Revista Conjuntura Econômica - Setembro 2019
PETRÓLEO E GÁS 4 4 Conjuntura Econômica | Setembro 2019 setembro, depois vamos ter que dar um prazo para receber a proposta definitiva. Temos outros ativos que estão sendo estruturados para ven- da: termelétricas, gasodutos – tem o TBG (gasoduto Brasil-Bolívia), 10% da NTS, 10% da TAG. E, além da conclusão da transação da Liquigás, creio que a maior parte das vendas de ativos desse período, de setem- bro a dezembro, virá dos campos maduros de petróleo, considerando a fase atual dos projetos. Se compararmos a estimativa que a Petrobrastinhaparaobiênio2017/18, de desinvestimentos da ordem de R$ 20 bilhões, é significativo… Sim, e pretendemos chegar em um ano e meio, dois anos no máximo, num valor bem superior do que conseguimos nesses sete primeiros meses do ano. Até os episódios revelados pela Operação Lava Jato a Petrobras Solange Monteiro, do Rio de Janeiro “A Petrobras tem que se tornar mais ágil” Roberto Castello Branco presidente da Petrobras Foto:Flavio Emanuel Agência Petrobras Enquanto estados, municípios e a União aguardam com expectativa a confir- mação da data do megaleilão da ces- são onerosa, cuja parte da outorga, de R$ 106,5 bilhões, servirá para aliviar seus cofres, o presidente da Petrobras, Ro- berto Castello Branco, se concentra em calcular o investimento potencial que as empresas vencedoras injetarão no setor. “O petróleo é uma indústria intensiva em capital, então os ganhadores do lei- lão dos blocos da cessão onerosa terão necessariamente que investir muitos bi- lhões de dólares, o que beneficia o Brasil”, diz. Desde que se afastou do cargo de diretor do centro de estudos FGV Cresci- mento e Desenvolvimento para assumir o timão da companhia, Castello Branco tem se concentrado em um ambicio- so programa de desinvestimentos e de redução de custos sem o qual, afirma à Conjuntura Econômica , a companhia não conseguirá competir em um mundo que gradualmente substitui os combus- tíveis fósseis em sua matriz energética. “Temos que ser uma empresa de baixo custo, porque se não formos, seremos malsucedidos”, diz. Conjuntura Econômica —Até julho a Petrobras havia somado US$ 15,3 bilhões em vendas de ativos. Em quanto poderá fechar o ano? Essa é uma pergunta difícil de res- ponder, pois a velocidade, e o preço dos ativos, depende do mercado. Te- mos uma quantidade bem grande de ativos para vender, como os campos maduros de petróleo em águas rasas e terrestres. É algo que estamos exe- cutando. Frequentemente lançamos um núcleo de campos para vender. O processo é relativamente lento porque tem que obedecer às normas do TCU, e depois sucede uma ne- gociação cujo tempo é difícil prever. Além disso já lançamos à venda qua- tro refinarias, para as quais tivemos que estender um pouco o prazo, por solicitação de algumas empresas que ainda não tinham se inscrito e que demonstraram interesse. Não é possível afirmar que teremos algu- ma transação de refinaria até de- zembro deste ano. Receberemos as propostas não vinculantes até 16 de
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