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ECONOMIA
Rio, 07 de abril de 2006 Versão impressa
Kawall afirma que gestão da dívida será mantida

Henrique Gomes Batista

BRASÍLIA. O secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, afirmou ontem que a política de melhorar o perfil da dívida pública brasileira, implementada por seu antecessor, Joaquim Levy, terá continuidade. Kawall reafirmou que a prioridade é alongar o prazo de vencimento da dívida e trocar os títulos pós-fixados por prefixados. O secretário também garantiu que está atento a outra de suas principais funções: controlar o caixa da União. Perguntado sobre o cumprimento do superávit primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto das riquezas produzidas no país), respondeu:

— Eu sei dizer não.

Kawall anunciou o funcionário de carreira Paulo Valle como novo secretário-adjunto do Tesouro para a administração da dívida pública. Valle entra no lugar de José Gragnani, que deixou o governo para se dedicar a estudos nos EUA. Ele atuava há sete anos como coordenador da dívida pública e assume suas novas funções até o início de maio. Os demais secretários-adjuntos foram mantidos: Líscio Fábio de Brasil Camargo (Contabilidade e Normas), Jorge Khalil (Estados e Municípios) e Tarcísio José Massote de Godoy (Política Fiscal).

— A mensagem que eu queria dar nessa transição é sobretudo a mensagem da continuidade. Nós não vamos fazer nada de fundamentalmente diferente daquilo que fazíamos — afirmou Kawall.

O Tesouro também deve voltar a emitir títulos brasileiros em reais no exterior. A primeira emissão desse tipo ocorreu em setembro do ano passado e foi considerada um sucesso:

— É uma boa possibilidade — disse Kawall.


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