CLARK, FREDERICO DE CASTELO BRANCO

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Nome: CLARK, Frederico de Castelo Branco
Nome Completo: CLARK, FREDERICO DE CASTELO BRANCO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CLARK, FREDERICO DE CASTELO BRANCO

CLARK, Frederico de Castelo Branco

*diplomata; emb. Bras. França 1944-1948.

 

Frederico de Castelo Branco Clark nasceu em Parnaíba (PI) no dia 25 de outubro de 1887, filho de James Frederick Clark, importante empresário inglês no Piauí, e de Ana Gonçalves de Castelo Branco. Entre seus parentes, destacou-se José de Mendonça Clark, que ocupou uma cadeira no Senado em várias ocasiões entre 1955 e 1962.

Fez os estudos secundários no Ginásio Maranhense, em São Luís, transferindo-se em seguida para Pernambuco, onde se bacharelou pela Faculdade de Direito de Recife.

Ingressou na carreira diplomática como terceiro-secretário, sendo designado em julho de 1908 para a embaixada brasileira em Londres. Em junho de 1910 atuou como secretário da delegação do Brasil à IV Conferência Internacional Americana, em Buenos Aires. Promovido a segundo-secretário em maio de 1911, foi removido para Buenos Aires, onde permaneceu até 1913. Em março desse ano passou a desempenhar a função de encarregado de negócios em Santiago do Chile, lá permanecendo até novembro, quando foi designado para o mesmo cargo em Lima, no Peru.

Transferido para Paris em fevereiro de 1914, ainda como encarregado de negócios, alcançou o posto de primeiro-secretário em julho de 1918. Com o término da Primeira Guerra Mundial nesse ano, atuou como delegado-assessor da Comissão de Reparações criada pelo Tratado de Paz de Versalhes. Permaneceu em Paris até agosto de 1922 — a partir de outubro de 1921 na qualidade de conselheiro da embaixada —, exercendo a função de encarregado de negócios por diversas ocasiões, em substituição aos embaixadores Raul Régis de Oliveira e Gastão da Cunha.

De volta ao Brasil em 1922, foi nomeado chefe de gabinete de Félix Pacheco, ministro das Relações Exteriores do governo Artur Bernardes (1922-1926). Em novembro desse mesmo ano foi promovido a ministro de segunda classe e enviado a Caracas, na Venezuela, na condição de ministro-residente. Em agosto de 1923, deixou a capital venezuelana, sendo então transferido para Genebra, na Suíça, onde serviu até 1925. Durante esse período, de outubro de 1923 a maio de 1924, representou o Brasil no comitê de juristas encarregado de interpretar o Pacto da Sociedade das Nações, atuando em seguida como ministro adjunto a essa organização internacional.

Em dezembro de 1925, foi promovido a ministro plenipotenciário de primeira classe. Deixando a Liga das Nações em maio do ano seguinte, foi transferido para La Paz, na Bolívia, como encarregado de negócios e lá permaneceu até abril de 1929. De junho seguinte a agosto de 1932, serviu em Havana, Cuba, e, em novembro desse ano, foi designado encarregado de negócios cumulativamente em Estocolmo, na Suécia, e em Helsinque, na Finlândia, exercendo essa função até fevereiro de 1939. Assumiu em seguida a embaixada brasileira em Tóquio, à frente da qual permaneceu até janeiro de 1942, quando o Brasil rompeu relações com os países do Eixo. Novamente no Brasil, presidiu o Conselho de Imigração e Colonização de dezembro de 1942 a julho de 1944.

Durante a Segunda Guerra Mundial foi indicado, em julho de 1944, para substituir o embaixador Vasco Leitão da Cunha à frente da delegação brasileira junto ao Comitê Francês de Libertação Nacional em Argel, na Argélia, reconhecido pelo governo brasileiro uma vez que a França se encontrava sob ocupação alemã. Com a libertação, tornou-se embaixador do Brasil em Paris. Em julho de 1946 representou o governo brasileiro na Conferência de Paz realizada nessa cidade, participando no ano seguinte da cerimônia de assinatura do tratado de paz com a Itália. Deixou a embaixada em Paris em março de 1948, sendo substituído no posto por Mário da Costa Guimarães. Removido para o Vaticano, aí permaneceu até 1952, quando se aposentou.

Faleceu em sua cidade natal no dia 1º de outubro de 1971.

Além de diversos artigos sobre política e direito internacional publicados em jornais do Rio de Janeiro, escreveu Sistema penitenciário argentino.

 

 

FONTES: COUTINHO, A. Brasil; GUIMARÃES, A. Dic.; MIN. REL. EXT. Anuário (1952); Personalidades.

 

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