogo de entrevistas "Memória da Petrobrás: acervo de depoimentos", Rio de Janeiro: Sercom/Petrobras, 1988, 142p e no livro "A questão do petróleo no Brasil: uma história da Petrobrás", de autoria de José Luciano Dias e Maria Ana Quaglino (Rio de Janeiro, FGV/Petrobrás, 1993). Este livro possui apenas trechos de algumas entrevistas e está disponível para download: clique aqui A escolha do entrevistado se justificou pela sua trajetória como engenheiro assessor no Conselho Nacional do Petróleo (CNP), diretor da Petrobrás (1967-1969), presidente da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e diretor da Administração da Fundação Petrobrás de Seguridade Social (PETROS).
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Maria Ana Quaglino
Margareth Guimarães Martins
Data: 2/5/1988 a 26/6/1988
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 8h30min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Yvan Barreto de Carvalho
Nascimento: 26/1/1920; Juazeiro; BA; Brasil;

Formação: Graduado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade da Bahia (1944).
Atividade: Estagiou na Drilling Exploration Co. Inc. (EUA);engenheiro assessor no Conselho Nacional do Petróleo (CNP), nos campos de Itaparica e de Jequitibaia;assistente do engenheiro de petróleo da drilling (1947-1950);chefe do setor de perfuração do serviço regional da Bahia (1950-1952);esteve à frente do escritório da Petrobrás em Nova Iorque (1963-1967);diretor da Petrobrás (1967-1969);diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (Dnpm);presidente da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (Cprm);integrante do Conselho Fiscal da Companhia Nacional de Álcalis;diretor da administração da fundação Petrobrás de Seguridade Social (Petros).

Equipe

Levantamento de dados: Maria Ana Quaglino;Margareth Guimarães Martins;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Maria Ana Quaglino;Margareth Guimarães Martins;

Conferência da transcrição: Margareth Guimarães Martins;

Copidesque: Dora Rocha;

Técnico Gravação: Clodomir Oliveira Gomes;

Sumário: Margareth Guimarães Martins;José Luciano de Mattos Dias;

Temas

Ciência e tecnologia;
Conselho Nacional do Petróleo;
Empresas privadas;
Empresas públicas;
Estatuto do Petróleo (1948);
Francisco Mangabeira;
Geologia;
Golpe de 1964;
Indústria petroquímica;
Ivan Barreto;
Movimento sindical;
Petrobras;
Petróleo;
Política energética;
Sindicatos de trabalhadores;

Sumário

1a. Entrevista: Escolaridade; origens familiares; estágio na Drilling and Exploration Co. Inc.: auxiliar de plataforma e acidentes de trabalho; os campos do CNP na Bahia: situação dos equipamentos, condições de trabalho e problemas com o recrutamento de mão-de-obra e com o equipamento de pesquisa; estudos na Universidade do Sul da Califórnia e experiência nos campos de petróleo norte-americanos; transferência para o CNP: chefe de campo; a perfuração no mar: os campos de São João(Bahia) e Maracaibo(Venezuela) e a corrosão marítima; os campos de petróleo do CNP na Bahia: condições de trabalho, compra e reposição de peças e equipamentos e orçamento; o estágio em Maracaibo; cooperação entre as empresas de petróleo: a transferência do conhecimento e da experiência de trabalho; perfuração em terra: as dunas de Parnaíba(Piauí); o processo de delimitação de um campo petrolífero: o poço pioneiro, os poços de expansão, o campo de São João; exploração e pesquisa: o trabalho dos geólogos e o método geofísico; formação do especialista em poços de petróleo; problemas na perfuração de poços; o Estatuto do Petróleo; relacionamento dos técnicos estrangeiros com os brasileiros nos campos da Bahia; o treinamento dos brasileiros no exterior; comparação entre a indústria petrolífera na Europa e nos Estados Unidos; na chefia da Seção de Perfuração do Serviço Regional da Bahia; a estrutura do Serviço Regional da Bahia; convênio do CNP com a Viação Férrea Federal Leste Brasileira (194): a usina de Cotejipe(gás); a importância da refinaria de Mataripe; estrutura de comercialização e transporte do gás e do petróleo do CNP; relacionamento entre o CNP e o Serviço Regional da Bahia; as vias de transporte dos campos baianos; os campos baianos: Pedras Água Grande e Itaparica; diferença entre perfuração e produção de petróleo; os incêndios nos campos da Bahia; técnicas de controle de incêndio: as firmas estrangeiras; prioridades na perfuração de poços; características do petróleo baiano; o transporte de petróleo dos campos para a refinaria de Mataripe; a substituição de João Carlos Barreto por Plínio Cantanhede na presidência do CNP; o general Horta Barbosa; auxiliar de engenheiro do CNP; a pesquisa de petróleo no Maranhão; descoberta de óleo em Nova Olinda(Amazonas): sua utilização política.

2a. Entrevista: A Companhia Brasileira de Sondagem; concessões para a pesquisa de petróleo; na chefia da Seção de Perfuração do Serviço Regional da Bahia(1950-1952); substituição dos técnicos estrangeiros nos serviços de perfuração e produção: o treinamento dos engenheiros; na chefia do Setor de Sondagens do Serviço Regional da Bahia(1952-1954); estrutura do Serviço Regional da Bahia sob a égide do CNP e após a criação da Petrobrás; professor da Universidade da Bahia; a criação da Petrobrás: repercussões na Bahia, transferência do acervo do CNP, salários e relações trabalhistas; na chefia do Setor de Operações da Região de Produção da Bahia(1961-1963); repercussões da Campanha do Petróleo; substituição de Arthur Levy por Janary Nunes na presidência da Petrobrás; distribuição de recursos para a produção, perfuração e refinação; o Distrito de Exploração e Perfuração do Nordeste(Petrobrás); o efeito multiplicador da indústria de petróleo; nacionalização da indústria de equipamentos para a exploração e produção de petróleo; relacionamento com o setor privado: compras e controle de qualidade; a rapidez necessária na administração de compras; a Comissão de Integração com a Indústria; a construção do terminal Madre-de-Deus; os problemas com a refinação do óleo baiano em Cubatão: características especiais do óleo; modificações administrativas na Região de Produção da Bahia; as demissões de Irnack Carvalho do Amaral e João Neiva de Figueiredo; estrutura de operação da exploração de petróleo; a crise CNP-Petrobrás e a elaboração dos programas de operação; a necessidade de capacitar o CNP para o exercício correto da fiscalização; a presença dos militares no CNP; estágio no Instituto Francês de Petróleo e visita aos campos da França e da África; a experiência européia na exploração de petróleo; a exploração na Argélia; contatos na Itália; visitas à Alemanha, Romênia, Áustria e União Soviética; o estudo das indústrias de equipamentos para a exploração e produção de petróleo; a gestão de Geonísio Barroso na presidência da Petrobrás: politização da empresa, influência sindical e atividade nas refinarias e nos campos de petróleo; a associação dos engenheiros; posicionamento da empresa com relação aos sindicatos; os planos de criação dos departamentos; situação dos equipamentos para a exploração e a produção; demissão de Geonísio Barroso e nomeação de Francisco Mangabeira; relacionamento com Mangabeira; demissão do cargo de superintendente da Região de Produção da Bahia na gestão de Albino Silva; a viagem aos Estados Unidos; o trabalho no Escritório de Nova York; a situação da Petrobrás no período 1963-1964: as contas externas; o movimento militar de 1964.

3a. Entrevista: Professor da Escola Politécnica da Universidade da Bahia; perfil de Irnack do Amaral; efeitos do movimento militar de 1964 na Petrobrás; o movimento sindical na empresa; o papel dos militares na Petrobrás; O Congresso Mundial do Petróleo(México, 1967): chefe da delegação; diretor da Petrobrás(1967-1969): o relacionamento com a diretoria: as firmas de perfuração e os principais assessores; o método Schlumberger de perfuração; a Associação Recíproca Petroleira Estatal Latino-Americana (ARPEL): chefe da terceira assembléia (1967); a exploração de petróleo no mar; a Western Geophysical S.A. e a primeira plataforma; a pesquisa de petróleo em terra; a produção de gás na Bahia; financiamento do BNDE; convênio com o estado da Bahia para a construção de estradas; a aplicação de royalties do petróleo; levantamento aeromagnetométricos na plataforma continental: a Prakla Gesellschaft für Praktische; o papel da Mannesmann na produção de tubulações; pesquisa e exploração de sal-gema e cloreto de potássio em Carmópolis(SE); construção do oleoduto de Carmópolis: o problema da desapropriação de terras; assistência social na Petrobrás: criação da Fundação Petrobrás de Seguridade Social(Petros); a proposta de criação do Banco Petrobrás; atuação da comunidade de informações na Petrobrás; a diversificação da Petrobrás; substituição do general Arthur Candal pelo general Waldemar Levy Cardoso na presidência da empresa; a nomeação do general Ernesto Geisel; na Escola Superior de Guerra(ESG); viagens de estudo para a compra de equipamentos(1970): Londres, Dubai, Singapura e Tóquio; a sonda tipo Mercury; o navio-sonda da classe discovery; diretor-geral do DNPM; divisão de atribuições entre o DNPM e a CPRM; relacionamento com o ministro Antônio Dias Leite; atuação no Grupo Executivo da Indústria de Mineração; alterações no Código de Minas(1967); o projeto Samarco; no grupo de trabalho encarregado de ampliar a presença da empresa privada no setor mineral(1979); participação do capital privado nacional e estrangeiro no setor mineral; o conceito de mineral estratégico; no grupo de trabalho para a implantação do II Plano Mestre Decenal de Aproveitamento dos Recursos Minerais Brasileiros; no grupo de trabalho encarregado da nova redação do Código de Minas(1981); as empresas fantasmas; na presidência da CPRM(1974-1979); relacionamento da CPRM com as empresas privadas e públicas; a perfuração em águas profundas; os recursos do DNPM e da CPRM; a segunda gestão no DNPM(1979-85); no grupo de trabalho encarregado de elaborar o Código de Mineração(1985); no Conselho Fiscal da Álcalis; na Diretoria de Administração da Petros.







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