Revista Conjuntura Econômica - Agosto 2019
EDUCAÇÃO 5 4 Conjuntura Econômica | Agosto 2019 Arquitetura da prosperidade Políticas públicas voltadas à primeira infância são as mais eficientes para promover profissionais bem-sucedidos e uma economia mais produtiva Solange Monteiro, do Rio de Janeiro Quando Vannevar Bush – responsável por articular o trabalho de engenheiros e cientistas civis e militares do Projeto Manhat- tan, que levou à criação da bomba atômica e colaborou para o sucesso dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial – foi instado pelo presidente Franklin Roosevelt a pensar o papel da ciência no mundo pós-guerra, teve em suas mãos a oportu- nidade de acionar outra revolução. No documento “Ciência, a fronteira sem fim”, que entregou ao sucessor de Roosevelt, Harry Truman, Bush fincou os fundamentos de um prós- pero ecossistema para pesquisa básica e aplicada, injetando na sociedade a confiança de que, com ajuda da ciência, o futuro tinha tudo para ser um bom lugar para se viver. O neurocientista Roberto Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembra que as reco- mendações de Bush inspiraram iniciativas como a criação da National Science Foundation, em 1950, entre outros órgãos de natureza similar ao redor do mundo – no Brasil, são exemplos o CNPq e a Capes, fundados em 1951. Mas também aponta que, se as ideias do americano resultaram em um desenvolvimento genial em campos como o da saúde e no próprio ensino das ciências, não provocaram, por outro lado, um estímulo para que as ciências também colaborassem com
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