COELI, NILO MEDINA

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Nome: COELI, Nilo Medina
Nome Completo: COELI, NILO MEDINA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

COELI, Nilo Medina

*pres. Bco Bras. 1963-1964.

 

Nilo Medina Coeli nasceu em Uberaba (MG) no dia 3 de junho de 1914, filho de Luís Filipe de Medina Coeli e de Maria Andrade Medina Coeli.

Estudou no Colégio Diocesano e fez o curso de contador na Escola de Comércio José Bonifácio. Formou-se mais tarde pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, na capital da República, e especializou-se em mercado de capitais na Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ingressando no Banco do Brasil (BB) em 1934, ocupou os cargos de chefe de serviço, gerente de agências, gerente da Carteira de Crédito Geral e chefe de gabinete dos presidentes Maurício Chagas Bicalho (1959-1960) e Carlos Cardoso (1960-1961). Exercia a vice-presidência da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc) quando, em julho de 1963, foi nomeado presidente do Banco do Brasil, sucedendo a Nei Neves Galvão. Desempenhou a função até 27 de março de 1964, quando pediu demissão do cargo por não concordar com as medidas adotadas pelo governo no que se referia à discriminação da Carteira de Redescontos com relação aos bancos de São Paulo, Rio Grande do Sul e Guanabara. O presidente João Goulart (1961-1964) decidiu aceitar a demissão, mas foi deposto dias depois pelo movimento político-militar de 31 de março. O novo governo tratou de substituir Coeli no comando do BB, interinamente, por Hugo Faria e, em caráter efetivo, por Arnaldo Válter Blank.

Aposentou-se do BB em 14 de maio de 1964. Dois anos mais tarde integrou a missão econômica brasileira enviada ao Oriente Médio e posteriormente coordenou o Seminário de Mercado de Capitais, realizado na Faculdade de Economia do Triângulo Mineiro. Foi diretor regional do Banco Irmãos Guimarães, em São Paulo, e vice-presidente do Banco Halles, estabelecimento que entrou em regime de insolvência e sofreu intervenção do Banco Central (BC), sendo dissolvido em 1974. Exercia a função de diretor-financeiro da Caixa Econômica do Estado de São Paulo, quando, em março de 1977, foi indicado pelo governador do estado, Paulo Egídio Martins, para substituir Afrânio de Oliveira na presidência da entidade.

Exerceu a presidência da Caixa até fevereiro de 1979 e, desse ano até 1986, atuou como diretor do Banco Cidade de São Paulo. Após afastar-se do cargo, iniciou uma curta trajetória — entre 1988 e 1990 — como empresário rural. Em 1990, passou a compor a mesa administrativa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e a presidir a diretoria executiva da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, entidade mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Filiado à Associação e ao Sindicato dos Bancos do Estado de São Paulo, foi membro do conselho técnico da Confederação Nacional do Comércio.

Faleceu em São Paulo no dia 10 de novembro de 2003.

Casou-se com Maria Aparecida Escobar Medina Coeli, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: ARQ. MUSEU HIST. BANCO DO BRASIL; BUENO, R. Escândalos; CORRESP. CONF. NAC. COMÉRCIO; FONTENLA, V. História; Globo (11/11/03); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (21/3/77); MONTEIRO, F. Banco; Súmulas.

 

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