CINTRA, FABER

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Nome: CINTRA, Faber
Nome Completo: CINTRA, FABER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CINTRA, Faber

CINTRA, Faber

militar; comte III ZA 1971-1973; comte  III Comar 1973-1974; min.  STM 1974-1985.

 

Faber Cintra nasceu no Rio de Janeiro, en­tão Distrito Federal, no dia 29 de julho de 1915, filho de Joaquim Cintra e de Dulce Avelar Medeiros Cintra.

Após concluir os estudos secundários no Colégio São Bento e fazer o vestibular para a Escola Politécnica do Rio de Janeiro, sentou praça em abril de 1935, ingressando na Escola Militar do Realengo, também na capital fede­ral. Declarado aspirante-a-oficial em novem­bro de 1937, foi promovido a segundo-tenen­te em dezembro do ano seguinte.

Tornando-se aviador militar, comandou em 1939 a 2ª. Esquadrilha de Caça do 5°.  Re­gimento de Aviação, sediado em Curitiba.  Ainda em 1939 ingressou nos quadros do cor­reio Aéreo Nacional (CAN), efetuando vôos pioneiros. Desde então ligou-se ao principal animador do CAN, Eduardo Gomes, a quem permaneceu vinculado ao longo de sua carrei­ra militar.  Promovido a primeiro-tenente em dezembro de 1940, foi transferido em janeiro do ano seguinte para o recém-criado Ministé­rio da Aeronáutica e, em 1942, designado co­mandante interino do 2°. Grupo (de aviões bombardeiros) do 1°. Regimento de Aviação, aquartelado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.  Durante a Segunda Guerra Mun­dial (1939-1945) realizou missões de guerra no Atlântico Sul entre 1942 e 1944.

Foi promovido a capitão-aviador em de­zembro de 1943, sendo nomeado no ano seguinte chefe do pessoal da I Zona Aérea (I ZA),sediada em Belém. Viajou em seguida para os Estados Unidos como ajudante-de-ordens do adido aeronáutico brasileiro naquele país e, em 1946, foi designado assessor da Inter-American Defense Board e representante da Força Aérea Brasileira (FAB) no desfile co­memorativo da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial.

Major-aviador em outubro de 1950, tenen­te-coronel-aviador em janeiro de 1953 e coro­nel-aviador em janeiro de 1959, entrou nesse último ano para o serviço aéreo da FAB, ten­do pilotado em 1962 o avião que inaugurou a linha do CAN para Suez, no Egito, onde se en­contravam tropas brasileiras pertencentes à Força de Paz da Organização das Nações Uni­das. No ano seguinte comandou a base aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

Elevado à patente de brigadeiro em dezem­bro de 1965, foi promovido a major-brigadei­ro em fevereiro de 1971 em decorrência de determinação do presidente Emílio Garrasta­zu Médici (1969-1974) de pacificar a FAB, dividida na época entre grupos radicais e mode­rados quanto aos critérios de repressão aos movimentos esquerdistas. O ministro Márcio de Sousa Melo, titular da pasta, e o major-bri­gadeiro João Paulo Burnier, comandante da III ZA, sediada no Rio de Janeiro, ligados à corrente radical, foram substituídos em feve­reiro de 1971. Foi então nomeado ministro da Aeronáutica o tenente-brigadeiro Joelmir de Araripe Macedo, tendo Faber Cintra assu­mido o comando da III ZA.

Em novembro de 1973, as zonas aéreas passaram a se denominar comandos aéreos re­gionais, razão pela qual a antiga III ZA passou a se chamar III Comando Aéreo Regional (III Comar). Faber Cintra exerceu essa função até setembro de 1974, quando então foi nomeado ministro do Superior Tribunal Militar (STM) e substituído no comando do III Comar pelo major-brigadeiro Mário de Lucena. Empossa­do no STM em novembro do mesmo ano, al­cançou poucos dias depois o posto de tenente ­brigadeiro.  Em 1977 defendeu o STM das acu­sações contra ele formuladas por um de seus ministros, o general Rodrigo Otávio Jordão Ramos, segundo as quais aquele órgão supe­rior da Justiça Militar era conivente com os maus-tratos impostos aos presos políticos pe­los sistemas de segurança ligados à repressão.  Em março de 1981 assumiu a presidência do STM, defendendo na ocasião o primado da or­dem. Deixou o tribunal em junho de 1985, pouco antes de completar 70 anos.

Ao longo de sua carreira militar foi ainda chefe de ensino da Escola de Especialistas da Aeronáutica, chefe de operações da V ZA, se­diada em Porto Alegre, chefe da 3°. Seção do Estado-Maior da Aeronáutica (Emaer), repre­sentante da Aeronáutica junto ao Estado ­Maior das Forças Armadas (EMFA), chefe da 1°. Divisão da Inspetoria Geral da Aeronáuti­ca, subinspetor da Inspetoria Geral da Aero­náutica, chefe do estado-maior do Comando Aerotático Terrestre, chefe da 1ª. Seção do Emaer, membro do corpo permanente da Es­cola Superior de Guerra (ESG), comandante da base aérea de Recife, subchefe de opera­ções e informações do Emaer, assessor da Co­missão Mista de Defesa Brasil-Estados Uni­dos, comandante da Escola de Especialistas de Aeronáutica, comandante interino da IV ZA, sediada em São Paulo, chefe do Núcleo de Di­retoria de Encargos Assistenciais, diretor da Diretoria de Encargos Assistenciais, membro efetivo da Comissão de Promoções de Oficiais da Aeronáutica e presidente da Comissão de Investigações Sumária da Aeronáutica.

Fez também os cursos de tática aérea, es­tado-maior, superior de comando, criptogra­fia do Centro de Instrução Almirante Wanden­kolk, da Marinha, o Internal Security Investi­gations, do Serviço Nacional de Informações (SNI), o Special Air Warfare Center, em Fort Benning, nos EUA, e o da ESG.

 Em julho de 2000 residia no Rio de Janeiro.

 Casou-se com Elsi  Marion Cintra, com quem teve um filho.

 

FONTES:BASTOS, P. Superior; CORRESP.  SUP.  TRIB.  MILITAR; Estado de São Paulo (12/2, 17 e 18/3/81); Folha de São Paulo (17 e 18/3/81); Globo (12/2 e 18/3/81); INF. Priscila Cintra; Jornal do Brasil (9 e 26/11/74; 19/4 e 26/10/78); MIN.  AER.  Almanaque (1963); WANDER­LEY, N. História .

 

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