COELHO, ITALIVIO

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Nome: COELHO, Italívio
Nome Completo: COELHO, ITALIVIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COELHO, ITALÍVIO

COELHO, Italívio

*sen. MT 1973-1979.

Italívio Martins Coelho nasceu em Entre Rios (MT) no dia 1º de março de 1918, filho de Laucídio Coelho e de Lúcia Martins Coelho. Seu pai era um dos maiores latifundiários do estado e seu irmão, Lúdio Coelho, tornou-se senador da República pelo Mato Grosso do Sul em 1995.

Formou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Com o fim do Estado Novo (1937-1945) e a conseqüente redemocratização do país, filiou-se à União Democrática Nacional (UDN), em cuja legenda se elegeu em janeiro de 1947, apoiado também pelo Partido Republicano (PR), deputado à Assembléia Constituinte de Mato Grosso. Assumindo o mandato em março do mesmo ano, participou dos trabalhos constituintes como membro da Comissão de Constituição e, após a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário, atuando como membro da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembléia estadual. Deixou essa casa ao final da legislatura, em janeiro de 1951.

Depois de longo afastamento dos pleitos eleitorais, filiou-se, após a dissolução dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instalado no país a partir de abril de 1964. Eleito nessa legenda suplente de Filinto Müller, senador por Mato Grosso, em novembro de 1970, com a morte do titular em julho de 1973 assumiu o mandato em agosto seguinte, integrando no Senado as comissões de Agricultura e de Constituição e Justiça.

Em setembro de 1978 foi indicado para a vaga de senador indireto — “biônico”, segundo designação adotada pela imprensa —, por Mato Grosso. Entretanto, houve uma rebelião na Arena mato-grossense e o senador eleito em novembro de 1978 foi Gastão Müller. Em fins do governo Ernesto Geisel (1974-1979) declarou ao Jornal do Brasil, em outubro de 1978, a respeito das perspectivas de reformulação partidária, que um partido de tendências trabalhistas organizado pelo ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, Golberi do Couto e Silva, constituiria um empreendimento de êxito seguro para os trabalhadores, “que contarão, assim, com o meio mais fácil de chegar ao poder”. Pessoalmente, porém, via como alternativa a organização de um partido de tendência social-democrática, conservador, de centro, mas preocupado com a questão social. Deixou o Senado em fevereiro de 1979, quando concluiu o mandato.

Com o fim do bipartidarismo em 29 de novembro desse ano e a conseqüente reformulação partidária, vinculou-se ao Partido Democrático Social (PDS), candidatando-se no pleito de novembro de 1982 a uma cadeira no Senado pelo estado de Mato Grosso do Sul, sendo, entretanto, derrotado pelo candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Marcelo Miranda.

A não aprovação pela Câmara dos Deputados, em 25 de abril de 1984, da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento de eleições diretas para a presidência da República já nesse ano, definiu que a via indireta seria mesmo a forma pela qual seria eleito o substituto do então presidente João Figueiredo (1979-1985). A falta de consenso quanto à forma de escolha do candidato oficial do partido governista provocou uma cisão na agremiação e os dissidentes formaram a Frente Liberal. Na convenção do PDS, o deputado paulista Paulo Maluf foi escolhido candidato oficial do partido, derrotado no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, pelo candidato oposicionista Tancredo Neves, da Aliança Democrática — união do PMDB com a Frente Liberal. Todavia, por motivo de doença, Tancredo não assumiria a presidência da República, vindo a falecer em 21 de abril, quando o vice José Sarney foi confirmado no cargo que já exercia interinamente desde 15 de março.

Logo após a definição da vitória de Tancredo Neves, vários líderes da Frente Liberal formalizaram seu rompimento com o PDS, vindo a fundar o Partido da Frente Liberal (PFL) ainda em janeiro de 1985. Acompanhando o grupo dissidente, Italívio Coelho deixou o PDS e tornou-se um dos fundadores do PFL no Mato Grosso do Sul. Contudo, deixou a carreira política, não vindo a disputar mais nenhum cargo eletivo.

Sem abandonar a vida partidária, voltou-se para a iniciativa privada, dedicando-se sobretudo às suas fazendas de gado.

Faleceu  em Campo Grande no dia 21 de setembro de 2005.

Foi também diretor-vice-presidente do Banco Financial de Mato Grosso, e diretor-presidente da Financial Bragança — Crédito, Financiamento e Investimento, da Cimobrás — Companhia Imobiliária do Oeste do Brasil, e da Frima — Frigorífico Mato-Grossense. Foi presidente da Associação dos Criadores do Sul, e vice-presidente da Associação das Indústrias de Campo Grande e da Associação de Criadores de Santa Gertrudes (SP).

Foi casado com Maria da Glória Lessa Coelho, com quem teve três filhos. Contraiu segundas núpcias com Marli Correia Coelho. Seu cunhado, Saldanha Derzi, foi deputado federal (1955-1971) e senador (1971-1979) pelo estado do Mato Grosso, e senador pelo Mato Grosso do Sul entre 1979 e 1995. Seu sobrinho, Flávio Derzi, foi deputado federal pelo Mato Grosso do Sul a partir de 1991.

FONTES: INF. BIOG.; Jornal do Brasil (21/10 e 26/11/78); MENDONÇA, R. Dic.; SENADO. Dados; SENADO. Dados biográficos; SENADO. Relação; SOC. BRAS. EXP. COM. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1); Veja (31/5/78).

DISCURSO DE Vander Loubet Câmara dos Deputados 22/09/05

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