INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

 

Estratégia em ambientes turbulentos

 

 

Carlos L. Rodriguez

 

 

 

 

A sugestão de indicações bibliográficas para área de Estratégia apresenta-se como um particular desafio. Principalmente em se tratando de livros, a velocidade da pesquisa implica que esse tipo de literatura dificilmente apresente o "estado da arte" do conhecimento. Assim, torna-se necessário acompanhar os periódicos de maior reputação acadêmica e o trabalho dos autores que tradicionalmente têm contribuído para sua investigação. Tendo em mente essas e outras limitações, o Professor Carlos L. Rodriguez, da University of North Carolina at Wilmington, apresenta algumas obras que podem estimular pesquisadores a apresentar trabalhos ao fórum especial focalizando suas contribuições mais diretamente no ambiente de nosso país.

 

 

MANAGING IN TIMES OF DISORDER A.Y. Illnitch,A.Y. Lewin e R. D'Aveni (Eds.).Thousand Oaks : Sage, 1999. 582 p.

Este livro compila artigos apresentados em duas edições de Organization Science de 1996 sobre ambientes hipercompetitivos. Nos vários capítulos, contribuídos por autores de diversas tendências, tanto teóricas como normativas, o livro discute essencialmente o fato de que a competição em tais ambientes exige que as empresas concentrem seus esforços na aquisição de conhecimento, aprendizado e inovação.

 

 

COMPETING ON THE EDGE: strategy as structured chaos S. L. Brown e K. M. Eisenhardt. Boston : Harvard Business School Press, 1998. 320 p.

As contribuições de Eisenhardt para a literatura de estratégia em ambientes de alta velocidade ou rápida mudança foram sistematizadas neste livro de agradável leitura, que pretende apresentar um modelo mais geral, de natureza evolucionária e dinâmica, para empresas que competem em tais cenários. A ênfase é nas iniciativas nas áreas do aprendizado organizacional, que as empresas devem tomar não apenas para permitir que seu estoque de conhecimento possa ser utilizado com sucesso em situações novas, mas também para a aquisição de flexibilidade estrutural para as necessárias mudanças.

 

 

COMPETING FOR THE FUTURE: breakthrough strategies for seizing control of your industry and creating the markets of tomorrow G. Hamel e C. K. Prahalad. Boston : Harvard Business School Press, 1994. 327 p.

Este livro apresenta argumentos fortes para a necessidade de mudanças radicais nas estratégias e formas de competição das empresas, além de enfatizar os conceitos sobre as vantagens competitivas e as competências centrais das organizações. Seu foco principal - as empresas de grande porte, capazes de dominar determinadas indústrias - limita de certo modo seu interesse para um público mais geral. Esse aspecto não deve diminuir o interesse na leitura deste best-seller da área, que enfoca a necessidade das empresas abandonarem velhas fórmulas e voltarem-se para o futuro na elaboração de suas estratégias.

 

 

BUSINESS STRATEGIES IN TRANSITION ECONOMIES M. W. Peng. Thousand Oaks: Sage, 2000. 344 p.

O autor apresenta uma análise bastante completa das relações entre as empresas que operam nas economias em transição (essencialmente, os antigos regimes comunistas do Leste Europeu, mas também incluindo China e Vietnã) e as instituições de tais países. O livro, de perspectiva fortemente institucional, examina a influência do ambiente no comportamento das empresas, concentrando-se nas estatais privatizadas, nos novos negócios locais e nas empresas estrangeiras investidoras nesses mercados. São de particular interesse os comentários sobre estratégias de crescimento adequadas em tais mercados.

 

 

THE LIMITS OF CONVERGENCE: globalization and organizational change in Argentina, South Korea, and Spain M. Guillen. Princeton : Princeton University Press, 2001. 304 p.

Neste livro, rico em narrativas de natureza histórica e sociológica, o autor examina o desenvolvimento econômico de três economias que adotaram diferentes respostas aos processos de globalização. Seu principal objetivo é desafiar a crença de que tais processos tendem, forçosamente, a homogeneizar os quadros institucionais de países e a latitude de respostas de empresas e indústrias aos desafios do novo ambiente competitivo. O que pode interessar a leitores do Brasil é a aplicação desse tipo de análise integrativa, que busca fatores remotos em diversas áreas, a nosso cenário.