30/03/2006 -
19h53mKawall vai continuar
política de Joaquim Levy, diz Rubens Penha Cysne

Rui Pizarro
RIO - O economista da Fundação Getulio Vargas, Rubens Penha
Cysne, elogiou nesta quinta-feira as escolhas feitas pelo ministro
Guido Mantega, para compor sua equipe no Ministério da Fazenda.
Cysne lembrou que o novo secretário do Tesouro Nacional, Carlos
Kawall, já trabalhou no Citigroup e tem, por isso, muita experiência
na área financeira, sendo um dos defensores do aumento do prazo da
dívida pública e da prefixação de títulos.
- Ou seja, em vez de títulos pós-fixados, você tem os
pré-fixados, que é a linha que vinha sendo adotada pelo Joaquim
Levy. E qual é a vantagem de aumentar os (prazos dos) pré-fixados? É
que quando há necessidade de fazer uma contenção de demanda, quando
os juros sobem, se o sujeito tem título pós-fixado, a riqueza dele
cai. Ao passo que, se o juro é indexado à Selic, isso não acontece.
Então eu prevejo que o Kawall vai dar continuidade à política do
Levy - explicou.
O professor dos cursos de mestrado e doutorado e diretor de
Pesquisa da Escola de Pós-graduação em Economia da FGV também
considera Bernard Appy, por sua vez e a exemplo de Joaquim Levy, um
dos responsáveis pelo sucesso na recomposição da dívida pública
brasileira.
- O Bernardo Appy significa uma continuidade, que é o que o
mercado queria. Ninguém vai reinventar a roda, com pouco mais de
sete meses de governo pela frente. Ele participou de muitas
decisões, estando no governo e tendo substituído o Marcos Lisboa; é
um profissional experiente. De forma que eu acho que foi uma escolha
muito feliz e muito boa - observou.