INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

 

Relações internacionais

 

 

A área de Relações Internacionais tem como objeto de estudo as relações de poder entre os Estados nacionais na ausência de uma autoridade global e suprema que imponha uma ordem internacional legítima. Essas relações de poder dependem da capacidade de cada Estado de defender seus interesses nacionais perante todos os outros. Assim, na política internacional, os principais atores são Estados que estabelecem relações de conflito e cooperação entre si, formando diversos tipos de organizações internacionais. Maria Cecília Spina Forjaz, professora titular da FVG-EAESP, recomenda as seguintes leituras:

 

 

O PARADOXO DO PODER AMERICANO: por que a única superpotência do mundo não pode prosseguir isolada. Joseph Nye Jr. São Paulo: Editora da UNESP, 2002. 293 p.

Nessa obra o decano da Kennedy School of Government da Universidade Harvard reflete sobre o poder dos Estados Unidos e argumenta que a estabilidade das relações internacionais hoje e a manutenção da hegemonia americana dependem menos dos poderes econômico e militar e mais do que ele denomina soft power, isto é, o poder derivado do convencimento por meio da sua cultura, dos seus valores e das suas instituições.

 

 

RELAÇÕES INTERNACIONAIS CONTEMPORÂNEAS: a ordem mundial depois da guerra fria. José Augusto Guilhon Albuquerque. Petrópolis, Vozes, 2005. 197 p.

Nessa obra o professor titular do Departamento de Economia da FEA-USP aborda de modo didático a teoria e a prática das relações internacionais. Ela introduz os estudantes e o público leigo nos conceitos básicos da disciplina, destacando o cenário contemporâneo posterior à guerra gria, incluindo a questão da agenda brasileira.

 

 

A IDENTIDADE INTERNACIONAL DO BRASIL E A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA: passado, presente e futuro. Celso Lafer. São Paulo: Perspectiva, 2004. 151 p.

Combinando uma reflexão acadêmica com sua experiência diplomática, o autor analisa a construção da identidade internacional brasileira no século XX. Mostra as novas exigências colocadas aos países em desenvolvimento pela ordem mundial pós-guerra fria, que demanda novas formas de inserção num mundo cada vez mais interdependente. Para uma potência média como o Brasil, o autor tenta demonstrar de forma extremamente convincente a impossibilidade de autonomia total de ação e decisão no campo da política externa.

 

 

RELAÇÕES BRASIL-ESTADOS UNIDOS: assimetrias e convergências. Paulo Roberto de Almeida e Rubens Antonio Barbosa (Orgs.). São Paulo: Saraiva, 2006. 297 p.

Os autores analisam o relacionamento entre o Brasil e os Estados Unidos, central em nossa história republicana, numa perspectiva histórica e atual. Fruto de um seminário sobre relações bilaterais realizado no Wilson Center em 2003, a obra apresenta um autor norte-americano e um brasileiro para analisar os vários temas discutidos, como o contexto diplomático, econômico e político das relações bilaterais, inclusive nos planos regional e multilateral.

 

 

GOVERNANCE IN A GLOBALIZING WORLD. Joseph S. Nye Jr. e Jonh D. Donahue (Eds.). Washington, DC: Brookings Institution Press, 2000. 386 p.

Ampliando o debate sobre a globalização, a obra discute três temas principais, a saber: tendências recentes desse processo em suas várias dimensões; como ele interfere na governança interna dos Estados nacionais; e reflexões sobre a melhoria de novas abordagens à governança, incluindo o papel das organizações não governamentais e as possibilidades de uma governança global.