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Mensagem do Presidente

Importante referência de ensino no país e no exterior pelos seus programas de graduação, mestrado e doutorado, e pelos seus trabalhos de consultoria, a Fundação Getulio Vargas trabalha de coração e mente voltados para o estímulo ao desenvolvimento nacional.
Como centro de excelência, no entanto, nossa preocupação é a de ser, permanentemente, uma instituição inovadora, tanto para seus alunos, como para a sociedade de uma forma geral.

A FGV é uma entidade que olha para o mundo à procura do moderno. Procuramos o que pode ser útil e adaptável ao crescimento do Brasil, de modo a transformá-lo em uma Nação mais justa e evoluída.

A partir, portanto, de suas próprias reflexões e das demandas trazidas pelos ventos da globalização é que a FGV cria novos paradigmas de aprimoramento e os apresenta, quase que de imediato, ao seu público formado por executivos, profissionais e jovens estudantes em busca do conhecimento. Nossos cursos, programas e atividades acompanham, rigorosamente, a evolução das empresas e suas necessidades em termos de qualificação e especialização profissional.

Nossa produção acadêmica não fica a dever em nada à das mais avançadas instituições de ensino do mundo, com muitas das quais inclusive mantemos convênios de intercâmbio. Assim, podemos afirmar que o limite dos horizontes da Fundação Getulio Vargas é o limite da sua imaginação.

Podemos assegurar que as atividades da FGV voltam-se, desde o início de sua história, para áreas estratégicas da vida nacional, como a administração pública, a economia, a história e a área jurídica. A administração pública é essencial ao reforço do conceito positivo de burocracia do Estado, e é essencial para o Brasil ser uma grande democracia.

Do mesmo modo, a economia é fundamental para que tenhamos um país desenvolvido. Não seremos uma grande Nação se não possuirmos uma economia pujante, imprescindível para se elaborar planejamentos estratégicos. E estamos presentes também no Direito, porque constatamos que era preciso inovar nessa área e trazer a contribuição da nossa interdisciplinaridade. O mesmo acontecerá nos campos da Ciência Política e da História.

Se a Fundação Getulio Vargas é uma instituição ímpar, pioneira em diversos projetos na área da educação superior e em projetos de assistência a empresas e órgãos da administração pública direta e indireta, bem o deve ao manancial inesgotável de talentos que compõem o quadro de seus dirigentes, professores, alunos e funcionários.

Berço de ilustres personalidades como ministros, presidentes, diretores e autoridades governamentais, a FGV também evoluiu pelo esforço e pelo empenho de seus competentes professores e zelosos funcionários, sempre merecedores do nosso reconhecimento. Podemos afirmar, portanto, que desde a sua fundação, em 1944, esta casa não se limita ao seu espaço físico, seus prédios, objetos e programas.

Cabe ressaltar aqui, também, a importância que representa para a FGV a manutenção de sua independência e a pluralidade de seus pontos de vista, que, aliás, também são marcas da própria FGV. O apartidarismo da instituição não a impede de propugnar políticas e ideais que ajudem a conduzir o país ao progresso e ao bem-estar econômico e social.


Carlos Ivan Simonsen Leal
Presidente da Fundação Getulio Vargas


HISTÓRICO DOS PRESIDENTES DA FGV

LUIZ SIMÕES LOPES 1944-1992
(1903-1994)

Em 1924, formou-se engenheiro agrônomo, pela Escola Mineira de Agronomia e Veterinária e iniciou suas atividades profissionais, em 1925, junto ao Ministério da Agricultura. Apesar de iniciar sua vida profissional como agrônomo, destacou-se por sua trajetória na administração pública e privada.

Na administração pública exerceu diversos cargos, entre os quais podemos destacar: oficial de gabinete da Secretaria da Presidência da República, 1930-7; presidente da Comissão de Reajustamento dos Funcionários Civis, 1936; presidente do Conselho Federal do Serviço Público Civil, 1937-8; presidente do Departamento Administrativo do Serviço Público – DASP, 1938-45; presidente da Comissão de Orçamento Geral do Ministério da Fazenda, 1939-45; membro da Comissão de Estudos e Negócios Estaduais do Ministério da Justiça e da Missão Aranha, 1939; presidente da Comissão de Orçamento da República, 1940-5; diretor da Carteira de Exportação e Importação – Cexim do Banco do Brasil, 1951-2; presidente da Comissão de Estudos e Projetos Administrativos no governo Juscelino Kubitschek, 1956-61; membro do Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, 1956; representante do governo brasileiro na coordenação e execução do Ponto IV, 1961-4; membro e presidente do Conselho de Cooperação Técnica da Aliança para o Progresso – CONTAP, 1965-9; membro da Comissão de peritos para estudar o Programa de Administração Pública da Organização das Nações Unidas, 1966; presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, 1969-79.

No setor privado sua atuação também foi muito expressiva, exercendo cargos de direção em diversas instituições, como por exemplo: fundador e presidente da Fundação Getulio Vargas, 1944-92; diretor da Companhia Brasileira de Imóveis, 1949-81; diretor da Companhia de Mineração Nacional Mina, 1950-80; diretor-presidente da Companhia Estanho São João Del Rei, 1950; diretor-presidente de Cambuhy S/A Agrícola e Industrial, 1954-70; diretor-presidente da Fazenda Bodoquens S/A, 1954-77; membro efetivo do conselho fiscal da Willys-Overland do Brasil, 1961-76; membro do conselho de administração da Rio Light – Serviços de Eletricidade, 1961-9; diretor da Companhia Moinho Fluminense Indústrias Gerais, 1963-72; presidente da Empresa de Águas de São Lourenço, 1966-75; presidente do Banco de Investimento e Desenvolvimento Fiducial do Comércio e Indústria, 1966-71; presidente da Associação de Bancos de Investimento e Desenvolvimento, 1967-8; membro do Conselho Consultivo da Siemens Brasil, 1969-79; membro efetivo do conselho fiscal da Ford Willys do Brasil, 1969-76; presidente dos conselhos deliberativos e consultivo do Comind Banco de Investimento, 1971-8; membro do conselho deliberativo do Banco do Comércio e Indústria de São Paulo, 1972-6; membro do conselho de administração da UNIPAR - União de Indústrias Petroquímicas, 1974-86; membro do Conselho Deliberativo da Comind S/A Crédito Imobiliário, 1974-7; membro do Conselho de Desenvolvimento da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, 1976-7; Presidente da Fiat do Brasil S/A, 1976 ; presidente da Câmara de Comércio Brasil-Argentina, 1977-8; vice-presidente do Conselho de Administração de Generali do Brasil – Cia. Nacional de Seguros, 1978 ; membro do Conselho Geral da Siemens S/A, 1980; vice-presidente do Instituto Brasileiro de Educação Ciência e Cultura, 1980; membro do Conselho Consultivo da Fiat Automóvel S/A, 1983; membro do Conselho Consultivo de Fininvest S/A, Crédito, Financiamento, Investimento, 1984.

Recebeu diversas condecorações, tais como: doutor honoris causa da American University de Washington (1942), da Universidade da Califórnia do Sul (1979) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1986); oficial de Légion d’Honneur, conferida pela República Francesa (1970); Commander of the Most Excellent Order of the British Empire, conferido pela Coroa Britânica (1978); e título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, conferido pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (1981).

Escreveu artigos e livros sobre a administração pública e a FGV.

JORGE OSCAR DE MELLO FLÔRES 1992-2000
(1912-2000)

Cursou Engenharia Civil na Escola Politécnica, hoje Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no período de 1928 a 1932. Paralelamente, freqüentou o curso do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (1928-30), na arma de artilharia.

Iniciou sua vida profissional no setor público, onde ocupou, entre outros, os seguintes cargos: engenheiro na Divisão de Águas do Departamento Nacional da Produção Mineral do Ministério da Agricultura, 1933-9; assistente técnico do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica da Presidência da República, 1940-3; responsável pelo Setor Construção Civil da Coordenação da Mobilização Econômica, 1942; diretor de divisões no Departamento Administrativo do Serviço Público da Presidência da República, 1943-6; e professor catedrático da cadeira de hidráulica da Escola de Engenharia da UFRJ, 1951-72.

Na atividade privada, foi dirigente e conselheiro de diversas empresas, de órgãos de classe patronais, de entidades culturais e do terceiro setor, destacando-se as seguintes: diretor e conselheiro do grupo Sul América, 1949-92; diretor da Instituição Larragoiti, 1951-65; diretor e conselheiro do grupo francês Schneider-Creusot, depois Alsthon, 1955-98; diretor do Centro de Estudos de Seguros e Capitalização, 1956-65; diretor do Sindicato das Empresas de Seguros Privados e Capitalização do Rio de Janeiro, 1958-64; presidente do Banco Chase Manhattan, 1959-92; diretor e depois presidente da Consultec, 1959-96; diretor da Termoelétrica Charqueadas, 1956-62; diretor da Pegasa, 1958-62; diretor da Petrolansa, 1958-62; diretor da revista técnica Análise e Perspectiva Econômica, 1962-99; fundador e diretor do Instituto Brasileiro de Pesquisas e Estudos Sociais, 1962-70; diretor do Sindicato dos Bancos do Estado da Guanabara, 1962-6; diretor da Crédito Comercial, 1963-6; diretor da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização, 1964, 1967; diretor da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, 1965-99; diretor da Pró-Matre, 1966-74; diretor da Federação Nacional dos Bancos, 1966, 1983; diretor do Sindicato dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro, 1966-84; diretor do Banco de Investimento Guanabara, 1967-9; diretor da Ciquini, 1968-9; diretor da Algimar, 1969-76; diretor da Associação de Exportadores Brasileiros, 1970-85; diretor da Indústria Brasileira de Aço, 1971-2; diretor do Centro de Integração Empresa-Escola, 1971-99; diretor da Ação Comunitária do Brasil/Rio de Janeiro, 1973-99; fundador, membro do Conselho Fiscal, presidente e presidente de honra da Academia Brasileira de Ciência de Administração, 1975-99; diretor da Cia. Luz Steárica – Moinho da Luz, 1975-81; diretor da ITN Trading, 1975-7; diretor da Light Serviços de Eletricidade, 1975-7; diretor financeiro, diretor executivo, membro do conselho curador e do conselho deliberativo do Museu de Arte Moderna, 1978-81, 1985-99; diretor da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, 1981-99; diretor da Cia. Luz Steárica Participações, 1981-6; diretor da Molas Sueden, 1981-4; diretor da Apande, 1982-90; diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil, 1985-99; diretor da Federação das Câmaras do Comércio Exterior, 1987-99; diretor da Associação de Assistência ao Adolescente, 1990-9.

Na FGV, foi fundador (1944), membro do Conselho Técnico (1945), diretor executivo (1946-9), membro do Conselho Diretor (1950-99), vice-presidente (1976-92) e presidente (1992-2000)

Publicou artigos e livros na área técnica, histórica e científica.


CARLOS IVAN SIMONSEN LEAL 2000

Em 1980, formou-se em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas optou pela vida acadêmica e formou-se em Economia Matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), em 1982. Cursou o Doutorado da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (1980-2) e obteve o título de doutor em economia pela Universidade de Princeton (EUA), em 1986.

Iniciou suas atividades como professor da Escola de Pós-Graduação em Economia – EPGE da Fundação Getulio Vargas, em 1986, onde ministrou as seguintes disciplinas: Macroeconomia, Microeconomia, Finanças Públicas e Finanças. Foi consultor do Banco Central do Brasil, 1989. Na FGV também desenvolveu as seguintes atividades: diretor do FGV Business, 1992-4; Diretor Geral da EPGE, 1994-7; e Vice-presidente da FGV, 1997-2000. Atualmente, é Presidente da FGV, cargo que exerce desde 2000.

Foi condecorado, em 2002, com o título de Grão Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, concedida pela Presidência da República, por suas contribuições à ciência e tecnologia.

 
 
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  A Fundação Getulio Vargas foi inaugurada em 20 de dezembro de 1944.  
     
   

 

 
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