INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

 

Capital intelectual

 

 

Jean Jacques Salim

 

 

Há uma crescente e já não tão inovadora literatura na área de capital intelectual. Gestão do conhecimento, organizações que aprendem, ativos intangíveis, organizações inteligentes, capital intelectual, dentre outros, são temas que se confundem na literatura. De fato, relevadas as diferenças de ênfase, todos esses títulos se referem a uma questão central: a constatação de que o conhecimento vem se tornando o ativo/capital/recurso de maior importância estratégica para as organizações. Seguem indicações do professor Jean Jacques Salim, Coordenador-Geral dos Cursos de Especialização da FGV-EAESP e Co-Coordenador do curso Gestão do Conhecimento, no GVpec (www.fgvsp.br/conhecimento).

 

 

INTELLECTUAL CAPITAL: the new wealth of organizations
Thomas A. Stewart. New York : Doubleday/Currency, 1997. 278 p.

Um livro informativo, agradável de ler e escrito por um membro do conselho de editores da Fortune. Stewart teve o mérito de ser o primeiro a documentar nessa revista o interesse que o tema capital intelectual vinha despertando entre alguns executivos. Antes disso, em janeiro de 1991, publicou um breve artigo intitulado Brainpower, o qual, devido à repercussão, foi ampliado e republicado no ano seguinte.

 

 

CAPITAL INTELECTUAL: descobrindo o valor real de sua empresa pela identificação de seus valores internos
Leif Edvinsson e Michael S. Malone. São Paulo : Makron, 1998. 214 p.

Escrito pelo então diretor corporativo de capital intelectual da Skandia AFS, de Estocolmo, Edvinsson, e pelo editor contribuinte das revistas Forbes ASAP e Upside, Malone, esse livro destaca-se pelo fato de reproduzir a experiência e a metodologia empregada pela Skandia na gestão do capital intelectual, sendo, portanto, muito prático. O modelo é do tipo balanced scorecard, construído em torno de cinco focos: financeiro, cliente, processo, renovação & desenvolvimento e humano.

 

 

PROFITING FROM INTELLECTUAL CAPITAL: extracting value from innovation
Patrick H. Sullivan. New York : John Wiley & Sons, 1998. 366 p.

Uma coletânea interessante, organizada pelo sócio fundador do ICM Group, empresa de consultoria focalizada na extração de valor a partir do capital intelectual. A obra divide-se em quatro partes (definições, conceitos e contexto; gestão da propriedade intelectual; gestão do ativo intelectual; gestão do capital intelectual), as quais podem ser lidas de maneira independente, conforme o interesse de cada um.

 

 

WORKING KNOWLEDGE: how organizations manage what they know
Thomas H. Davenport e Lawrence Prusak. Boston : Harvard Business School Press, 1998. 199 p.

Escrito por Davenport - à época professor de administração na Texas University, em Austin, ex-sócio da Ernst & Young e ex-diretor de TI na Mckinsey - e Prusak - então no IBM Consulting Group e anteriormente no Ernst & Young's Center for Business Innovation. Os nove capítulos desse livro estão bem distribuídos entre conceituação, geração, codificação e transferência de conhecimento. Há muitos exemplos reais e um tratamento especial sobre a questão da tecnologia e do "mercado" de conhecimento.

 

 

THE KNOWLEDGE-CREATING COMPANY: how Japanese companies create the dynamics of innovation
Ikujiro Nonaka e Hirotaka Takeuchi. Oxford : Oxford University Press, 1995. 284 p.

Apesar do tempo decorrido (foi escrito em 1995), esse livro continua um clássico na área - consta que vendeu 40 mil cópias. Os autores fizeram um extenso e profundo trabalho de conceituação, pesquisa e apresentação de um modelo repetidamente citado na literatura. É uma obra para ser estudada e digerida, não apenas lida. Nonaka, juntamente com dois outros autores, retoma o tema em Enabling knowledge creation (Oxford, 2000, 292 p.) e merece a atenção dos que leram e gostaram da primeira obra.