Kawall
afirma que gestão da dívida será
mantida

Henrique Gomes
Batista
BRASÍLIA. O secretário do Tesouro Nacional, Carlos
Kawall, afirmou ontem que a política de melhorar o
perfil da dívida pública brasileira, implementada por
seu antecessor, Joaquim Levy, terá continuidade. Kawall
reafirmou que a prioridade é alongar o prazo de
vencimento da dívida e trocar os títulos pós-fixados por
prefixados. O secretário também garantiu que está atento
a outra de suas principais funções: controlar o caixa da
União. Perguntado sobre o cumprimento do superávit
primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB, o
conjunto das riquezas produzidas no país), respondeu:
— Eu sei dizer não.
Kawall anunciou o funcionário de carreira Paulo Valle
como novo secretário-adjunto do Tesouro para a
administração da dívida pública. Valle entra no lugar de
José Gragnani, que deixou o governo para se dedicar a
estudos nos EUA. Ele atuava há sete anos como
coordenador da dívida pública e assume suas novas
funções até o início de maio. Os demais
secretários-adjuntos foram mantidos: Líscio Fábio de
Brasil Camargo (Contabilidade e Normas), Jorge Khalil
(Estados e Municípios) e Tarcísio José Massote de Godoy
(Política Fiscal).
— A mensagem que eu queria dar nessa transição é
sobretudo a mensagem da continuidade. Nós não vamos
fazer nada de fundamentalmente diferente daquilo que
fazíamos — afirmou Kawall.
O Tesouro também deve voltar a emitir títulos
brasileiros em reais no exterior. A primeira emissão
desse tipo ocorreu em setembro do ano passado e foi
considerada um sucesso:
— É uma boa possibilidade — disse Kawall.