Revista Conjuntura Econômica | Agosto 2021
ENTREVISTA 12 Conjuntura Econômica | Agosto 2021 Conjuntura Econômica — Qual foi a motivação para esse novo livro? A ideia começou quando li o excelen- te livro do Paulo Tafner, Reforma da Previdência – por que o Brasil não pode esperar? (Elsevier, 2018), que colaborou muito para o debate pre- videnciário que o país teve em 2019. Aliás, em geral, os mais jovens que me associam ao tema previdenciário não sabem que cheguei na previdência vindo do fiscal. Comecei a tratar do tema em 1987, por acaso. Fui para o Ipea emprestado pelo BNDES, onde tinha entrado em 1984, e comecei a trabalhar nos primeiros números do Boletim de Conjuntura, que era orga- nizado na época pelo meu amigo José Claudio Ferreira da Silva. Comecei como soldado raso, e fui destacado Em julho, Fabio Giambiagi, especialista em contas públicas, entrou para o time de pesquisadores associados do FGV IBRE. Em conversa com a Conjuntura Eco- nômica que marcou essa nova etapa, o economista entremeou memórias e ba- lanços das mais de três décadas de observação da trajetória macroeconômica brasileira para contar sobre o seu novo livro, Tudo sobre o déficit público: o Brasil na encruzilhada fiscal (Alta Books), e defender um esforço amplo de conciliação para se planejar os rumos do Brasil a partir de 2023. Para Giambiagi, será um esforço semelhante a um pós-guerra,“no sentido de que grupos políticos que no passado brigaram de forma muito aguerrida precisam de alguma forma depor as armas e buscar espaços de concordância. E não vejo por que não os ter”, afirma. Fabio Giambiagi Pesquisador associado do FGV IBRE Foto:Edilson Rodrigues/Agência Senado Claudio Conceição e Solange Monteiro, do Rio de Janeiro “Orçamento público deveria ser a discussão mais importante em uma democracia”
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