Gisela Moulin Mendonça

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Nome: MENDONÇA, Gisela
Nome Completo: Gisela Moulin Mendonça

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MENDONÇA, Gisela
*pres. UNE 1986-1987.

Gisela Moulin Mendonça nasceu em Belo Horizonte, no dia 19 de abril de 1962, filha de Guido Mendonça e de Cecília Moulin Mendonça.

Iniciou o curso de medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora em 1980, tornando-se, dois anos depois, presidente do diretório acadêmico da faculdade. Em 1983, participando do 35º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em São Bernardo do Campo (SP), foi eleita para a diretoria da área de biomédicas. No mesmo ano, filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), na ilegalidade.

Em 1985, elegeu-se vice-presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de Minas Gerais, permanecendo no cargo até o ano seguinte. No 37º Congresso da UNE, em Goiânia, votou a favor da realização de eleições diretas para a escolha da diretoria da entidade. Em junho, quando cerca de 115 mil estudantes universitários foram convocados a escolher entre cinco chapas concorrentes — duas das quais se retiraram devido às suspeitas de fraude, em São Paulo —, venceu a que Gisela encabeçava, apoiada pelo PCdoB e chamada UNE Livre. Dessa forma, depois de Clara Araújo (1982-1983), a UNE teve sua segunda presidente do sexo feminino.

Gisela tomou posse em junho de 1986, em cerimônia realizada na faculdade de direito da UFMG. Na ocasião, prometeu trabalhar junto com todas as entidades estudantis pela reforma universitária e defender a expansão da rede pública de ensino, e a revisão e a reformulação dos currículos mínimos. Um mês depois, durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), quase foi impedida de discursar por um grupo de estudantes, sob a alegação de que o Conselho Nacional das Entidades Gerais (Coneg) a havia destituído, uma vez que haviam sido “comprovadas as fraudes” eleitorais.

Em setembro, na Universidade de Brasília, ao abrir o Seminário Nacional sobre a Constituinte, disse que “o caráter conservador vai dominá-la” e que “o resultado dos trabalhos vai depender da pressão que exercermos sobre ela”. Presentes ao evento, Maria Rosa Leite Monteiro, mãe do ex-presidente da UNE desaparecido em 1973, Honestino Guimarães, e Aldo Arantes, outro ex-presidente da entidade, ambos ressaltaram a importância da mobilização estudantil durante a Assembléia Nacional Constituinte.

Gisela deixou a presidência em 1987, no 38º Congresso da UNE, realizado em Campinas, ocasião em que se elegeu Valmir Santos, representante do Partido dos Trabalhadores (PT), na primeira vitória da oposição, desde o Congresso de Reconstrução da UNE, em 1979.

De 1988 a 1991, pertenceu à direção nacional do PCdoB. No ano seguinte, ingressou no curso de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), concluído em 1993. Durante os estudos, trabalhou na Editora Abril, e após a formatura tornou-se assessora de Comunicação Social da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em março de 1995, deixou este cargo, quando passou a exercer a mesma atividade na UNE.

FONTES: Folha de S. Paulo (14/6 e 15/7/86); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (27/9/86); Veja (11/6/86).


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