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CADERNO OPINIÃO

- dezembro

.

2016

6

Um dos pontos principais que o MME vem buscando

nesse programa é o acesso às informações pelos

diversos agentes do setor, que já havia sido apontada

pelo Caderno de Gás Natural como uma das grandes

desvantagens que sempre existiu no modelo onde

o planejamento do setor era feito pela Petrobras,

que gerava um ambiente com forte assimetria de

informações, prejudicando não apenas o planejamento

integrado, mas também os investimentos de outros

agentes no setor. Na época, a grande pergunta

lançada foi a forma como a transparência poderia ser

melhorada, diminuindo a assimetria de informação na

formação de políticas de gás. Por razões já apontadas

essas respostas começam a surgir.

Questões relacionadas à ampliação da oferta foram

trazidas e muitas delas ainda continuam sem resposta.

Aquelas acerca das incertezas atreladas à produção de

petróleo do pré-sal ainda não foram respondidas, o que

continua prejudicando a previsibilidade da oferta para

o setor. Na atual conjuntura o que se tem observado

é um crescimento da reinjeção cada vez maior de gás

acompanhando o aumento da produção de petróleo

no pré-sal, sobretudo devido à falta de infraestrutura

de transporte até o continente, o que representa um

desperdício de gás que poderia ser consumido no

mercado doméstico. Na atual circunstancia é mais

interessante para a Petrobras reinjetar o gás como

forma de aumentar a extração de óleo do reservatório.

Essa dificuldade em viabilizar a movimentação de gás

offshore

são potencialmente prejudiciais ao aumento

do volume disponibilizados também para a produção

offshore

do pós-sal.

Como vem sendo discutido há algum tempo, embora

a legislação vigente garanta o livre acesso a dutos

de transporte, não garante livre acesso aos dutos

de escoamento. Essa questão vem sendo tratada na

iniciativa “Gás para Crescer” no intuito de segregar

risco na cadeia de valor do gás natural, além de permitir

o compartilhamento dos custos de escoamento do gás

entre os agentes da exploração e produção, diminuindo

potencialmente o custo unitário de disponibilização do

gás natural de contingência.